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10/10/2010 // Bem-vindos a bordo





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06/09/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Álvaro,completas hoje quarenta e seis anos! Estás distante,geográficamente,mas,muito junto de nós,pelo pensamento,pela saudade.Parabéns!Saúde,amor,alegria,êxito nos teus propósitos e,também,tudo o que demais houver de bom no mundo! Beijos e abraços da mãe Rosamaria.

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09/10/2010 // O mundo em números

Poodwaddle.com

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05/02/2010 // Revista Folkcom

Chamada de Textos e Trabalhos para Revista Folkcom

Para submeter textos (ensaios, artigos, resenhas, críticas, dentre outros formatos aceitos pela publicação) para as próximas edições, os autores devem se cadastrar no Portal, a partir do link da Revista Folkcom, e encaminhar o material diretamente ou pelo site. Dúvidas e informações podem ser enviadas ao e-mail
revistafolkcom@uepg.br.



Leia, divulgue e participe da Revista Internacional de Folkcomunicação!

Acesse http://www.revistas.uepg.br/index.php?journal=folkcom

Ou http://www.revistas.uepg.br/ e acesse o link da Revista Folkcom.

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01/02/2010 // Nilo Damasceno Ferreira

Nilo Damasceno Ferreira. Figuraço. Um ser inefável este meu padrasto. Fernão de Magalhães circunavegava a Terra. Nilo, o universo, e em segundos. Magalhães valia-se das embarcações. Damasceno, da imaginação. Bastava enticá-lo. Ou nem isso. Nilo Damasceno era um descobridor. Abria um livro e sumia. Retornava mais rico, argumentativamente falando.

Peter Kien, personagem do Elias Canetti em Auto-de-fé, mantinha no cérebro uma biblioteca. Nilo mantinha na biblioteca o cérebro. Qualquer faísca sob a forma de pergunta era o suficiente para os neurônios soltarem-se mundo afora e levarem junto o indagador. Várias vezes acompanhei o tsunami argumentativo do Damasceno Ferreira, por livre-arbítrio ou vacilo.

Certa feita comentei o nome antigo duma determinada rua da capital gaúcha. Pronto, chacoalhara o vespeiro. Nilo amava Porto Alegre, e como ocorre neste tipo de paixão, esmerou-se em decifrar o código genético do objeto amado. Paralelepípedo por paralelepípedo, calçamento por calçamento. Determinado momento dei-me por satisfeito. Foi quando ele insinuou listar nome e filiação dos moradores da Travessa da Paz na segunda parte da primeira glaciação do Plioceno.

Quando soube da minha viagem para Coimbra, o Nilo entrou em transe. Passou a enumerar os temas e personagens passíveis da minha investigação na minerva lusitana. Uma semana depois, havia eu ultrapassado Fernando de Noronha e meu prezado procurador do Estado aposentado havia preenchido apenas a primeira leva das recomendações.

Por falar em procurador e Estado, sabia o seu quadrado no campo jurídico. Representava a escola do Direito Ereto, aquele bem distante do covil dos gatos, tipo Lalau, e da porteira dos ratos, como Mendes. A fidalguia não provém da árvore genealógica, mas da coluna. Sempre aprumada. Nilo Damasceno Ferreira esforçava-se, aos 82 anos, para se manter anos-luz à frente do tempo e do próprio corpo. Na segunda-feira retrasada, dia 18, às 5h15 da manhã, no Hospital São Francisco, na pátria Porto Alegre, foram-se embora o tempo, os anos e o corpo. Ficou a luz. Grande Nilo!

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30/01/2010 // Aberta a temporada dos concursos nas universidades federais

30/01/2010 - Colegas,

Estão abertas as inscrições para concurso na área de Radiojornalismo e Webjornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela “internet”, das 9 (nove) horas do dia 25/01/2010 até às 16 horas do dia 05/03/2010.

Links:

http://www.concurso.ufop.br/index.php?option=com_content&task=view&id=861&Itemid=66

http://www.concurso.ufop.br/index.php?option=com_content&task=view&id=863&Itemid=66

Att; Marta Maia.

12/12 - Prezados Colegas,

A UFMG está com inscrições abertas para seleção de professor adjunto, na área de "Teorias, linguagens e processos jornalísticos". As inscrições vão até fevereiro e mais informações podem ser obtidas no www.fafich.ufmg.br/dcs ou pelo 31 34095012.

cordialmente
Bruno Leal

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20/01/2010 // Textos para o primeiro número da Revista Famecos em 2010

Prezados colegas,

a Revista Famecos está recebendo artigos para um dossiê especial sobre Mídia e Ditadura Militar. Os textos devem ser enviados até o dia 31 de março de 2010 para revistadafamecos@pucrs.br

As normas para publicação estão disponíveis em http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/famecosppg/ppgcom/ppgcomRevista

Atenciosamente

Cristiane Freitas Gutfreind
Editora da Revista Famecos
Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social
Av. Ipiranga, 6681 - Prédio 7/sala 319
Porto Alegre - RS
Brasil
CEP:90619-900

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04/01/2010 // Comunicação e Sociedade

A revista portuguesa "Comunicação e Sociedade", do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Portugal, faz chamada de artigos para um numero especial sobre "Ecrãs e ligações sócio-técnicas". Mais informação em:

http://www.cecs.uminho.pt/ComSocScreen.pdf

Os artigos podem ser enviados por e-mail, até 31 de janeiro, ao editor responsavel, Prof. José Pinheiro Neves, para j.pinheiro.neves@gmail.com.

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19/12/2009 // Vagas na Universidade Católica de Brasília

Nas seguintes áreas e atividades de ensino:

1) Fotografia
Atividades: ministrar as disciplinas Fundamentos da Linguagem Audiovisual, Introdução à Fotografia, Fotojornalismo e Foto Publicitária, orientar projetos experimentais (TCC).
Requisitos: Ter pós-graduação, preferencialmente com doutorado em Comunicação Social, Audiovisual ou Cinema. Experiência em produção fotográfica.

2) Design Gráfico
Atividades: ministrar as disciplinas Editoração Eletrônica, Produção Gráfica, Design Gráfico para Publicidade, Design Gráfico para Jornalismo, Direção de Arte, orientação de alunos em projetos experimentais (TCC).
Requisitos: Ser graduado em Comunicação Social, Desenho Industrial, Artes Visuais, Arquitetura ou áreas afins. Preferencialmente com pós-graduação.

3) Jornalismo
Atividades: ministrar as disciplinas Técnicas de Redação Jornalística II, Técnicas de Redação Jornalística III, Produção e Edição de Impressos, orientação de alunos em projetos experimentais (TCC).
Requisitos: Ser graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Obrigatório pós-graduação, preferencialmente doutorado em Comunicação Social. Experiência em produção de textos jornalísticos e comprovada atuação profissional em empresa jornalística.

4) Publicidade
Atividades: ministrar as disciplinas Técnicas de Redação e Produção para Mídia Impressa, Técnicas de Produção e Redação para Rádio e Linguagem Publicitária; orientar projetos experimentais (TCC).
Requisitos: Graduação em Publicidade e Propaganda, Propaganda e Marketing ou similar. Obrigatório pós-graduação, preferencialmente doutorado em Comunicação Social. Atuação comprovada como redator publicitário no mercado.

5) Teoria
Atividades: ministrar as disciplinas Sociologia Geral, História da Comunicação, Teorias da Comunicação I; orientar projetos experimentais (TCC).
Requisitos: Ter pós-graduação, preferencialmente doutorado em Comunicação Social. Experiência em docência.

6) Vídeo
Atividades: ministrar as disciplinas Fundamentos da Linguagem Audiovisual, Técnicas de Redação para TV e Cinema, Produção e Edição em TV e Produção e Edição em Rádio orientar projetos experimentais (TCC).
Requisitos: Graduado em Comunicação Social ou Audiovisual, preferencialmente com mestrado ou doutorado em Comunicação Social, Audiovisual ou Cinema. Experiência comprovada em produção audiovisual.

Os editais completos estarão disponíveis a partir do dia 17 de dezembro no endereço: http://vulcan.ucb.br/vagasucb/vagasucb.ucb/vagas
As inscrições serão feitas pelo próprio site.

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07/12/2009 // Revista para mestrandos e recém-mestres

A revista eletrônica CoMtempo, do Programa de Pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, tem como objetivo divulgar a produção acadêmica inédita dos mestrandos e recém-mestres de todos os Programas de Pós-graduação em Comunicação do Brasil. Também podem participar da publicação on-line recém-mestres que tenham defendido a sua dissertação no prazo de até seis meses antes da submissão do artigo. Neste caso específico, o texto apresentado precisa estar relacionado diretamente com a dissertação defendida, e isso deve constar em nota de rodapé vinculada ao título do trabalho apresentado à Revista.

A publicação eletrônica está recebendo artigos, ensaios, relatos de experiência e resenhas para sua edição de nº 2, de junho de 2010.

Data-limite para envio: 07/03/2010.

Antes de enviar os artigos, ensaios, relatos de experiência e resenhas, favor ler atentamente as diretrizes para envio dos trabalhos e normas para formatação.

Para enviar artigo, o proponente deve realizar o cadastro no sistema, pois o envio é on-line. Faça o cadastro.

Atenciosamente


Walter Teixeira Lima Junior
Editor da Revista CoMtempo
www.revistas.univerciencia.org/index.php/comtempo/index

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02/12/2009 // Encontro sobre a pesquisa no ensino do jornalismo

IX Ciclo de Pesquisa em Ensino de Jornalismo:

inscrições começam dia 1° de janeiro

O Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ) convida professores, pesquisadores, jornalistas e estudantes para inscreverem trabalhos no IX Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo, que ocorrerá em Recife, Pernambuco, entre os dias 21 e 23 de abril de 2010. O período de inscrição começa no dia 1° de janeiro e vai até o dia 1° de março de 2010. Em anexo, seguem arquivos contendo os modelos para as modalidades de trabalho: comunicação científica e relato (resumo expandido).

Os trabalhos podem ser apresentados em um dos seguintes Grupos de Pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e de teorias do jornalismo; pesquisa na graduação; produção laboratorial/eletrônicos; produção laboratorial/impressos; projetos pedagógicos e metodologias de ensino. Mais informações sobre as modalidades – comunicação científica, relato e pôster – e formatação dos trabalhos podem ser encontradas no site www.fnpj.org.br e também na íntegra da Chamada de Trabalhos. As inscrições para o IX Ciclo, uma das atividades centrais do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, são feitas diretamente com os coordenadores dos GPs, pelos seus e-mails.

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01/12/2009 // Estágio remunerado na Icict/Fiocruz para estudantes de jornalismo

Oportunidade de estágio curricular

O Instituto de Comunicaçao e Informação Científica Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) está selecionando candidatos para ocupar uma vaga de estágio curricular na área de Comunicação Social ou Biblioteconomia. Os interessados deverão estar cursando graduação em Comunicaçao Social ou Biblioteconomia. O estágio será realizado no Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde
(LACES), no prédio da Expansão, da Fiocruz, na Av. Brasil 4036, 7º andar.

Requisitos desejaveis: dinamismo, relação interpessoal, organização.

Conhecimentos: Word, Internet, Excel, Power Point, trabalho com recortes de jornais, indexação (identificação de assuntos).

Atividades a serem desenvolvidas: apoio junto às pesquisas em andamento na área de Comunicação e Saúde com organização de acervo de recortes de jornais com matérias sobre saúde.

Carga horária:
Valor da bolsa: R$ 520,00 - 6h diarias
R$ 364,00 – 4h diarias
R$ 132,00 Auxílio transporte

Os interessados deverao encaminhar currículo ao SGT/ICICT até o dia 23/12/2009, no endereço abaixo, ou pelo e-mail: srhcurriculo@cict.fiocruz.br, com o codigo PEC/OBS.

Maiores informaçes: ICICT/ Serviço de Gestão do Trabalho
Pavilhao Haity Moussatche
Sala 211 - 2o. andar
Av. Brasil, 4365 – Manguinhos - CEP: 21045-900
Tel: 3865-3205/3263

Assessoria de Comunicaçao Social | Icict | Fiocruz
Coordenaçao: Cristiane d'Avila

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21/11/2009 // 3 vagas para professor de jornalismo na Católica de Goiás

Acessar: http://www.ucg.br/ucg/editais/

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19/11/2009 // Revista Contemporânea

Chamada para Publicação.

A Contemporanea - Revista de Comunicação e Cultura, uma publicação semestral do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA), está recebendo artigos e resenhas de livros de pesquisadores da área de estudos da comunicação e de áreas afins para seu próximo número.

A revista Contemporanea visa a divulgação de pesquisas nacionais e internacionais na sua área de interesse e aceita trabalhos inéditos para publicação, com predileção por abordagens contemporâneas dos fenômenos comunicacionais. Seu interesse localiza-se nas questões do enlace entre a cultura e as novas formas, linguagens e processos da comunicação mediática.

Serão aceitos textos inéditos em Português, Inglês, Francês e Espanhol. Estes serão avaliados, sem identificação, por dois membros do Conselho Editorial ou por consultores ad hoc.

O original deverá ser submetido exclusivamente via Sistema de Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) / UFBA

(http://www.portalseer.ufba.br/index.php/contemporaneaposcom).

Data final para o envio de originais: 30 de novembro de 2009.

As normas de publicação estão listadas no endereço eletrônico
http://www.portalseer.ufba.br/index.php/contemporaneaposcom/about/submissions#authorGuidelines

Atenciosamente,

José Carlos Ribeiro e José Francisco Serafim (editores)

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17/11/2009 // Comunicação e cultura na América Latina

Estão abertas as inscrições e chamada de trabalhos para o III Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina a ser
realizado nos dias 29, 30 e 31 de março de 2010, no Memorial da América Latina, em São Paulo - o evento é promovido pelo Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos de Cultura e Comunicação) da Universidade de São Paulo.

Mais informações no site: http://www.eca.usp.br/nucleos/celacc/simposio

O III Simpósio será lançado oficialmente no dia 9 de dezembro, às 19h30, no Memorial da América Latina, com a realização do seminário "Utopia e Identidade Cultural na obra de Darcy Ribeiro", evento aberto a todos os interessados.

Mais informações pelo telefone 11-30914327 e pelo email celacc@usp.br e celacc@gmail.com

Um abraço
Prof. Dr. Dennis de Oliveira (Coordenador geral do Celacc - ECA/USP e presidente da comissão organizadora do III Simpósio)

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12/11/2009 // Textos para a revista Alterjor

A revista ALTERJOR (ISSN 2176-1507), do Grupo de Pesquisa de Jornalismo Popular e Alternativo, da Escola de Comunicações e Artes da USP, convida estudiosos do tema jornalismo popular e alternativo para a apresentação de trabalhos para a segunda edição da revista on line.

A publicação aceita colaborações de trabalhos originais, de autoria individual ou coletiva, sob a forma de dossiê, artigo,ensaio, resenha, entrevista ou reportagem.

Os trabalhos deverão ser enviados por email para lumaluly@usp.br e dennisol@usp.br, até o dia 10 de dezembro de 2009.

A apreciação sobre o trabalho será feita em sistema de avaliação cega (sem referência à autoria) por dois ou três pareceristas (membros do Grupo ALTERJOR). Os trabalhos aprovados são avaliados, então, pelos editores responsáveis pela revista. Na seqüência, encaminha-se ao autor uma resposta de aceitação, de modificação ou de recusa. As réplicas estarão sujeitas ao mesmo processo de submissão do artigo.

Todos os trabalhos enviados deverão obedecer ás seguintes normas:
- Digitados em Word, com a página configurada com margens de 3 cm e papel A4;
- Fonte Times New Roman, corpo 12, justificado, com espaçamento 1,5;
- As imagens deverão ser mandadas em formato JPEG com resolução de 150 a 500 dpi;
- Os títulos e subtítulos deverão estar em negrito e digitados em Times New Roman, corpo 12;
- O nome do autor virá alinhado à esquerda, em Times New Roman, corpo 12, seguido de um breve currículo em formato de nota de rodapé em Times New Roman, número 10;

Os trabalhos também deverão observar as normas relativas às seções em que se enquadram.
- Artigos e dossiês: nesta seção, serão compreendidos os textos escritos em forma de relatos de pesquisa, análises acadêmicas e reflexões sobre as mídias populares e alternativas. Os artigos deverão ter de 10 a 15 páginas (ou de 27 mil a 34 mil caracteres) e os dossiês deverão ter de 15 a 30 páginas (ou de 27 mil a 81 mil caracteres). Os trabalhos deverão ser iniciados por um resumo em português, digitado em corpo 12, contendo de 05 a 10 linhas e de três a cinco palavras chaves, com espaçamento simples.

- Ensaios: nesta seção, alocaremos relatos sobre o trabalho de profissionais da mídia popular e alternativa, bem como reflexões, apreciações e debates sobre o tema. Os trabalhos deverão ter de 3 a 15 páginas (ou de 7 mil a 34 mil caracteres).

- Resenhas: aqui serão compreendidas as análises críticas de livros e teses recentes ou basilares para a discussão sobre o jornalismo popular e alternativo. Elas deverão ter de 03 a 07 páginas (ou 7 mil a 16 mil caracteres).

- Entrevistas: entrevistas com profissionais ou acadêmicos atuantes na área de jornalismo popular e alternativo, com tamanho de 3 a 15
páginas (ou de 7 mil a 34 mil caracteres).

- Reportagens: esta seção compreendematérias, relatos jornalísticos, fotoreportagens ou slideshows sobre iniciativas na área de jornalismo popular e alternativo, com tamanho de 3 a 15 páginas (ou
de 7 mil a 34 mil caracteres).

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11/11/2009 // Vagas na Federal da Bahia para comunicação escrita e on-line

Concurso para professor na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia

Prazo de inscrição: 03/11/2009 a 02/12/2009

Edital 07/2009 http://www.concursos.ufba.br/docentes/2009/editais_docentes_2009.html

I) Área de conhecimento: Comunicação Escrita

Classe: Adjunto

Regime de trabalho: DE

Vaga: 1

Formação: Graduação livre / Doutorado Comunicação e/ou áreas afins (Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Humanas)

II) Área de conhecimento: Jornalismo on-line

Classe: Adjunto

Regime de trabalho: DE

Vaga: 1

Formação: Graduação Comunicação com habilitação em Jornalismo / Doutorado Comunicação e/ou áreas afins (Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Humanas)

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28/10/2009 // Para participar do livro sobre Tancredo Neves e a imprensa

Prezados colegas,

Em 2010 serão celebradas duas datas ligadas ao presidente Tancredo
Neves: centenário de nascimento e os 25 anos de morte. Para marcar estas
duas datas, estamos organizando um livro que tem como objetivo
relacionar o presidente Tancredo Neves e a imprensa. Somos duas
pesquisadoras de Minas Gerais e pretendemos lançar o livro em 21 de
abril do ano que vem, data em que o presidente morreu.

Quem quiser escrever um artigo para o livro, entre em contato urgente
conosco. Os textos deverão ter as seguintes especificações:
- Tema geral: Tancredo Neves e a imprensa
- 15 páginas, Times, corpo 12, espaçamento 1,5
- Possibilidade de um CD/DVD com áudios e vídeos
- Deadline: 31 de dezembro de 2009

Quem se interessar, por favor entre em contato :
Nair Prata: nairprata@uol.com.br
Wanir Campelo: wanircampelo@uai.com.br

Abraços,
Nair Prata e Wanir Campelo

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27/10/2009 // Fotojornalismo

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26/10/2009 // Até breve, minha amada

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19/10/2009 // No México

Prezados,

Segue chamada de trabalhos para o Simpósio Internacional "Identificação, Identidade e Vigilância na América Latina" (Universidade do Estado do México, Toluca). São aceitos resumos em português, espanhol ou inglês. O prazo para envio de resumos é 30 de outubro. Vejam mais detalhes abaixo.

Cordialmente,
Fernanda Bruno

Call for Papers

International Symposium

“Identification, identity and surveillance in Latin America”

Site - http://sites.google.com/site/idsurveillancemexico/

University of the State of Mexico
Faculty of Politics and social studies
Toluca, Estado de México, México

March 16th, 17th and 18th 2010

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16/10/2009 // Prorrogado o prazo para o livro da Compós

Prezados/as Colegas

Cronograma previsto com a editora viabilizou uma ampliação do prazo para recebimento das contribuições ao livro.

Ampliamos do prazo anterior (final da outubro) para 30 de novembro - contando que esse tempo oferecerá melhores condições para que colegas interessados em participar completem seus artigos.

Ver no site da Compós (www.compos.org.br) a informação do novo prazo e a chamada de artigos, com indicação dos ângulos de abordagem previstos.

Aproveitamos para informar que receberemos os textos pelos e-mails dos membros da Comissão Editorial, indicados abaixo.

Saudações,

A Comissão Editorial
José Luiz Braga - jlbraga@via-rs.net
Maria Immacolata Vassallo de Lopes - immaco@usp.br
Luiz Cláudio Martino - martino@unb.br

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14/10/2009 // Celacom 2010 em São Paulo

60 anos de Televisão na América Latina é tema de Celacom 2010

Jornal da Intercom

O tema central do XIV Colóquio Internacional da Escola Latino-Americana de Comunicação – Celacom 2010, agendado para a cidade de São Paulo (SP), no período de 17 a 19 de maio de 2010, focalizará as relações entre Aculturação, Mestiçagem e Mundialização na TV.

Os Colóquios Internacionais de Estudos sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação são iniciativas da Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, sob a orientação do seu titular, o Prof. Dr. José Marques de Melo, com o apoio da Universidade Metodista de São Paulo. Esses eventos, que se realizam anualmente desde 1997, permitem ao público formado por pesquisadores, professores, estudantes e interessados em geral interagir diretamente com os autores e pesquisadores latino-americanos do campo da Comunicação Social.

A Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional e o Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo, que há muito tempo colocaram a televisão brasileira como foco de diversos estudos, não poderiam deixar de se manifestar nesses 60 anos daquele que se tornou o principal veiculo de comunicação de massa do País. Temos que observar que o ano de 1950 marca o início das transmissões televisivas também em Cuba e no México.

O início das transmissões televisivas brasileiras regulares, em 18 de setembro de 1950, foi antecedido por poucos dias, do início das transmissões no México, em 31 de agosto de 1950. Assim sendo, a televisão brasileira é a primeira da América do Sul e a segunda da América Latina. As transmissões em Cuba se deram a partir do dia 24 de outubro de 1950. No âmbito mundial a televisão brasileira foi a 5ª a entrar em funcionamento, antecedida, pelas transmissões nos Estados Unidos, em 1939, na Inglaterra, em 1946 (houve um período anterior iniciado em 1936 que foi interrompido em 1939), na França, em 1947, e no México, em agosto de 1950. Note-se que não estamos levando em conta as transmissões experimentais ou não diárias.

Nesses 60 anos, a televisão consolidou-se como o mais influente veículo de comunicação de massa e construiu formas específicas de linguagem e de interação com o público, com particularidades regionais e por país. Acrescente-se a essa relevância social da televisão a observação do fato de, nesse momento, novas tecnologias digitais de gravação, transmissão e recepção da mensagem televisiva estarem redesenhando o perfil desse veículo.

Nesse momento tão especial, a Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, os programas de Pós Graduação em Comunicação e em Televisão Digital da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” e o Departamento de Rádio e Televisão (UNESP, Campus Bauru), bem como o programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo e a Faculdade de Comunicação da Universidade Metodista de Saio Paulo, o Programa Globo Universidade da Rede Globo de Televisão e o Memorial da América Latina se unem para propor um encontro de reflexão acadêmica sobre o tema. Dentre os objetivos centrais podemos destacar: Integrar e fazer interagir acadêmicos voltados para o tema da televisão latino-americana e os agentes das diferentes funções do fazer televisivo; Divulgar pesquisas realizadas sobre o tema; Divulgar projetos televisivos em andamento e consolidar a televisão Latino-Americana como objeto de estudo acadêmico.

Informações adicionais: www.metodista.br/unesco.

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09/10/2009 // Lumina

Está no ar o quinto número de LUMINA, revista eletrônica do PPGCOM / Universidade Federal de Juiz de Fora -
www.ppgcomufjf.bem-vindo.net/lumina
com o seguinte Sumário:

- Artigos Internacionais

Bioética: como proteger a dignidade humana da ciência e da tecnologia
Daniel Dennett

Artigos Nacionais

De Maquiavel a Morin: A Complexidade do
Conceito de Ideologia
Roberto José Ramos

A expansão do mercado das agências de comunicação no Brasil
Tiago Mainieri de Oliveira

Os gêneros jornalísticos e sua aplicação no radiojornalismo
Debora Cristina Lopez, José Henrique da Mata

Adaptações e apropriações do telejornalismo: a linguagem dos programas de fofoca na TV
Lígia Campos de Cerqueira Lana, Vanessa Costa Trindade

Realismo e cinema de ficção científica: equilíbrio delicado
Alfredo Suppia

Cidadania e recepção: produções de sentidos sobre práticas cidadãs
Daniel Barsi Lopes

A propaganda contraintuitiva como proposta para atualização dos estereótipos
Francisco Leite, Leandro Leonardo Batista

It came from outer space: o corpo e a tecnologia nos filmes de Ficção Científica
José Cláudio Siqueira Castanheira

Mídia brasileira: um peso, duas medidas?
Pâmela Araujo Pinto

Tecnologias digitais e a temporalidade contemporânea: análise do Spectra Visual Newsreader a partir da teoria das Materialidades da Comunicação
Melissa Ribeiro de Almeida

Comunicação e linguagem no Orçamento Participativo: Uma outra perspectiva de análise
Rafael Cardoso Sampaio

A visibilidade midiática da responsabilidade social organizacional
Fabiane Sgorla, Maria Ivete Trevisan Fossa,

- Interfaces & Conexões
Sobre os universais
MD Magno

Da Cibercidade à Cidade Sou Eu transformações contemporâneas condicionadas pela tecnologia
Rosane Azevedo de Araujo

- Resenhas
Uma análise do medo social: dos Contos Morais ao Big Brother
Eduardo Fofonca

CHAMADA DE TRABALHOS: 08 de novembro de 2009.

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07/10/2009 // Lembrete

Prezados Colegas

Na sequência de alguns contactos nesse sentido recordar que todos os dados relativos à chamada de trabalhos para a Revista "Estudos em Comunicação" (Portugal, UBI) podem ser encontrados aqui:http://www.labcom.ubi.pt/ec/call.html

Recordamos ainda que os textos podem ser enviados para;

1 ) jcfcorreia@gmail.com
2 ) agradim@ubi.pt


Quanto às datas a respeitar são as seguintes:

Manuscript submission: October, 15, 2009
Acceptance notification: , November 10, 2009
Publication: December 15 2009
Working languages: English, French, Spanish and Portuguese

João Carlos Correia
Professor
Communication and Arts Departament
University of Beira Interior
Labcom - Communication and Online Contents Lab
Portugal
Research areas:
- Journalism Studies: Civic Journalism, Inovation in Journalism ;
- Media, Public Sphere and Deliberation
- Critical Theory and Theory of Communicative Action
- Phenomenology and Communication
- News Media Discourse
- Media and Society
- Communication and Citizenship
- Communication for Development
Mail: jcfcorreia@gmail.com
www.ubi.pt
www. labcom.ubi.pt
Telf: 00351275319800

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30/09/2009 // Até hoje o resumo para o Congresso Mundial de Comunicação e Artes em Guimarães

Acontece - Jornal da Intercom

Universidade do Minho realiza Congresso Mundial em Comunicação e Artes

O Congresso Mundial em Comunicação e Artes – WCCA'2010 ampliou para o dia 30 de setembro de 2009 o prazo para submissão de resumos. O evento acontecerá de 19 a 21 de Abril de 2010 na cidade de Guimarães – Portugal e é organizado pelo Conselho de Pesquisas em Educação e Ciências (COPEC) e o Conselho Mundial em Comunicação e Artes (WCCA).

A duração do congresso será de três dias. O programa científico incluirá workshops, sessões Plenárias, apresentações orais, painéis e mesas-redondas. Inglês, espanhol e português são os idiomas oficiais.

O evento será realizado no Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho

(CCG-UMINHO) e tem como tema Tecnologia da Informação nas artes e Visualização da Informação. O objetivo é promover um fórum internacional para o intercâmbio de informações sobre as pesquisas e os mais recentes desenvolvimentos em todos os campos da Comunicação e Artes. Durante o congresso será discutida a integração entre o mercado global e a Comunicação e as Artes.

Os interessados em submeter trabalhos devem encaminhar um resumo em arquivo Word para wcca2010@copec.org.br, nos seguintes tópicos:

- Arte, Ciência e Tecnologia

- Comunicação e Novos Meios

- Artes Visuais e Meios de Massa

- Cultura, Arte e Sociedade

- Musica e Atuação

- Design e Tecnologia

- Outros (Você pode submeter resumos e propostas em outros tópicos.)

Após a notificação de aceite os autores deverão enviar seu trabalho como trabalho completo ou como WIP (trabalho em desenvolvimento). Os detalhes para a submissão de resumos e trabalhos completos, incluindo os modelos, estão disponíveis na homepage do www.copec.org.br/wcca2010.

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26/09/2009 // MIT abre vaga para pesquisador

MIT procura pesquisador para vaga estável em Estudos Comparativos de Mídia

do ABRAJI :: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo

O programa do MIT em Estudos Comparativos de Mídia (Comparative Media Studies) está à procura de um pesquisador interessado em vaga de emprego estável começando em 2010. É necessário PhD (Doutorado) e um registro extenso de publicações, pesquisas, além de espírito de liderança. É desejável que o candidato tenha um amplo leque de conhecimentos. As aplicações para a vaga deverão ser enviadas até 1° de Novembro de 2009.

O programa abraça a noção de comparatividade e colaboração e trabalha através das várias escolas do MIT e entre o MIT e ao cenário mais amplo da mídia. A vaga envolve dar aulas de graduação e pós-graduação, e em desenvolver e coordenar atividades de pesquisas colaborativas, participando com a liderança intelectual e criativa do Programa e do Instituto. Candidatos devem demonstrar um registro de ensino efetivo e supervisão de teses, atividade significativa de pesquisa/criação, experiência administrativa relevante e reconhecimento internacional.

O pesquisador escolhido irá ensinar e guiar pesquisas em uma ou mais das dimensões do Programa no âmbito da comparação (histórica, metodológica, cultural) entre formas de mídia. Perícia em implicações sociais e culturais em formas de mídia estabelecidas (filme, televisão, áudio e culturas visuais, impresso) é tão importante quanto bolsa de estudos em uma ou mais áreas emergentes, como jogos, mídia social, novas mídias literárias, cultura participativa, estudos de software, IPTV e o desenvolvimento transmidiático de histórias. Interessados devem enviar seus dados para:

Professor William Uricchio
Director, Comparative Media Studies
MIT 14N-207
77 Massachusetts Avenue
Cambridge, MA 02139 USA

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25/09/2009 // Textos para a E-Compós

Caros colegas,

Informamos que a próxima edição da Revista E-Compós (v. 12 n. 2) encontra-se em fase final de preparação e será publicada em breve.
Comunicamos que contribuições para a terceira edição de 2009 poderão ser encaminhadas através do site da revista até o dia 11/10. Após esta
data, as submissões serão avaliadas para os próximos números da revista, a serem publicados em 2010.
Aproveitamos a oportunidade para divulgar que, a partir de agosto de 2009, a Comissão Editorial da revista está formada por Rose de Melo Rocha (PPGCOM ESPM-SP) e Felipe Trotta (PPGCOM UFPE).

Cordialmente,
--
Comissão Editorial E-Compós
www.e-compos.org.br

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24/09/2009 // Ana Paula Arósio com óculos é fake

Ser ou não ser

Uma parte de mim é fake. Isso me torna muito especial. Meu Twitter é fake. Já contei. Ter um Twitter fake é o máximo da distinção social. É coisa para celebridades. Ou quase. Continuo sem saber quem faz o meu Twitter. Andei até indignado. A pessoa havia parado de postar meus textos. O pior é que eu não tinha para quem reclamar. Não adiantava me queixar para o bispo. A verdade é que já não sei viver sem meu Twitter fake. Eu me sigo todo tempo. Como o texto é meu, embora postado por outro, sempre sei por antecipação o que vou encontrar no meu Twitter, mas não consigo resistir.

Estou viciado em mim. Eu me amo. Eu me quero. Adoro tudo o que eu digo. Quando me leio no meu Twitter fake, acho tudo genial. Está certo que levei um baque quando soube que David Coimbra também tinha um Twitter fake. Meu ego ficou bastante abalado. Eu pensava ser o único. Sei que o David já descobriu quem estava por trás dele (opa!). Quer dizer, por trás do Twitter dele. Eu não. Quer dizer, por trás de mim não tem ninguém. Faca, meu! No fundo, não quero saber quem alimenta o meu Twitter. Pensei que fosse a Ana Paula Arósio. Mas ela foi vista e fotografada por meu amigo Gato Vermelho, de mãos dadas com um cara, em Coimbra. Não é ela. Parece que o cara também não era o namorado dela. A namorada do Gato Vermelho até falou para a Ana Paula:

- Posso tirar uma foto contigo?

- Claro. Mas vou ficar de óculos escuros.

- Então não quero.

Ana Paula Arósio sem os olhos de fora é fake. Na foto, achei a Ana Paula gordinha. Cláudia me explicou que era um efeito provocado pelo modelo de vestido repolhinho. Não fiquei convencido. Meu Twitter é fake. Ana Paula sem olhos à vista é fake. O acidente do Nelsinho sacaninha era fake. Qual a diferença entre Nelsinho e Rubinho? O Rubinho estacionava para o companheiro passar. Nelsinho bate. O mundo é fake. Estudei a possibilidade de assumir o meu Twitter. Surgiu um problema: o que eu teria para dizer em 140 caracteres? É muito para mim. Tentei algumas fórmulas.

Exemplo: "O Grêmio vai chegar na frente do Internacional e, se duvidar, será campeão brasileiro". Nada mais a dizer. Não passou de 84 caracteres. Resolvi meditar. Tenho uma pergunta metafísica: um Twitter fake com um texto verdadeiro continua sendo um Twitter fake? Ou é semifake? Enfim, sou ou não sou? Meu Twitter aparece numa revista nacional recomendado para ser seguido. No caso, quem está sendo seguido: eu ou o outro? Um político, que nunca escreveu seus discursos, me garante que esse é um falso dilema, uma falsa questão. Ele até me apresentou uma suposta prova: Collor entrou para a Academia Alagoana de Letras com os discursos escritos por seus assessores. É por isso que nunca entrarei na academia. Não tenho assessores.

Não importa. Só exijo uma coisa: que meu outro não me abandone. Assim que acordo, bem cedo, corro para conferir meu Twitter. É uma questão de identidade. Sem meu Twitter fake atualizado, sinto-me completamente falso. Se meu Twitter for deixado de lado, entro na Justiça contra o meu twitteiro e o processo por abandono de função. Pura verdade.


juremir@correiodopovo.com.br

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23/09/2009 // Amanhã, Comunicação, Cognição e Media em Braga

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17/09/2009 // Entrevista do Jesús Martín-Barbero para a revista Pesquisa Fapesp

Entrevista As formas mestiças da mídia

Pesquisador Jesús Martín-Barbero fez da América Latina laboratório de uma original teoria da comunicação num mundo globalizado

Mariluce Moura
Edição Impressa 163 - Setembro 2009

Pesquisa FAPESP - O vasto auditório do Memorial da América Latina, com 870 lugares, estava lotado na tarde da segunda-feira, 17 de agosto. Viam-se sobretudo rostos jovens emergindo na quase penumbra da plateia, e era isso o surpreendente: difícil entender de primeira por que tantos deles tinham livremente decidido participar da instalação do Fórum Permanente dos Programas de Pós-Graduação de Comunicação do Estado de São Paulo, programação no mínimo um tanto aborrecida para fases e tempos inquietos da vida. Registre-se, a propósito, que em São Paulo estão hoje 14 dos 34 programas de pós em comunicação existentes no país. Sem sinais explícitos de impaciência, enquanto se sucediam as falas dos integrantes da mesa, a verdadeira expectativa que dominava o auditório, entretanto, era a aula magna do professor Jesús Martín-Barbero que abordaria a comunicação no presente.

Barbero começou a falar e logo lançou a pergunta de caráter epistemológico sobre “como pesquisar a comunicação hoje”. Entrou pelo conceito moderno de incerteza e suas raízes fincadas na lógica difusa (ou lógica fuzzy), passou por Merleau-Ponty e sua descrença nas leis da história, declarada em 1956, junto com a afirmação de que a história só é pensável em termos de ambiguidade, e deteve-se no medo que hoje nos provoca um conceito novíssimo de informação, o da informação genética.

O professor passeou o olhar pelas metodologias de pesquisa em comunicação fundadas no estruturalismo, no marxismo e no funcionalismo e aportou no ecossistema especial em que os homens contemporâneos veem e são vistos (algo como o “terceiro entorno” de Javier Echeverría ou o “bios midiático” de Muniz Sodré). Estava na seara da imagem sob todas as formas, no campo especial da comunicação já nem tanto concebido a partir de um conjunto de meios e aparelhos que se transformam, se desfazem e refazem “ante nossos olhos”, mas tateado com uma atenção especial para a internet e o computador, que trazem “algo de radicalmente novo” à história dos homens. Um “algo”, para Barbero, jamais comparável à imprensa, ao avião ou a qualquer das máquinas fundamentais das mais conhecidas revoluções tecnológicas, e comparável, como quer Roger Chartier, à invenção do alfabeto. Algo radical a ponto de assinalar uma divisão entre épocas – ou eras. “Estamos na crise. O velho já morreu e não conhecemos ainda o que está por vir”, Barbero disse, trazendo Gramsci para a plateia.

Na véspera ele já dissera à Pesquisa FAPESP que os meios e os gêneros que os meios produzem estão sendo reinventados à luz da interface da televisão com a internet, numa interação e contaminação que desestabilizam os discursos próprios de cada meio e criam o que ele tem nomea­do de “as formas mestiças da comunicação”. Formas um tanto incoerentes que atuam transversalmente em todos os meios.

Esse homem de quase 72 anos é, como apresentou Maria Immacolata Vassalo Lopes, coordenadora do programa de pós-graduação em comunicação da Universidade de São Paulo (USP), um “cidadão latino-americano nascido na Espanha”, em Ávila. Barbero escolheu a América Latina como lugar para viver e sobre o qual pensar muito cedo, quando a Espanha, sob a ditadura de Francisco Franco, “era um lugar muito triste”.

Autor, entre outras obras, do já clássico Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia (Editora UFRJ, 5ª edição, tradução de Ronald Polito e Sérgio Alcides), Ofício de cartógrafo: travessias latino-americanas de comunicação na cultura (Edições Loyola, 2004, tradução de Fidelina González) e Os exercícios do Ver: hegemonia audiovisual e ficção televisiva, este em coautoria com Germán Rey (Editora Senac, 2004, tradução de Jacob Gorender), Jesús Martín-Barbero é doutor em filosofia pela Universidade de Louvain e pós-doutor em antropologia e semiologia na Escola de Altos Estudos em Paris. Em seu currículo, há que se destacar a criação do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidad del Valle, Colômbia, que se transformou em Escola de Comunicação Social, e suas atividades de professor e pesquisador nas universidades Complutense de Madri, Autônoma de Barcelona, de Guadalajara e na Escola Nacional de Antropologia e História do México. No segundo semestre de 2008 foi professor visitante na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Hoje é professor e coordenador de pesquisa da Faculdade de Comunicação e Linguagem da Universidade Javeriana de Bogotá. A seguir, os principais trechos da entrevista (esta é a versão mais completa da conversa, editada especialmente para o site).

Eu gostaria de começar esta entrevista lhe perguntando como falar de comunicação hoje. O que é, em seu olhar, a comunicação?

Por uma proposta de Immacolata, esse é justamente o tema que vou abordar amanhã [17/08/2009], na conferência que abre o Fórum Permanente dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação de São Paulo, no Memorial da América Latina. Há basicamente três maneiras de enfocar a comunicação em nosso mundo latino-americano: as duas primeiras estiveram em contraposição. Partimos da visão hegemônica que dois pesquisadores norte-americanos construíram no fim da Segunda Guerra Mundial, com base em um profundo mal-entendido: um engenheiro de telefonia chamado [Claude] Shannon teve a ousadia de chamar teoria geral da comunicação a um livro que fala de economia da transmissão de informação, ou seja, como fazer para que a transmissão de informação tivesse o menor ruído possível e durasse o menor tempo possível, portanto, com a menor redundância possível. Essa proposta de um engenheiro de telefones, manipulada por [Harold] Lasswell e [Paul] Lazarfeld, se converteu na grande teoria da comunicação. Quando voltei à Colômbia em 1973, depois de meu doutorado, entrei no campo de comunicação e o encontrei identificado com essa concepção de transmissão de informação – ora, à luz do que vejo, a comunicação está nos modos de se comunicar das pessoas nas ruas, na casa, na igreja, na praça – nada tinha a ver com a ideia de transmissão da informação como estava proposta. De maneira que entro nesse campo – em castelhano se diria – “como um burro na cacharrería”. O que tem a ver comunicação com transmissão de informação? Por exemplo, a conversação cotidiana está cheia de ruído e de redundância.

Mas quando Lasswell e outros fizeram essa proposta, eles não tinham uma clareza de que havia uma distância enorme entre uma teoria proposta para engenharia e aquilo que se dava no campo humano da comunicação?

Shannon pensou seu objeto. Os que nos armaram uma armadilha foram Lasswell e Lazarsfeld, que passaram a estudar com base nessa teoria os grandes fenômenos de opinião pública, por exemplo, a grande propaganda para convencer as mães norte-americanas a aceitarem que seus filhos fossem lutar a guerra contra Hitler na Europa. O primeiro estudo foi esse e depois vieram vários estudos de publicidade. E são todos objetos de análise e de trabalho baseados nessa concepção de destinador/destinatário, fonte, canal etc. Era o que cabia no esquema. Mas, para mim, o mais terrível foi se identificar comunicação com transmissão. Ora, transmissão é um conceito muito mecânico, e a comunicação, incluídas a opinião pública e a publicidade, é muito menos mecânico. Portanto, os dois propuseram uma concepção que depois chamamos de instrumental. Era puramente instrumental, o meio era um instrumento, e a elaboração dos marxistas, mais adiante, caiu na mesma armadilha que Lasswell e Lazarsfeld ao relacionar meios e manipulação da consciência. Primeiro, o que aconteceu foi isso, com toda a redução da comunicação aos meios – e essa é a segunda parte.

Como, ao voltar de seu doutorado em filosofia na França, em 1973, acontece seu interesse pela comunicação?

Foi uma mescla de conjuntura e circunstâncias. Primeiro, a conjuntura: volto à Colômbia apaixonado pela filosofia contemporânea. Fui aluno de Paul Ricoeur e de [Maurice] Merleau-Ponty, minha grande descoberta e, honestamente, para mim, o grande filósofo ocidental do século XX – não foi Heidegger ou Sartre. Merleau-Ponty inverte o olhar ocidental porque inclui o corpo como o grande tema da filosofia, na percepção e na expressão. Não havia nenhuma universidade em Bogotá que me permitisse continuar nesse percurso de Ricoeur e Merleau-Ponty, teria que seguir falando de Aristóteles, de Kant etc. Quanto às circunstâncias, primeiro, aquela que hoje é minha esposa estava estudando comunicação em uma faculdade que começara havia pouco; a primeira turma aprovada estava então no quinto semestre. Era uma universidade privada, pequena, mas reunira um grupo de loucos que haviam lido algo de Roland Barthes, de Lévi-Strauss e queriam fazer alguma coisa, ainda que não soubessem muito bem o quê. Então nos encontramos, conversei com eles, lhes levei todos esses livros que queriam e outros que enchiam duas caixas que tinham chegado de barco da Europa. E eles me propuseram abrir uma área nova de pesquisa na faculdade. Aceitei e organizei com dois semestres de linguística, dois de semiótica e dois de estética. Aí vem a segunda circunstância: os meios. Quer dizer, podia-se aplicar de diferentes maneiras aquilo de que obtínhamos informação, mas aprendi ali que estudar comunicação era estudar meios: imprensa, rádio – pouquíssimo –, cinema, visto como forma de arte, e a televisão, que era, digamos, “a prostituta da calçada”. Naquele momento, 1973, as grandes emissoras de televisão na América Latina, nos melhores horários, tinham uma programação toda norte-americana, e havia aquele discurso do império cultural etc. etc. Em suma, tínhamos que tratar de meios modernos, contemporâneos, e estudar meios tinha então basicamente duas formas: economia política dos meios e leitura ideológica das mensagens.

Eram as vias propostas pelo marxismo, pelo estruturalismo...

Sim, eram os métodos que propunham estruturalismo e marxismo para ler como a ideologia dominante domina. A mim isso sempre pareceu muito estreito, porque já sabemos que a ideologia dominante é a da classe dominante, e o que a classe dominante faz é dominar. Em 1977 no México, Héctor Schmucler fez na UAM - Xochimilco [Universidade Autônoma do México] um I Encontro Latino-Americano de Escolas de Comunicação, e ali fiz uma conferência que marcou toda a minha vida. Porque eu disse coisas que acreditava elementares, mas eram grandes blasfêmias, tanto para nossos funcionalistas quanto para os marxistas.

Por exemplo?

Esta frase: e se, em lugar de pensar a comunicação como dominação, pensássemos a dominação como comunicação? Porque Gramsci me ensinou que a dominação é de dois tipos. Primeiro, há a repressão bruta, os tanques e tal. E dei então um exemplo que guardei para sempre: essa dominação é como a relação entre uma bota do militar e a barata. Entre a barata e a bota não pode haver uma relação senão de esmagamento, ela tem que correr. Mas Gramsci nos ensinou também a noção de dominação como hegemonia, e a hegemonia é feita de cumplicidade, de sedução, de fascinação. E se querem entender bem o que digo, disse, leiam Deleuze e lá vão encontrar que ele começa propondo essa pergunta: “o que, nos dominados, trabalha a favor do dominador?”

Foi um escândalo!

Sim, começaram a dizer: “Em cima dos pobres, como sempre tão explorados, agora vem você torná-los culpados da dominação...?” E então lhes disse que o problema na comunicação era justamente os meios terem sido esmagados na queda produzida para o lado de se explicar economicamente seu funcionamento. E ainda se ter inferido dessa explicação, que é econômica, porque senão vira fascismo – vamos falar do conceito, se a explicação é econômica, em última instância é economia, ponto –, as análises das mensagens, as análises dos discursos. Mas quero ser justo: isso teve muito a ver com o percurso da teoria da dependência no desenvolvimento do pensamento social latino-americano. Para mim, a teoria da dependência é um pensamento bastante complexo, mas à comunicação se aplicou um pensamento menos complexo.

Ou seja, ao se usar a teoria da dependência também para entender a comunicação e o funcionamento dos meios, terminou por se empobrecer nesse âmbito a própria teoria.

Sim e sabe por quê? Vou lhe dar uma razão e uma mostra. Agora que estamos já fazendo estudos analisando com maior perspectiva os estudos de comunicação e de cultura, posso dizer que sempre tomei Paulo Freire como autor-chave da teoria da dependência. Há um livrinho – não traduzido para o português – que fiz para uma coleção latino-americana que se chama La Educación desde la Comunicación. Há nele um capítulo de minha tese, porque boa parte de minha tese foi um trabalho sobre a concepção de comunicação que havia em Paulo Freire. E eu agora o ponho na história dos meios culturais, os estudos latino-americanos não podem alijar Paulo Freire, porque se há quem agregue a noção de cumplicidade do oprimido, se há quem a percebeu fenomenologicamente na vida cotidiana, é ele. Pois a dominação fez com que o modelo do homem para o oprimido seja o dominador! Depois tive a sorte de conhecer esse pessoal, muitos que fizeram a teoria da dependência. Conheci Osvaldo Sunkel, Teothônio dos Santos, por exemplo, e eles tinham uma concepção de economia muito menos economicista, muito menos de fundo positivista, em que cabiam muitas outras dimensões, diferentemente dos leitores dela no campo da comunicação. Mas resumindo: primeira concepção, comunicação como transmissão, e segunda concepção, os meios tomados de forma muito empobrecida, porque se tratava somente de economia política e análise de mensagem. Evidentemente, era o que se podia fazer naquele tempo.

E a terceira concepção de comunicação, em que não entramos até aqui?

Deixo de lado as brigas em que tive que entrar para introduzir a ideia de que a comunicação de massa era mais ampla que os meios, e que os meios não podiam ser pensados só em sua economia e ideologia, mas tinham que ser relacionados com a cultura cotidiana da maioria das pessoas – portanto, havia grandes mediações que vinham de formatos históricos, de matrizes culturais. Assim saltamos ao contemporâneo. Em resumo, travou-se uma luta entre uma concepção positivista e uma outra concepção muito mais fenomenológico-antropológica, que envolve Nestor Canclini, Renato Ortiz e todo o pessoal que foi que foi forçando a entrada dessa nova visão na área a partir de um encontro em outubro de 1983, uma data-chave. O que aconteceu foi um encontro entre estudiosos de comunicação e o pessoal de ciência política, de crítica literária e de arte, propiciado pelo Clacso [Conselho Latino-americano de Ciências Sociais]. E justamente durante a campanha na qual venceu [o presidente argentino Artur] Alfonsín, um momento muito rico de volta à democracia, de retorno dos argentinos à condição de cidadãos. Digamos que aí a Alaic [Associação Latino-americana de Pesquisadores de Comunicação], que fora criada em 1976, começa realmente a assumir seu papel, a tornar maior o grupo dos pesquisadores de comunicação e, de alguma maneira, começamos a dialogar a fundo com os estudiosos de ciência política, história, história social.

E então começam a se desdobrar as ideias que vão aparecer em seu livro de 1987, Dos meios às mediações.

Essas ideias já existiam sete anos antes. O verdadeiro começo foi em 1975, quando fui convidado a criar um departamento de Ciências da Comunicação na Universidade del Valle, uma instituição pública das mais avançadas da Colômbia, na cidade de Cali, que então era a mais moderna, a mais florescente do país. Criei um departamento no qual estavam as ciências sociais, a economia, a sociologia, a semiologia, a ciência política, todas pesquisando os processos de comunicação. Nesse momento, alguns dos melhores sociólogos, politólogos e historiadores da Colômbia eram companheiros meus e juntos armamos um plano de estudos no qual as ciências sociais iriam pensar, pesquisar os meios, os processos e as práticas de comunicação. Fiz isso por cima de todas as escolas de comunicação, que eram as de jornalismo, publicidade e relações públicas, o que pôs em crise o Ministério da Educação. Isso porque o diretor da instituição, que dentro do ministério era responsável pela aprovação dos planos de estudos, se encantou com o projeto e me pediu para lhe dizer como estudar Roland Barthes e tal, porque queria defendê-lo no julgamento. Ele sabia que eu estava em rota de colisão com todas as escolas de comunicação e jornalismo e se pôs a estudar para defender o projeto, o que não era comum na Colômbia. E aprovaram o plano de estudos!

E como se desenvolveu seu trabalho em Cali até 1981?

Tudo isso que relato de Cali aconteceu em 1975 e foi aí que eu realmente comecei a existir em termos de estudos de comunicação. Mas quero dizer que a segunda “cara” desse departamento da Universidade del Valle foi muito importante, porque a imprensa em Cali era muito ruim, e então atendi os alunos que me pediram cursos de música e cinema. Cali era a cidade da salsa, e fazia e segue fazendo filmes! De tal maneira que fiz o programa de estudos em sua parte de produção sobre música e sobre cinema. Quase metade dos alunos estudava no conservatório de música, de teatro, ou seja, eram artistas. Então eu criei uma coisa ad hoc. Por que iria colocá-los lá dentro do departamento? Havia aulas sobre imprensa, sim, mas o que interessava às pessoas era rádio – que tem a ver com música e com realidades populares – e cinema. Então, fiz uma composição explosiva, tão explosiva que quando se fez a primeira reunião em Lima para criar a Felafacs [Associação Latino-americana de Faculdades de Comunicação] e os peruanos me convidaram para fazer uma das três conferências, junto com um chileno e um peruano, os colombianos quase me lincham. Lá estavam todas as decanas das faculdades de comunicação, eram todas mulheres, afora Joaquín Sánchez, da Pontifícia Universidade Javeriana de Bogotá, e quase me lincham. Como um cara que não era colombiano, e ainda tinha feito algo que não tinha nada a ver com o que entendiam por comunicação, ia fazer a conferência?! A organização explicou que ali ninguém estava representando ninguém, que eu estava, não pela escola de comunicação, mas por ter sido pessoalmente convidado. Era um quadro muito conflitado. Eu passei 10 anos na Colômbia isolado. Vinha ao Brasil, ia à Argentina, ao México, aos Estados Unidos, a Barcelona, mas na Colômbia ninguém queria saber nada de mim. Fizeram-me uma guerra, tentaram mesmo me tirar do país.

Mas essa guerra vinha sobretudo de que grupos?

Vinha tanto da esquerda quanto da direita. Quando se soube que meu plano de estudos fora aprovado, pessoas da esquerda publicaram num jornal em Medellín – onde a universidade pública estava muito dominada pelo marxismo escolástico de Marta Harnecker – um texto em que diziam: “isso não tem nada a ver com o que este país precisa”. Referiam-se ao que eu estava fazendo. E em Cali, dois jornalistas, um cubano exilado e um escritor bastante crítico, escreveram um texto dizendo que se a lei colombiana proibia aos estrangeiros serem diretores de um meio, muito mais proibia formar os diretores desse meio, portanto, eu deveria deixar o país.

Quando foi seu primeiro contato com a América Latina?

Em 1963, quando eu era professor de filosofia na Espanha, fui à Colômbia num programa de intercâmbio de professores e lá entrei em contato com aqueles anos loucos, divinos, tempo da revolução cubana e da teologia da libertação. Na Colômbia era muito forte um debate cristão e marxista, como era a tendência da igreja em toda a América Latina, e me encarregam de uma fundação para criar uma revista de debate. Então, eu vivi todo o processo de Camilo Torres, a discussão da guerrilha, o debate na universidade nacional onde traduzimos textos de [Louis] Althusser etc.

Mas por que um espanhol formado em filosofia se deixou seduzir pela Colômbia e pela América Latina?

Veja, aí há duas razões: primeiro, o franquismo era horrível, muito triste, excessivamente estreito. Eu nasci e vivi em Ávila, num povoado pequeno junto a Madri, e tive a sorte de ter meus amigos desde a infância por lá. Estava a uma hora de Madri e muita gente de meu povoado veraneava por lá. E em meu grupo importávamos tudo, importávamos discos da América Latina para nos distanciarmos da música e do folclore que o franquismo utilizou para converter na música da Espanha. Quando cheguei à Colômbia, eu não conhecia música brasileira, mas conhecia o tango argentino, os chachaleros, chavuca granda do Peru, nossa música, enfim, era a música latino-americana. Em segundo lugar, um amigo meu que estava estudando direito na Escola de Madri trabalhava no Instituto de Cultura Hispânica do franquismo. O que havia de menos mal neste instituto era o intercâmbio de professores. Eu estava esperando uma bolsa para ir a Paris fazer doutorado e esse amigo me disse: “Jesus, estão pedindo professores de filosofia para a Colômbia”. Pensei: é um país mais divertido do que a Espanha franquista e fui. Fiquei lá cinco anos, vivi uma aventura apaixonante de criar um espaço de debate cristão-marxista entre universitários.

Mas voltando à teoria...

Para terminar essa parte, meu primeiro contato com o Brasil: julho de 1968; os movimentos universitários da América Latina fazem uma reunião numa fazenda no Paraguai, junto ao Lago de Ypacaraí. Um brasileiro chegou a mim e disse: “Alguém me contou que em dezembro você voltará para a Europa para estudar filosofia. Você já tem bolsa?”. Respondi que não, ia tentar uma. Ele me disse: “Nós estamos criando uma associação de estudantes latino-americanos na Europa”, e o chefe disso era um brasileiro de Fortaleza que estava estudando sociologia em Roma, José Abreu Vale. José estava viajando de Roma a Bruxelas, havia alugado um escritório em Bruxelas para criar essa instituição, o Seul (Serviço Europeu de Universitários Latino-americanos), que tinha dois fins: um, reunir estudantes latino-americanos na Europa, incluindo os brasileiros desde Estocolmo até Lisboa. O outro era fazer um boletim no qual se publicaria a contrainformação latino-americana e a síntese das teses que tivessem relação com o país, porque a maioria dos latino-americanos fazia teses sobre temas alheios à região. Isso é um roubo à América Latina. Os latino-americanos devem ser formados para estudar seu país, sua região, sua cidade. Eu aceitei o convite de José e viajei para trabalhar em Bruxelas em meados de 1969. A primeira reunião que fizemos, José e eu, foi em 1970, em Bonn, que era capital da Alemanha. E sabe quem a coordenou? [A economista] Maria da Conceição Tavares. E entre muitos outros estava também um trotskista alemão que produziu algumas ideias para a teoria da dependência, Gunder Frank. Depois eu organizei um encontro com pessoas de todos os países da América Latina em Verona, Itália. E José Abreu, responsável por levantar dinheiro para fazer os encontros, como estava na Itália, buscava metade junto ao Partido Comunista e a outra metade no Vaticano. Assim, de alguma maneira eu nunca deixei a América Latina desde a primeira ida para a Colômbia em 1963. E descobri o Brasil em Bruxelas, na casa de José Abreu e sua esposa. Eles tinham acabado de ter um filho e eu fazia as vezes de baby-sitter para que eles pudessem ir a concertos. Eles me ensinaram a ver o Brasil em português. Comecei lendo histórias em quadrinhos para aprender a língua e quando eles viram que eu já conseguia ler um pouco mais, o primeiro livro que puseram em minhas mãos foi de Florestan Fernandes, o criador da sociologia brasileira. Desse modo começa uma aprendizagem que teve papel estratégico para que eu viesse a primeira vez ao Brasil. Isso porque continuei ligado por muitos anos na Europa dos latino-americanos e então me convidaram a um encontro privado de brasileiros em Paris. Fiquei cinco horas ouvindo o debate só do Brasil. E depois, ao final do dia, fomos ao baile, e era fantástico, eu nunca tinha visto alguém sambar, mal tocavam o chão, eram como anjos, parecia que não tinham corpo! E as músicas não eram soltas, eram todas seguidas.

E então o senhor aprendeu a sambar nessa ocasião?

Não, não tenho corpo para sambar. Espanhóis, europeus em geral têm corpos muito duros e eu vim a aprender isso até em Bertioga, numa reunião da Intercom. Tínhamos uma festa. Chegamos ao entardecer em Bertioga e muitos estavam sambando. Giuseppe Richeri e eu ficamos paralisados vendo toda aquela magia. Daí Richeri disse “vou dançar”. E se embebedou. Então perdeu o medo e aí foi o mais ridículo que já vi em minha vida. Então eu também me embebedei, mas me pus a chorar – a chorar de vergonha de ver Richeri sambar!

As memórias bailarinas de Richeri,isso é muito engraçado! Mas voltando à teoria...

Estava falando da segunda abordagem da comunicação, versão latino-americana do que nos vinha dos Estados Unidos e da Europa, o funcionalismo dos Estados Unidos traduzido em funcionalismo marxista – e há um texto famoso de Eliseo Verón que se chama O funcionalismo marxista. Mas tudo isso para chegar naquele ponto de que o livro, Dos meios às mediações, sai sete anos depois do debate em que propus que tomássemos a dominação como uma comunicação.

No livro, há um esforço para ir buscar lá no começo do século XX os fundamentos da radionovela e do cinema latino-americano. Como se processa esse diálogo entre teoria e história da comunicação?

Vai sair em breve uma nova edição do livro, com uma nova introdução. E foi ao escrevê-la que percebi que fiz esse livro para as ciências sociais, não para os estudantes ou professores de graduação de comunicação. Ou seja, a comunicação estava tomando uma tal envergadura no mundo que se ia tornar algo central. Eu intuía isso, e escrevi um livro para as ciências sociais, feito de forma coerente com meu campo de estudos. Queria transformar a teoria da comunicação, os estudos de comunicação, por entender que tinham passado aos estudiosos em nossos povoados e cidades uma ideia demasiado técnica do que é comunicação. Tanto assim que faço um livro que toda uma primeira geração não pode entender, dado o diálogo com a filosofia, a sociologia, a história, ou seja, eu amarrei muitas coisas. Mas rigorosamente não está dirigido a professores de comunicação, mas a historiadores, sociólogos, antropólogos... Foram esses que na Colômbia começaram a ler meu livro, muito antes do pessoal de comunicação.

Por que era importante estabelecer esse diálogo com cientistas sociais e não com professores de comunicação?

Porque se tratava de expandir o campo da comunicação para suas dimensões mais complexas e isso não era ensinável numa graduação, tinha que ser dirigido a pessoas que já se encontravam em outro plano. Então, eu não estava desprezando, estava fazendo o possível a longo prazo pela transformação. Porque eu via que a maioria dos professores que encontrava nas reuniões da Alaic e em outras viagens pela América Latina sofria das mesmas reduções dos professores das escolas de comunicação, tinham problemas de formação que eram próprios dos jornalistas.

Lembro de um seminário na Universidade de Brasília, em 1970, dado por Daniel Lerner e Wilbur Schramm em que, de fato, toda a pesquisa com rádio popular e similares que eles abordavam parecia amarrada nas noções mais tecnicistas da comunicação. E aquilo era apresentado a nós, jovens estudantes de comunicação do Brasil inteiro, como o que de mais avançado os Estados Unidos tinham a nos mostrar.

Sim, não era possível mudar a mentalidade dos camponeses sem utilizar os meios para que deixassem suas superstições, a “pacha mama” e aquela mãe etc. Então tinha que partir dos meios como puro instrumento. Quer dizer, por um lado tinham uma concepção muito estreita e por outro lado era uma tática. Veja, eles tinham boas intenções, tudo o que fazem é para fazer funcionar o capitalismo. Claro, é processo um pouco destruidor da cultura anterior, porque não se poderia viver sem trator. Se seguissem considerando a terra sagrada, jamais se teria indústria agrícola na América Latina, para ter indústria é preciso trator, máquina. Por isso, na última parte do livro, faço uma história do rádio no setor político latino-americano. Isso é muito interessante: faço uma primeira parte onde situo o grande debate sobre a cultura popular. Na segunda parte, mostro como se estudou isso. E na terceira parte é América Latina na história política da comunicação “popular”. Ou seja, como reagiram os populismos históricos, sob Getúlio Vargas, [Juan Domingo] Perón, Cárdenas (e ele não tem nada a ver com Chávez), estes sim, foram capazes de perceber o potencial de criação, à sua maneira, de cidadania com as massas urbanas. E chave, para mim, foi um livro de José Luiz Romero, historiador argentino que foi o primeiro a dizer: “Veja que eles entenderam como são formadas as massas urbanas na América Latina e como essas massas são um fator revolucionário antes que conformista”. Elas se sentem com direito ao trabalho, direito à moradia, a uma educação livre, e isso passa a ser o que vai massificar tudo. Romero cunha a expressão “folclore aluvial” em relação ao cinema, antes mesmo que [Theodor] Adorno e [Max] Horkheimer criem o conceito de indústria cultural. Era o uso da música, do tango etc. no cinema, na nova cultura urbana popular.

Em suas tentativas de prosseguir a teorização estabelecida no final dos anos 1980, como o senhor vai avançar para dar conta do conceito de comunicação depois dos anos 1990?

Uma palavrinha só aos anos 90: creio que a maneira como as minhas ideias do livro começam a funcionar entre os alunos é com uma pesquisa que eu coordeno a partir do ano 1985 sobre a telenovela em vários países da América Latina. Eu tenho um novo ano sabático e o dedico, a primeira metade, a percorrer a América Latina – México, Peru, Chile, Argentina e Brasil – e a outra metade a escrever. Ana Maria Fadul me convida a um fórum em São Paulo em que falaram Antonio Cândido, Dias Gomes, que fez o roteiro de Roque Santeiro... foi um momento maravilhoso. Enfim, dediquei a primeira parte do ano a percorrer a América Latina e a juntar minha bibliografia. E o que me deixava mais orgulhoso era me pôr a ler os latino-americanos, que compõem a maior parte da bibliografia. Li um montão de livros do Brasil. Aliás, pediram-me e fiz um balanço trabalhoso que apresentei no IV Intercom com o título “O que os estudos de comunicação na América Latina devem às ciências sociais brasileiras”, e aí estão, por exemplo, Roberto da Matta, Octavio Ianni, Milton Santos, Renato Ortiz, a coleção O nacional e o popular na cultura brasileira. Mas essa pesquisa a que me refiro é a que torna explícita a maneira como os estudiosos de comunicação latino-americanos leram meu livro. Ou seja, desde o descobrimento do sujeito, o ator, e o ator é o receptor.

E aí quando Immacolata vai para a casa do receptor de novela ela leva seu trabalho por essa via no Brasil.

Immacolata foi a pessoa que instaurou no Brasil a perspectiva do estudo das mediações para poder entender o processo inteiro. Já não se tratava do “por um lado, a economia política...”, “por outro lado, a audiência”, “por outro lado...”, não, podíamos pensar tudo junto. Esse aporte é um feito: a investigação da telenovela deduz, mas aproveita meu aporte começando a atribuir valor à figura do sujeito. O sujeito da comunicação não é o meio, mas a relação. Importante não é o que diz o meio, mas o que fazem as pessoas com o que diz o meio, com o que elas veem, ouvem, leem. Esta é a mudança. E isso foi o que realmente produzi, o que propus. Aí se passou uma coisa importante: os usos sociais da telenovela vão ser, ao mesmo tempo, como que a demonstração da minha teoria – está lá a importância da cultura popular, dos formatos populares, dos gêneros populares para entender os meios, entender a comunicação – e a via para que se comece a estudar o contexto local, quando para aquele marxismo catequético a ideologia era a mesma na Europa, nos Estados Unidos ou aqui na América Latina. Ou seja, o estado-nação não aparecia, a nação não aparecia, porque no marxismo havia uma pequena categoria que Marx criou, que era a “formação social” que tinha que pagar a conta. E o que significava o estado-nação que na América Latina estava ligado à independência?

Ou seja, a ideia de nacional era muito esvaziada.

A telenovela surge igual a nacional, desde a telenovela primitiva que imitava o folhetim francês, e em que já havia uma tipologia local, à telenovela moderna, que era a brasileira e a colombiana, e que surgiam carregadas de ironia e de história. Ou seja, havia lugares que se podia conhecer e momentos e épocas da história de que se podia saber. Na novela mexicana não há tempo, não há história, mas há lugares. Isso foi muito importante para os alunos. Eu recebi milhares de mensagens dizendo “é, Jesus, é a primeira vez que eu comecei a pensar as características de minha cidade, nunca tinha pensado que realmente aí é que eu tinha que visar o estudo da televisão. Porque o que faz o nacional é uma cidade pequena, meio camponesa, com uma cidade grande, e temos que aprender a relacionar o local e o nacional para fazer depois política de comunicação. Como fazer política de comunicação se não tínhamos o contexto? A realidade não é igual no Chile e na Colômbia, mas alguns exilados chilenos tiveram que vir ao Brasil para descobrir que lá havia classe média, a classe média que deu poder a Pinochet com a ajuda dos gringos. Tiveram que vir a São Paulo para descobrir que havia sociologia e antropologia que estudava a classe média. A classe média das mulheres com os panelaços, as panelas vazias, as marchas da família com Deus pela liberdade, a saída às ruas da classe média que animava os militares ao golpe.

Mas no trânsito dos anos 1990 a hoje em seu trabalho, queria saber da crítica de seus amigos no sentido de que talvez já fosse hora de retornar “das mediações aos meios”.

Essa crítica que me fizeram dois amigos eu respondi no prefácio à quinta edição. Veja este trecho: “Não são poucas as vozes que, nos últimos anos, convidaram-me a escrever um livro que respondesse à inversão do título, isto é, Das mediações aos meios, pois este pareceria ser o novo rumo de que a investigação sobre as relações entre comunicação e cultura na América Latina está necessitando. Porém, por trás dessa proposta, se misturam visões do devir social e de projetos muito diferentes....” [página 11]. Aqui está.

Neste prefácio eu gosto particularmente de seu mapa das mediações, das novas complexidades nas relações constitutivas entre comunicação, cultura e política, e deste trecho [respectivamente páginas 16 e 14]: “Mais do que substituí-la [a política], a mediação televisiva ou radiofônica passou a constituir, a fazer parte da trama dos discursos e da própria ação política”. Quer dizer, é esta ideia de que a mediação entra na vida cotidiana, na política etc. que acho rica e possível de refazer de muitas formas.

Já vou explicando: que proponho com esse mapa? Eu sei que os meios estão tendo um protagonismo cada vez maior. A televisão já não é simplesmente uma ajuda à política, é a política, a política se faz na televisão, há muito menos rua para a política. Por exemplo, na Colômbia, como tivemos aquela violência terrível, a campanha seguinte não se pôde ver nas ruas, nas praças, ocorreu nos recintos fechados e na televisão, porque assassinaram três candidatos. Aí encontro uma mudança.

Em seu olhar, essa mudança acontece desde quando?

Aí está o ano em que saiu originalmente esse texto do prefácio, 1998. Aqui aceito a proposição de meus amigos, dizendo: “a investigação agora já não será sobre as matrizes culturais da comunicação, mas sobre as matrizes comunicativas da cultura”. Acho que é uma maneira de responder ao que me pediam e também responde ao sentido desse mapa noturno a que você se refere. Faz-se uma revolução. Naturalmente o computador pessoal levava a essa mudança, mas aqui há uma pergunta, um esboço para entender o que eu estava propondo. Digo: “Como assumir então a complexidade social e perceptiva que hoje reveste as tecnologias comunicacionais, seus modos transversais de presença na cotidianidade, desde o trabalho até o jogo, suas intrincadas formas de mediação tanto do conhecimento como da política, sem ceder ao realismo do inevitável produzido pela fascinação tecnológica, e sem deixar-se apanhar na cumplicidade discursiva da modernização neoliberal – racionalizadora do mercado como único princípio organizador da sociedade em seu conjunto – com o saber tecnológico, segundo o qual, esgotado o motor da luta de classes, a história teria encontrado seu substituto nos avatares da informação e comunicação?” Esta é a mudança, para mim. E isto é o que nos situaria no presente.


No presente, graças à tevê a cabo, programas de vários países, sobretudo dos Estados Unidos, são cada vez mais vistos pela classe média e, imagino, de outros países da América Latina. Em paralelo, há o fenômeno da expansão do acesso à internet. O Brasil tem hoje 65 milhões de pessoas acessando a internet, segundo dados de julho do Instituto Ibope Nielsen On Line.

Quase 35% da população.

Em sua visão, o que isso muda na configuração das matrizes comunicativas da cultura apoiadas nesse poder da acessibilidade geral, nessa presença total da imagem que invade todos os campos da vida, todo dia a toda hora, e que transforma inclusive a concepção de tempo e de espaço?

Deixe-me mostrar o que temos no novo mapa noturno com que eu agora trabalho: tempo, espaço, migrações, fluxos. Então as mediações passam a ser transformação do tempo e transformação do espaço a partir de dois grandes eixos, ou seja, migrações populacionais e fluxos de imagens. [Arjun] Appadurai diz que tem que se ver como convergem e se chocam. De um lado, grandes migrações de população como jamais visto – mal sabemos dos milhares de chineses que estão saindo da China para a Europa. De outro, os fluxos virtuais, e temos que pensá-los conjuntamente. Os fluxos de imagens, a informação, vão de norte a sul, as migrações vão do sul ao norte. E há a compressão do tempo, a compressão do espaço e é aí que eu recomponho as duas mediações fundamentais hoje: a identidade e a tecnicidade – eu adoto essa palavra não por esnobismo, mas sim porque um antropólogo francês, André Leroi-Gourhan, contemporâneo de Marcel Mauss, forja a ideia de que a técnica entre os “povos primitivos” também é sistema, não apenas um conjunto de aparelhos, de ferramentas. E chamar tecnicidade me parece muito bom porque soa como ritualidade, como identidade. Saímos da visão instrumental da técnica, saímos da visão ideologista da tecnologia. A tecnicidade está no mesmo nível de identidade, coletividade – e é muito importante a fonética. Ligo tecnicidade ao que está se movendo na direção da identidade. Por exemplo, a quantidade de adolescentes que inventam uma personagem para si mesmos é impressionante. Fiz durante um ano e meio uma pesquisa em Guadalajara sobre o acesso da internet pelos adolescentes e constatei que era enorme a quantidade de meninas de 15 e 16 anos que fabricavam para si uma identidade de homem para escreverem a mulheres da Suécia. As mães quando descobriam diziam “não é minha filha”, não conseguiam acreditar. E eu lhes dizia: Sim, são suas filhas, entrem no computador e vejam.

E por que essa escolha pela identidade masculina?

Não só, algumas meninas se passavam por mais velhas, outras por mais novas, outras trocavam de sexo.

É um campo livre de experimentação e invenção.

Sim, o próprio “eu” é o campo de experimentação. Portanto, a questão da identidade cultural hoje está sofrendo, na base da identidade subjetiva, uma transformação gigantesca. Porque os modelos de conduta, os padrões de conduta de que falavam Parson e Piaget não funcionam. Nós, os pais, não somos mais os modelos de nossos filhos, a televisão acabou com isso. Os modelos são os seus contemporâneos: ginastas, cantores, atrizes, jogadores de futebol, esses são os padrões de conduta, são seus pares. Então eu junto em meu mapa tecnicidade e identidade, ponho ritualidade ao lado de cognitividade. Retiro dele as duas mediações que eram mais “tradicionais”, institucionalidade e socialidade, para colocar a transformação.

Então, se colocamos seu mapa anterior junto com o novo temos qual foi o trânsito para a transformação ocorrida.

Temos quais são as chaves da mudança. Essa mudança é muito, muito maior, do que estamos pensando desde a comunicação. O filósofo basco Javier Echeverría, em El tercer entorno, um de seus livros mais importantes, afirma que o ser humano habitou durante milhares de séculos um entorno natural. A partir desse entorno natural foi conseguindo sobreviver e passar de nômade a sedentário, semear etc. Depois de centenas ou milhares de séculos, criou a cidade. E a cidade, desde suas formas mais primitivas, é o lugar das instituições políticas e culturais. Esse é o segundo entorno, o entorno urbano ligado às instituições da família, do trabalho, das religiões, da política. Todas as instituições estão nesse entorno tão importante quanto o entorno natural. Hoje estamos assistindo à formação, à emergência, de um novo entorno que se chama tecnocomunicativo. Já não se trata de mais um aparelho ou mais um meio.

Não lhe parece que esse conceito tem parentesco com a noção de bios midiático de Muniz Sodré?

Sim, é isso, a imersão não é pontual, na base do eu ligo, desligo. Assim como estou imerso na natureza e nas instituições, agora estou imerso nesse terceiro entorno. Eu não posso ligar o computador sem saber que sou visto. Vejo, mas sou visto, não há forma de impedir isso. O exemplo que dou, e não quero falar nada em termos apocalípticos, é o seguinte: faz um mês, um mês e meio, que morreu a única mulher que restava do grupo terrorista alemão Baader-Meinhoff. Essa mulher contou que durante seu julgamento um dos fiscais trouxe os cadernos de sua professora de jardim de infância, de quando era pequenina. O fiscal descobriu que quando tinha três, quatro ou cinco anos, ela já tinha tendências antissociais. Temos uma mudança de cenário: uma mãe leva seu bebê à creche ou ao jardim de infância e a professora pede informação sobre a saúde da criança, seus problemas de saúde, de caráter etc., para ajudar nos cuidados, na educação. E onde vai parar essa informação? No computador. E daí já ninguém sabe para onde irá essa informação.

Ou seja, é um mundo de total visibilidade.

É um mundo, não de total visibilidade – não gosto dessa ideia porque é um pouco a do panóptico –, mas onde somos vistos e vemos. E vemos ativamente. Produzimos visibilidade. Construímos visibilidade para nós e outros. A ideia importante então é o ”entorno”, o novo ecossistema. Não podemos mais falar de comunicação como um conjunto de meios e, tal como são, eles não duram mais 10 anos. A televisão programada por hora ficará como parte do dinossauro que só precisa de tempo para morrer, porque com a tevê digital vamos poder ter tudo no computador. É uma mudança de tempo, lembre-se. Passamos do sino do convento que na Idade Média dizia aos camponeses quando deviam levantar, quando rezar, comer, quando dormir, ao rádio, tempo da notícia, da radionovela, da música, das dedicatórias aos noivos. E a televisão potencializou mais essa marcação do tempo do que o rádio. E acabou.

E o que é hoje o nosso “sino da igreja”?

Não existe mais. Há uma liberação do tempo e, simultaneamente, uma mobilidade que comprime o tempo – cada vez temos menos tempo. De fato, se o capitalismo não tivesse enlouquecido quando o Muro de Berlim caiu, se tivesse tido um pouco de visão histórica, em vez de produzir a crise em que estamos mergulhados, teria criado um modelo no qual a humanidade trabalharia quatro horas e não oito por dia. Com isso sobraria tempo para o ócio no velho sentido, que não é o de puro entretenimento, é tempo para fazer outras coisas. Mas se pôs a produzir dinheiro com dinheiro, sem produzir nada. Então, há uma transformação radical do tempo e do tempo de trabalho.

Mas a ideia de que o tempo de trabalho diminuiria parece uma ideia morta a essa altura, produzimos todo o tempo e cada vez mais.

Sim, porque a morte é outra. A morte é a saída do mundo do trabalho de milhares. O ideal do capitalismo, enquanto existia o socialismo real, era o pleno emprego. O capitalismo norte-americano chegou a ter pleno emprego. E o capitalismo alemão, francês, britânico, até a crise do petróleo nos anos 1970. O ideal era incluir, agora não, agora se desconecta e a população que trate de saber como viverá. Quando os sindicatos ingleses de mineiros, depois de três anos de luta, disseram a Margaret Thatcher que as minas ainda eram rentáveis, ela respondeu que a rentabilidade era mínima, fechou as minas e fez esse discurso: “Ingleses, para que dois terços dos ingleses continuem sendo ingleses, um terço terá que deixar de sê-lo”. Na América Latina hoje, para que um terço tenha a vida decente, dois terços terão que estar fora do processo de trabalho. Os dados dos departamentos de estatísticas mostram que mais da metade dos trabalhadores são informais. Não têm direito ao serviço social, previdência, nada. O tema não é a quantidade de trabalho. O que encontramos hoje é cada vez mais pessoas sem trabalho e substituídas pela tecnologia. O capitalismo, completamente louco, cada vez necessita de menos gente.

Nessa sua análise do encolhimento do trabalho, fica só uma visão pessimista?

No último número de uma revista brasileira que meu filho me deu de presente [Cult], Zygmunt Bauman cita uma coisa que aprendi diretamente de Gramsci em meu doutorado, em 1969, graças a um companheiro de estudos italiano, que me presenteou com os dois volumes dos Cadernos do cárcere e um dicionário ítalo-espanhol. Gramsci entende a crise como o velho que morre e o novo que não encontra como nascer. Um tempo em que o velho já se foi, mas em que o novo não tem forma ainda. Portanto estamos habitando algo para que ninguém nos preparou, segundo minha amiga Hannah Arendt, que é a incerteza. Ninguém no cristianismo nem no marxismo nos ensinou a conviver com a incerteza. Então, eu habito um tempo de profunda incerteza. Não é uma incerteza escapista, que me dá o direito de fazer o que tenho vontade porque não sei para onde vai o mundo, não sei para onde vai nada e então me abismo em mim e passo a me dedicar aos grandes prazeres intelectuais, corporais, eróticos, o que seja, porque nada vale a pena. E muita gente acha que eu teria o direito de dizer assim, de tal maneira se desconfigurou aquilo em que eu acreditava, aquilo que eu cria que sabia, aquilo que cria que esperava. Entretanto, creio que a minha incerteza é esperançosa, não otimista, mas esperançada. Sabe como tinha esperança um judeu ateu chamado Walter Benjamin? Sem esperança os judeus não existiriam. Veja o que disse Benjamin: “Não podemos viver sem esperança, mas a esperança só nos é dada pelos desesperados”. Eu vejo cada vez mais desesperados no mundo e daí a minha esperança cresce. [Jorge Luiz] Borges escreveu quando era jovem um pequeno folheto chamado “O tamanho da minha esperança”, um livrinho que nunca depois deixou publicar. Borges era maravilhoso, uma das maiores personagens do século XX. Sabe sua definição de intensidade? Intensidade é a forma humana de eternidade. Então eu conecto isso: não temos todo o tempo, mas podemos viver tempos intensos. O que penso é: que não seja longo o tamanho da minha esperança, mas que seja intenso. E quanto mais desesperados, mais esperança, porque são pessoas que, à sua maneira, estão se rebelando, estão inventando. É essa a minha incerteza esperançada

Como essa sua visão filosófica flui para o campo dos estudos de comunicação?

Há um ano fiz um pequeno seminário para estudantes latino-americanos de doutorado em Barcelona, numa instituição pública mantida por uma fundação privada da Catalunha que queria que eu fizesse oficinas sobre como pesquisar. E quando cheguei lá, falando aos estudantes, percebi que eu só quero pesquisar o que me dê esperança. Porque pesquisar para me tornar mais triste, mais pessimista, não serve para ninguém. Temos que pesquisar não só o que permite denunciar, mas o que permite transformar, mesmo que seja numa medida muito pequena. Eu sempre recorro a uma teoria não escrita brasileira, a teoria das brechas, segundo a qual todo muro, por mais maciço que pareça, tem sempre alguma brecha que alguém pode aumentar para derrubá-lo. Para que investigar aquilo em relação que já sei que não posso fazer nada? Penso que boa parte do fracasso da maior parte das esquerdas vem do fato de que só inoculavam a desesperança, pois demonstravam que o capitalismo era tão poderoso que nada havia a fazer, sempre teria o seu estômago tão poderoso que a todos nos digeria, em favor do capital. Eu transmito cada vez mais esperança. Cada vez ponho mais paixão no que digo, porque a única maneira hoje de fazer com que as pessoas sintam que tem algum valor o que você diz, é a convicção, a paixão. A paixão é contagiosa, não se deve pedir desculpas pela paixão.

Em termos práticos de suas pesquisas, que projetos consideram essa ideia da esperança?

Dois temas são cheios de esperança para mim. Um é o das transformações tecnológicas. Eu faço uma relação provocadora: García Márquez, quando ganhou o Prêmio Nobel, em seu discurso começou perguntando se os povos que tinham sofrido 100 anos de solidão teriam uma segunda oportunidade sobre a terra. Eu, agora, respondo que sim. Porque aquela cultura que foi desprezada pelos intelectuais da cultura letrada, que é a cultura visual, a cultura oral, sonora e gestual, agora elas entram como cultura pela internet e se juntam no hipertexto. Pela primeira vez, começam ser reconhecidas em termos de informação e nossos países são de uma grande riqueza nisso. Como disse Manuel Castells, o computador acabou com os dois lados separados do cérebro: o lado da razão, da argumentação, e o lado da paixão, da imaginação, que agora estão juntos. A maioria no mundo sobrevive com base na imaginação social, como disse Appadurai. A imaginação não é mais um poder dos poetas e dos artistas. As pessoas comuns sobrevivem física e culturalmente graças à criatividade, à imaginação. Então, viso às novas tecnologias enquanto permitem uma apropriação que, por sua vez, permitem a hibridação, a mestiçagem das culturas cotidianas da maioria com o que era a cultura da pequena elite que tinha a escritura.

E o segundo tema?

O segundo é o que aparece no título do livro que estou preparando: Sentidos da técnica e figuras do sensível. São as mudanças de sensibilidades das pessoas jovens, como está mudando a sensibilidade e como a sensibilidade é cada vez menos passiva, é mais ativa, mais criativa, mais misturada. Eu misturei filosofia, história, política. Meu filho já misturou muito mais do que eu: ele é matemático, filósofo, é poeta, desenha páginas na web, e dirigiu uma revista de resenhas de livros por meio da qual colocou seus amigos, biólogos, químicos e físicos, para lerem resenhas de novelas e as próprias novelas.

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15/09/2009 // Vaga em Comunicação Social na PUC-Rio

SELEÇÃO DE CANDIDATOS AO CARGO DE PROFESSOR DO DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

O Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio está recebendo propostas de candidatos a professor, em regime de tempo integral e dedicação exclusiva.

Os candidatos, que atuarão obrigatoriamente nos campos de ensino e pesquisa, na graduação e pós-graduação, devem preencher os seguintes requisitos:

1- Possuir título de doutor em Comunicação ou áreas afins;

2- Estar a, pelo menos, 20 anos da aposentadoria;

3- Não ter outro vínculo empregatício, no momento da assinatura do contrato de trabalho com a PUC-Rio;

4- Ter o perfil para assumir funções de administração acadêmica;

5- Ter comprovada experiência docente, produção acadêmica e atuação profissional na área de comunicação social.

Documentos indispensáveis, em duas vias, para a candidatura:

1- Projeto de pesquisa na sua área de atuação, coerente com uma das linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUC-Rio: (a) Cultura de massa e representações sociais; (b) Cultura de massa e práticas sociais (ver a descrição dessas linhas, no final deste documento);

2- Curriculum Lattes do CNPq;

3- Dois exemplares de três publicações dos últimos três anos, que o candidato considere de maior relevância em seu CV.

Prazo de entrega da proposta: até 21 de outubro de 2009, no Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio (Rua Marquês de S. Vicente, 225, 6º andar, Ala Kennedy, Gávea, CEP 22543-900, Rio de Janeiro - RJ).

Os candidatos pré-selecionados poderão ser, eventualmente, convidados para entrevista com uma Comissão de Professores do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio.

Obs.: os documentos entregues não serão devolvidos.

Área de Concentração : Comunicação Social

Linhas de pesquisa

Linha 1: Cultura de massa e representações sociais
Estudo das representações sociais tais como se materializam nas linguagens, nos processos e nos produtos da Comunicação e da cultura midiática. Privilegiam-se, em relação aos produtos midiáticos, as imagens e os significados construídos pelos meios e compartilhados na sociedade.

Linha 2: Cultura de massa e práticas sociais
Estudo das relações entre os produtos midiáticos e as práticas sociais, isto é, estudo que privilegia as mediações. O foco de atenção recai sobre o campo da recepção e das referências culturais que marcam nosso lugar no mundo e filtram nossa leitura e interpretação dos produtos midiáticos e das situações concretas do cotidiano.

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13/09/2009 // Trabalhos para o Compolítica

Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Congresso da Compolítica, da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política, que será realizado no período de 9 a 11 de dezembro de 2009, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Criada em dezembro de 2006, em Salvador, com o intuito de promover a especialidade de Comunicação e Política, a Compolítica congrega pesquisadores não apenas dos campos de comunicação e ciência política, mas, também, de sociologia, psicologia, filosofia e antropologia. O foco da área se volta, principalmente, para a interface entre a política e os fenômenos comunicativos, sobretudo os media, suas linguagens e seus agentes.

Para a conferência de abertura está confirmada a presença José Luís Dader, da Universidad Complutense de Madrid (Espanha).

Haverá ainda duas mesas-redondas. Para discutir Novas mídias: o que muda na Política?, participam Rousiley Maia (UFMG), Maria Helena Weber (UFRGS), Sérgio Amadeu (Faculdade Cásper Líbero), Wilson Gomes (UFBA) e Vera Chaia (PUC-SP).

A segunda mesa-redonda é sobre Jornalismo Político, Pluralismo e Democracia, com Afonso de Albuquerque (UFF), Ariel Jerez (UCM), Fernando Latman-Weltman (FGV), Mauro Porto (Tulane Univesity) e Fernando Antônio Azevedo (UFSCar).

Chamada de trabalhos - Os participantes poderão apresentar trabalhos relacionados ao tema do evento em duas categorias distintas: Grupos de Trabalhos e Sessões de Comunicação.

Os Grupos de Trabalhos acolhem pesquisas em estágios mais avançados sobre os temas como Comunicação e democracia; Mídia e eleições; Marketing, imagem pública política; Internet e política; e Comunicação e sociedade civil.

Nas Sessões de Comunicação, serão apresentados trabalhos sobre Abordagens teóricas das relações entre democracia e comunicação; Eleições, partidos políticos e comunicação; Comportamento político, opinião pública e sondagens de opinião; Política e Internet; Políticas de comunicação; Propaganda eleitoral; Jornalismo político; Sociedade civil, participação e comunicação; Imagem pública política; e Economia política da comunicação.

O prazo para envio da proposta de artigo é 30 de setembro de 2009. As informações completas estão disponíveis no site: www.pucsp.br/compolitica.

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13/09/2009 // As sombras da cibercultura

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09/09/2009 // Vaga na Unipampa para docente em Jornalismo com mestrado

Colegas

Envio o link do edital do concurso para docente de Jornalismo da Unipampa.

http://www.unipampa.edu.br/portal/dmdocuments/Edital051_2009_prorrogacao.pdf

Abraço
Michele Negrini

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03/09/2009 // Estudos em Jornalismo e Midia

Atendendo a pedidos, estendemos o prazo de recebimento de artigos para
a próxima edição da revista ESTUDOS EM JORNALISMO E MÍDIA, do Mestrado
em Jornalismo da UFSC. O eixo temático é "Teorias do Jornalismo", mas
também são aceitos artigos, relatos de pesquisa e demais colaborações
sobre outros assuntos. Resenhas assinadas por mestrandos e doutorandos
também são publicadas.

ESTUDOS EM JORNALISMO E MÍDIA é uma publicação científica eletrônica e
semestral.
Submissões devem ser feitas apenas pelo site: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo
Normas de publicação no mesmo endereço.
Data limite: 10 de setembro de 2009.

Atenciosamente,

Rogério Christofoletti
Editor da revista
revistaposjor@gmail.com
rogerio.christofoletti@uol.com.br

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31/08/2009 // Em Questão recebe artigos

ATÉ 30 DE SETEMBRO

PARA EDIÇÃO 2009-02

A Revista Em Questão, periódico científico da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, recebe até 30 de setembro artigos na área da Informação e Comunicação (temas livres). A revista foi qualificada como B-3 no sistema Qualis de Periódicos. Submissões e orientações aos autores no site www.ufrgs.br/emquestao

A publicação publica autores com titulação mínima de Mestre (em caso de co-autoria, pelo menos um deve apresentar essa titulação).

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27/08/2009 // Lançamentos na área da comunicação e jornalismo

Dia 1 de setembro de 2009, a partir das 18 horas,
no Departamento de Jornalismo e Editoração da
Escola de Comunicações e Artes, será lançado, com verbetes de diversos membros da comunidade científica da Comunicaçao, um novo

DICIONÁRIO DE COMUNICAÇAO.
Organização: Ciro Marcondes Filho
Paulus / Cátedra UNESCO José Reis de Divulgação Científica da ECA-USP

Na mesma ocasião, serão lançados
Ser Jornalista: "A linguagem como barbárie e a notícia como mercadoria"
Ciro Marcondes Filho

Ser Jornalista: "O Desafio das Tecnologias e o Fim das Ilusões "
Ciro Marcondes Filho

Divulgação Científica: Olhares
Glória Kreinz, Crodowaldo Pavan e Ciro Marcondes Filho (org.)

Promoção: Paulus e Cátedra UNESCO José Reis de Divulgação Científica da ECA-USP

Dia 1 de setembro de 2009, a partir das 18 horas
No Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes
Rua Professor Lúcio Martins Rodrigues, n. 443 - Cidade Universitária

Informações:
Núcleo José Reis de Divulgação Científica
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Bloco 9 - sala 10
05508-900 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3091-4021 / 3091-4270
Site: http://www.eca.usp.br/nucleos/njr
E-mail: njr@usp.br

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23/08/2009 // Dossiê Diásporas

Universidade do Estado de Santa Catarina.
Programa de Pós-Graduação em História.

Chamada
Dossiê "Diásporas"

A Revista Tempo e Argumento, publicação semestral on-line em Open Ascess, no sistema ahead of print e volume fechado do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) recebe colaborações para o próximo Dossiê: "Diásporas" até 10 de Setembro, correspondente ao Volume 1, Número 2, Julho-Dezembro de 2009. Também solicitadas colaborações destinadas às seções "Artigos" e "Resenhas". Os interessados encontrarão maiores informações pelo sítio eletrônico da Revista: http://revistas. udesc.br/ tempoeargumento.

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19/08/2009 // Congresso de Comunicação em Recife

Caros Colegas,

gostaria de comunicar-lhes sobre a realização do CONGRESSO DE COMUNICAÇÃO da Faculdade Maurício de Nassau, em Recife, que acontece de 10 a 12 setembro deste ano, em Recife-PE.
O tema deste 6º Congresso é COMUNICAÇÃO E LIBERDADE DE EXPRESSÃO e tem como programação integrada, o 2º Seminário de Cinema (CENACINE). (http://www.bjfeirasecongressos.com.br/Congresso/apresentacao/35)

Muitos profissionais, estudiaosos e professores da área Comunicação e do Audiovisual estão mais que confirmados. Confira a programação:
http://www.bjfeirasecongressos.com.br/Congresso/programacao/35

Além dos painéis e conferências, a programação conta com Mostra de vídeos Universitários, com a participação de filmes lançados no circuito profissional, e a apresentação de trabalhos científicos, nos Grupos de Trabalho (GTs).

Os GTs estão divididos em 07 eixos temáticos:. Audiovisual (Cinema, Vídeo e TV); 2. Jornalismo, Ideologia e Memória; 3. Radialismo e Mídia Sonora; 4. Relações Públicas e Comunicações Organizacionais; 5. Produção Editorial e Jornalismo Especializado; 6. Propaganda e Comunicação Mercadológica; e 7. Estudos Imagéticos (Estética, Arte e Fotografia).

A inscrição para os GTs pode ser feita via RESUMO AMPLIADO OU TRABALHO COMPLETO até o dia 01.09.2009. O regulamento completo está disponível no site: http://www.bjfeirasecongressos.com.br/Congresso/monografias/35

A inscrição custa R$ 60,00 para estudantes e R$ 100,00 para Profissionais, até o dia 04.09.

Cordialmente,

MANNUELA COSTA



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13/08/2009 // As tendências da programação da TV no Brasil e no mundo

A Editora Sulina

apresenta

A TV EM TRANSIÇÃO
Tendências de programação no Brasil e no mundo

Org.
João Freire Filho

Não é sempre que se consegue reunir, numa mesma publicação, textos que abordem um assunto de forma verdadeiramente complementar e dialógica. Na maioria das vezes, as coletâneas agrupam autores que, escondidos sob um mesmo título, trabalham com objetos distintos e perspectivas teóricas inteiramente conflitantes.

A TV em Transição: Tendências de Programação no Brasil e no Mundo é uma obra bastante orgânica. Reúne artigos de importantes pesquisadores brasileiros e estrangeiros, dedicados a estudar a televisão em suas novas configurações, tanto em termos de formato quanto de linguagem. O assunto é atual e de grande relevância. E as abordagens dos autores, apesar de diferentes, estão em perfeita sintonia na sua busca pelo entendimento das ressonâncias culturais e das implicações sociais e éticas do cardápio internacional de entretenimento e de jornalismo televisivo.

A leitura dos textos, pela qualidade das análises apresentadas, estimula a reflexão e o debate em torno das mutações na produção, na difusão e no consumo dos programas de TV. João Freire Filho conseguiu colocar em diálogo pesquisadores que, de diferentes formas, contribuem fortemente para o desenvolvimento dos estudos sobre a televisão – tão necessários numa sociedade como a nossa, em que este dispositivo técnico ocupa uma centralidade sem comparação em termos de produção cultural.

Autores: Bruno Campanella, Dana Heller, Gabriela Borges, Heather Nunn, Itania Gomes, João Freire Filho, Toby Miller, Vera França, Yvana Fechine

Capa: Letícia Lampert
Nº de páginas: 246
ISBN: 978-85-205-0531-1
Preço de Capa: R$ 36,00

Departamento editorial e divulgação: (51) 3019. 2102

Editora Sulina/Sul Editores
www.editorasulina.com.br
Tel (51) 3311-4082
Fax (51) 3264-4194

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10/08/2009 // Vagas à vista no Ielusc

Prezados Senhores,

Solicitamos a gentileza de divulgar a mensagem abaixo ao(s) seu(s) Programa(s) de Pós-Graduação Stricto Sensu.

A Associação Educacional e Luterana Bom Jesus / Ielusc, Instituição de Ensino Superior localizada em Joinville, Santa Catarina, que oferece os cursos de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e Publicidade e Propaganda há 10 anos, está selecionando professores, com os requisitos abaixo relacionados, a fim de formar um Banco de
Currículos para futuras vagas.

* Graduação em Comunicação Social
* Mestrado e/ou Doutorado em áreas afins

Áreas de interesse:

* Teoria da Comunicação
* Estética
* Semiótica
* Jornalismo Comunitário
* Redação Jornalística
* Radiojornalismo
* Telejornalismo
* Webjornalismo
* Criação e Redação Publicitária
* Direção de Arte
* Planejamento de Comunicação
* Comunicação Digital
* Teoria e Produção de Rádio, TV e Cinema (RTVC)
* Mídia

Os interessados devem enviar o currículo para soniasantos@ielusc.br e melatti@ielusc.br.

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08/08/2009 // X Seminário Internacional da Comunicação da PUCRS

Submissão de Trabalhos

Os resumos dos trabalhos a serem apresentados nos Grupos de Trabalho devem ser enviados diretamente aos coordenadores de GT, de acordo com as seguintes normas:

Os resumos deverão ter a extensão mínima de 700 caracteres e máxima de 1.000 caracteres com espaço, formato de página A4, espaçamento simples e fonte Times New Roman, 12 e deve ser acompanhado de título, nome do autor, titulação e instituição de origem.
O envio de resumos deve impreterivelmente ser realizado até o dia 18 de setembro de 2009.

DIVULGAÇÃO DOS TRABALHOS APROVADOS: 28 de setembro de 2009.
PAGAMENTO DA INSCRIÇÃO PARA TRABALHOS SELECIONADOS: até 19 de outubro de 2009.

Caso o pagamento da inscrição não seja realizado até essa data, o trabalho será eliminado da programação do respectivo GT.

Grupos de Trabalho e Coordenadores

1. Estudos em Jornalismo: Prof. Dra. Beatriz Dornelles (biacpd@pucrs.br)
Enfoca o estudo do jornalismo como prática profissional e/ou campo teórico. Reflexão sobre diferentes métodos de pesquisa. História, conceitos e diferentes modelos de jornalismo. Organização, produção, circulação e recepção. Impactos das tecnologias e novas tendências.

2. Mídias Sonoras: Prof. Dr. Luciano Klöckner (luciano.klockner@pucrs.br)
Compreende pesquisas gerais e específicas no âmbito do rádio, da fonografia e da discografia, da música e das diferentes aplicações do áudio na comunicação em geral, abrangendo também o uso das novas tecnologias e as diferentes manifestações de sonoridade, tais como, a sonoplastia, os efeitos e a arte radiofônica.

3. Comunicação e Indústria Audiovisual: Prof. Dr. João Guilherme Barone (barone@pucrs.br)
Estudos voltados para questões relacionadas à tecnologia, instituição, economia-política, organização e funcionamento dos mercados e suas respectivas interseções, inclusive estéticas, temáticas e de linguagem, contemplando o cinema e demais formas de expressão audiovisual, em suas diferentes configurações, especialmente nos campos da produção, distribuição e exibição.

4. Publicidade e Propaganda: Profa. Dra. Cristiane Mafacioli Carvalho (cristiane.carvalho@pucrs.br)
Teoria da publicidade e da propaganda. Linguagem publicitária. Publicidade e propaganda no composto de marketing. Novas tecnologias na publicidade. Publicidade e sua projeção no desenvolvimento econômico e social. Publicidade e propaganda como atividade técnica e profissional. Ética na publicidade. O ensino da publicidade e propaganda. Publicidade como área de atuação. Publicidade como campo de estudo das Ciências da Comunicação e das Ciências Humanas e Sociais.

5. Comunicação Organizacional e Relações Públicas: Profa. Dra Cleusa Scrofernecker (scrofer@pucrs.br)
Comunicação organizacional e Relações Públicas sob diferentes abordagens paradigmáticas. O ensino e a pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional. Trajetórias e perspectivas teóricas.

6. Turismo, Imaginários e Comunicação: Profa. Dra. Marutschka Martini Moesch (marutschka.moesch@pucrs.br)
Debater a práxis turística como não disjuntiva, nem linear, mas sim, como construção dinâmica, permanente, onde o sujeito turístico em sua transumância se move, constrói de forma imaginal, comunica seus desejos mais íntimos, em processos objetivos de deslocamento (viagem/transporte), de estada (hospedagem, alimentação e segurança), e de prazer (o encontro cultural, a diversão e a hospitalidade). Deslocamento humano, imaginário do sujeito turístico, percorrido de forma nodal pela comunicação e pela informação. Reflexão sobre deslocamento – nomadismo e do sedentarismo - o encontro entre visitantes e visitados, o espaço, o tempo, o imaginário a partir da experiência local, mas com implicações globais.

7. Comunicação e Cultura: Prof. Dr. Antonio Hohfeldt (hohlfeld@pucrs.br)
Cultura e diferentes mídias. Meios de comunicação tradicionais e novos meios: as novas vias da produção, da difusão e da circulação cultural. Identidades culturais e diversidades étnico-culturais. Fenômenos culturais e suas relações com os fenômenos midiáticos e comunicacionais. Genealogia da cultura a partir dos mídias. Representações culturais, imaginário cultural e análise de fenômenos culturais variados, desenvolvidos através das mídias. Consumo cultural e mídias contemporâneas.

8. Comunicação Política: Prof. Dra. Neusa Demartini Gomes (ndegomes@pucrs.br)
Enfoca as pesquisas direcionadas aos fatos, às linguagens e às instituições da comunicação política nas democracias contemporâneas e nos regimes de exceção, sob as seguintes perspectivas: comunicação política; comunicação política e processos eleitorais; as relações entre a mídia e a política, tanto nas democracias quanto nos regimes de exceção; enfoques teóricos da política e da democracia; a influência dos meios de comunicação no comportamento político; política e novas mídias.

9. Manifestações Visuais Contemporâneas: Profa. Dra.Maria Beatriz Rahde (rahde@pucrs.br) e Prof. Dr. Flavio Vinicius Cauduro (flaviocauduro@yahoo.com)
Discutir características das imagens contemporâneas que contribuem para a constituição da visualidade pós-moderna. Busca estabelecer contrastes entre as produções modernas e aquelas produzidas no final do século XX e início do século XXI, nas mais diversas mídias, relativas ao imaginário e à nova estética que se configura.

10. Tecnologias do Imaginário e Cibercultura: Prof. Dr. Eduardo Pellanda (eduardo.pellanda@pucrs.br)
Discutir as relações resultantes das convergências entre internet, redes sociais e linguagens hipertextuais. Relações e desdobramentos de TV digital, rádio digital, mídias locativas, internet móvel e Web 2.0. Cultura de Games, entretenimento e novas práticas da comunicação mediada por computadores.


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05/08/2009 // Coneco prorroga

Prezados, boa tarde.

Pedimos licença para divulgar a chamada de trabalhos para o IV Congresso de Estudantes de Pós- graduação em Comunicação (CONECO) a ser realizado em 25, 26 e 27 de novembro na Universidade Federal Fluminense.

O prazo para submissão de trabalhos (resumo expandido) foi prorrogado para 08/08/2009 (sábado).

Gostaríamos de agradecer a todos os autores que submeteram seus trabalhos até agora e pedimos aos demais colegas que continuem enviando suas contribuições para conecorio@yahoo.com.br. Segue em anexo o formato padrão para envio dos resumos expandidos (até 3 laudas) e pedimos a gentileza de especificar, no corpo do email, a qual GT o proponente deseja concorrer.

Informamos que o site do IV CONECO está disponível em http://www.proppi. uff.br/coneco/ .

Atenciosamente,
Comissão Organizadora do IV CONECO UFF 2009.

Cronograma;
· Envio dos resumos expandidos: de 30 de junho a 08 de agosto;

· Análise da Comissão Científica (Coordenadores de GTs): de 10 de agosto a 25 de agosto;

· Divulgação dos trabalhos selecionados: 26 de agosto;

· Submissão dos trabalhos completos: até 26 de setembro.

. Data do IV Coneco : 25, 26 e 27 de novembro

Grupos de trabalho:
- GT01 - Comunicação, cultura e poder
- GT02 - Comunicação e culturas juvenis
- GT03 – Estudos do Jornalismo
- GT04 - Experiências urbanas, comunicação e sociabilidade
- GT05 – Tecnologias e estéticas da comunicação
- GT06 - Entre imagens: cinema, vídeo, fotografia, mídias digitais

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29/07/2009 // Seminário sobre blogs em setembro

Já estão abertas as inscrições para o 3o. Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital. O evento acontece nos dias 21 e 22 de setembro de 2009, na Feevale, em Novo Hamburgo, RS.

A proposta do seminário é abordar a influência das redes sociais na web na comunicação digital a fim de promover a compreensão deste cenário para que se possa agir nele de forma eficaz.

O 3º Seminário Blogs: Redes Sociais e Comunicação Digital vincula-se ao Projeto “Comunicação Corporativa e Conteúdo Gerado pelo Consumidor: desafios e tendências” (CNPq), que faz parte do Grupo de Pesquisa em Comunicação e Cultura, desenvolvido no Centro Universitário Feevale.

Programação (sujeita a alterações):

21/09/2009 – Segunda-feira

17h30min – Abertura Oficial

18h30min às 19h30min – Painel: Blogs e Jornalismo Colaborativo
Ministrantes: Ana Brambilla (PUCRS), Diogo Carvalho (Blog Destemperados) e Rogério Christofoletti (UFSC)

20h às 22h30min – Palestra: Promoção e relacionamento online
Ministrantes: Edney Souza (Interney) e André Pecine (Google)

22/09 – Terça-feira

14h às 17h – GTs (Grupos de Trabalho)

- Redes Sociais na Web – Comunicação mediada por computador nas ferramentas da Web 2.0 (blogs, microblogs, fotologs, videologs, sites de compartilhamento de vídeos, músicas e fotos, podcasts, videocasts, comunicadores instantâneos, plataformas de redes sociais de relacionamento) em sua interface com as redes sociais de relacionamento; Jogos Digitais e relacionamento on-line.

- Conteúdo na Comunicação Digital – Jornalismo on-line; jornalismo cidadão; plataformas colaborativas; plataformas open source; produção, compartilhamento, organização e busca de conteúdo (folksonomia, ferramentas de busca e web semântica); Jogos digitais como produção, compartilhamento e distribuição de conteúdo.

- Comunicação Digital Corporativa – Comunicação organizacional na web; Web 2.0 e a Opinião Pública; Ações de web marketing na Web 2.0; Publicidade on-line; Web Design; Advergames; Jogos digitais como estratégia de marketing na Web.

14h às 17h – Oficinas
Oficina 1: TV na internet (Justin.TV, Youtube, entre outros)
Ministrante: André Pase (PUCRS)

Oficina 2: Como se tornar um formador de preferência a partir das redes sociais (Blogs, Twitter, Facebook e outros)
Ministrante: Arnoldo Barroso Benkenstein (Feevale)

Oficina 3: Plataformas de Música online
Ministrante: Adriana Amaral (UTP)

18h – Plenária

19h – Encerramento Oficial

Datas importantes:

Inscrições: 30 de julho a 20 de setembro de 2009

Submissões de resumos*: 30 de julho a 15 de agosto de 2009

Divulgação dos aceites: 20 de agosto de 2009

* Os resumos devem ter entre 900 e 2500 caracteres com espaços e conter os elementos a seguir especificados (não necessariamente nesta ordem): tema, justificativa, objetivos, metodologia, resultados parciais e/ou finais, considerações finais e palavras-chave (mínimo três e máximo cinco palavras).

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29/07/2009 // SBPJor prorroga o prazo para o dia 10

A SBPJor decidiu prorrogar em uma semana a inscrição de trabalhos para o VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo. O prazo passa a ser 10 de agosto.
O sistema de inscrições está disponível no endereço http://www.sbpjor.org.br/artigos2009 , onde pode ser baixado o modelo/template do artigo.
Também o site do encontro está no ar (http://sbpjor.org.br/evento/), com todas as informações.

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21/07/2009 // Call for papers

Caros colegas,

Segue abaixo call for papers da Revista Logos no 31, 2o. semestre de 2009. Aproveito a oportunidade para comunicar que a edição no 30 – “Tecnologias de Comunicação e Subjetividades” já está online no link http://www.logos.uerj.br.

Um abraço,

Fátima Régis

Call for papers – Logos no 31

A Revista Logos, do PPGC-UERJ, constitui um espaço para reflexões teórico-metodológicas sobre práticas comunicacionais ligadas a dispositivos relacionais e midiáticos na atualidade. A Logos conta com a colaboração de pesquisadores nacionais e estrangeiros, além de editores convidados, e publica artigos inéditos resultantes de pesquisa científica e/ou resenhas. Atualmente está recebendo contribuições para a edição no. 31 (2009/2) sobre a temática Comunicação e Filosofia. Esta edição dará ênfase a estudos sobre conexões dos vários campos da filosofia com atividades e estudos na área de comunicação, reunindo trabalhos de pesquisa que privilegiem a análise e a articulação entre ética, estética e política. A edição também dará destaque às tecnologias da inteligência, aos modos de vida e à criação multimidiática.

Serão aceitos textos inéditos em Português, Inglês, Francês e Espanhol. Os textos deverão ser encaminhados para o seguinte endereço eletrônico: cmorenouerj@hotmail.com

Logos no 31 – 2o semestre de 2009 – Tema: Comunicação e Filosofia

Prazo para recebimento de textos: 30/10/2009

As normas de publicação podem ser encontradas em:

http://www.logos.uerj.br

Carlos Moreno

(Editor Logos No. 31 – Comunicação e Filosofia)

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20/07/2009 // TV Globo em Coimbra

Do Instituto de Estudos Jornalísticos - UC

Seminário de Jornalismo Televisivo - TV GLOBO

No final de Novembro, a secção de Comunicação em parceria com a TV Globo vai organizar um seminário de 16 horas em Jornalismo Televisivo. Será ministrado em quatro sessões de quatro horas, por profissionais da TV Globo em articulação com docentes da área do jornalismo televisivo da FLUC.

Este seminário, totalmente gratuito, destina-se a estudantes de Jornalismo Televisivo do 2º Ciclo de Comunicação e Jornalismo, bem como a estudantes do terceiro ano do 1º Ciclo em Jornalismo.

Durante o mês de Setembro, serão abertas inscrições a um número máximo de 30 participantes.

O seminário dará direito a um certificado de presença.

Para mais informações contactar Prof. Doutora Ana Teresa Peixinho (uc6485@fl.uc.pt)

PROGRAMA PROVISÓRIO

Palestra do Director da Central Globo de Jornalismo [Carlos Henrique Schroder] – 23 de Novembro (14h-18h)

Reportagens Especiais: Política, Internacional [César Tralli, repórter] - 24 de Novembro (14h-18h)

Reportagens Especiais: Sociedade, Ambiente [Marcelo Canellas, repórter] - 25 de Novembro (14h-18h)

Reportagens Especiais: Desporto, Catástrofes [Pedro Bassan, correspondenteda R. G. na Europa] - 26 de Novembro (14h-18h)

Sessão com docentes de Jornalismo televisivo da FLUC – 27 de Novembro (10h00-12h00)

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18/07/2009 // Chamada para artigo

Revista Estudos em Jornalismo e Mídia

Caros colegas,
gostaria de lembrá-los que está aberta a submissão de artigos e resenhas para o segundo número anual da revista Estudos em Jornalismo e Mídia, editado pelo programa de pós-graduação em Jornalismo da UFSC. O tema central da edição será Teoria: rumos, tensões e desafios. Também são aceitos artigos com outras temáticas, desde que relacionadas a investigações técnicas, teóricas, metodológicas e epistemológicas do campo jornalístico, bem como resenhas de livros relativos à área e de publicação recente (até dois anos antes da publicação da revista). Os artigos devem ser enviados para o endereço posjor@gmail.com

O núcleo temático “Teoria: rumos, tensões e desafios” contempla artigos que abordem a trajetória da pesquisa e os desafios implicados no pensamento teórico, seja na perspectiva da conformação de um campo próprio ao Jornalismo, seja na confrontação, assimilação ou diálogo com outras frentes de saber.

Prazo final para envio dos trabalhos: 31 de agosto de 2009 (data expandida).

Divulgação de aceites: até 05 de outubro de 2009.

Publicação: novembro de 2009.

Aproveito para divulgar a edição on-line do primeiro número de 2009 (vol.6 nº. 1), cujo núcleo temático é “Fronteiras com a literatura”, disponível no site http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo

Nesse mesmo site podem ser encontradas as normas para publicação e os critérios de avaliação dos pareceristas.

Cordialmente,

Daisi Vogel.
(editora)
posjor@gmail.com

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17/07/2009 // A coitada pirou mesmo

A patética atitude da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, em resposta à manifestação do sindicato dos professores gaúchos

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12/07/2009 // Revelação

A cidade na grande mídia

por Venicio A. de Lima*

Portal Vermelho

Quem sabe o Congresso não aprova uma Emenda Constitucional garantindo, além da inviolabilidade da imagem das pessoas (inciso X do artigo 5º), também a inviolabilidade da imagem das cidades? Por que não?

Cidades têm, sim, imagens próprias. Justas e verdadeiras umas, injustas ou falsas, outras. Chicago, na década de 1930, era a cidade dos gângsteres. O Rio de Janeiro seria ainda a cidade maravilhosa? Brasília, que já foi a capital da esperança, hoje parece ter se transformado em terra da desonestidade e da corrupção.

Do desafio cívico ao insulto

Salvo períodos relativamente curtos, resido em Brasília, Distrito Federal, há quase quarenta anos. Quando me mudei para a capital federal, família e amigos diziam: ''Não faça essa loucura. Brasília só tem poeira e a cidade não vai dar certo. Quem vai querer morar naquele fim de mundo?''

Havia, no entanto, um desafio implícito de pioneirismo em contribuir para a consolidação da nova capital e a interiorização do desenvolvimento. Além disso, apesar de todas as violências que sofreu nos seus primeiros anos, o projeto da Universidade de Brasília ainda exercia um fascínio especial naqueles que, como eu, sonhavam com uma carreira acadêmica comprometida com a transformação da sociedade brasileira.

O tempo passou e aquilo que 40 anos atrás podia ser visto como um desafio cívico transformou-se radicalmente. E para muito pior. Hoje, identificar-se como habitante de Brasília, Distrito Federal, em qualquer parte do território nacional, passou a ser motivo de chacotas, indiretas, piadas de mau gosto e até mesmo de insultos.

Se duvidar do que escrevo, leitor, faça você mesmo a experiência: desembarque em qualquer aeroporto, tome um táxi e, na conversa, simplesmente diga: ''Sou de Brasília''. Ou declare a mesma procedência numa mesa de bar com novos amigos em uma cidade qualquer do país. É só aguardar o que ouvirá em seguida...

Corrupção e geografia

O que teria acontecido para mudar de forma tão profunda a percepção difusa que aparentemente a maioria dos brasileiros tem de sua capital e da vida de seus hoje mais de 2,5 milhões de habitantes (IBGE/PNAD 2007)?

Nos últimos 40 anos, como capital administrativa da Federação, as ações de corrupção praticadas e/ou atribuídas a pessoas ligadas, direta ou indiretamente, ao poder público passaram a ser associadas à sua geografia – vale dizer, a cidade de Brasília. E, por extensão, independente da atividade exercida, ao brasiliense. Viver e/ou nascer em Brasília passou a ser uma espécie de pecado original, um DNA maldito, que condena qualquer um a práticas criminosas.

Ora, bolas. A corrupção não é uma prática exclusiva de brasileiros. Ao contrário. Ela aparece, cada vez com mais freqüência, em países onde, em princípio, não se ''esperava'' que ela ocorresse. Ademais, por óbvio, a corrupção não é uma prática exclusiva daqueles que se dedicam à vida pública. Ela ocorre tanto na esfera privada quanto na esfera pública [para uma excelente introdução a essas questões consultar Avritzer, Bignotto, Guimarães e Starling (orgs.); Corrupção – Ensaios e Críticas; Editora UFMG, 2008).

Como se construiu, então, essa imagem negativa de Brasília, do Distrito Federal e de seus habitantes? A quem poderia interessar rotular todos os habitantes da cidade como indiscriminadamente corruptos?

A construção de uma imagem falsa

Muitos dos velhos jornalistas que faziam/fazem a cobertura política que se origina no centro do poder, nostálgicos da antiga e litorânea capital, não se preocuparam em revelar ao resto do país que – para além das esferas do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário – existe vida honesta e ativa no Distrito Federal.

Nos últimos anos, presenciamos a uma avalanche seqüencial de escândalos políticos de todo tipo e, aparentemente, o brasileiro que se informa sobre o Distrito Federal através do que dele se noticia na grande mídia ''pensa'' Brasília reduzida à Esplanada dos Ministérios e à Praça dos Três Poderes. É a conhecida versão da ''Ilha da Fantasia''.

Essa é a imagem que se foi construindo e que, além de injusta, evidentemente, é falsa.

Brasília não se reduz à atividade de políticos e burocratas que para aqui vêm, oriundos dos 26 estados da Federação. E, muito menos, às atividades daquela minoria, entre eles, que pratica a corrupção.

O Distrito Federal, nos seus quase 50 anos, consolidou uma vida própria, peculiar, diferente de outras cidades-administrativas, no Brasil e em outros países. Como em qualquer outra cidade, temos coisas boas e ruins, contradições e paradoxos. A geografia, por óbvio, não contamina indiscriminadamente seus milhões de habitantes com o vírus da corrupção.

Só os corruptos não ganhariam

Claro que uma PEC sobre a inviolabilidade da imagem das cidades é apenas uma provocação. O que é de fato necessário é a grande mídia pautar o Distrito Federal e, finalmente, revelar que este não se reduz ao pequeno circulo do poder que ela cobre diariamente e identifica, sem mais, com Brasília.

É preciso que os brasileiros não-brasilienses saibam: Brasília, como o Brasil, é certamente muito maior do que os Três Poderes da República.

Só os corruptos não ganhariam com essa ''revelação''.

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11/07/2009 // Livro Compós 2010

Pesquisa Empírica em Comunicação

CHAMADA DE ARTIGOS

LIVRO COMPÓS 2010

O Conselho da Compós, reunido em Belo Horizonte no dia 5 de junho de 2009, deliberou que o tema do Livro Compós para 2010 reunirá artigos sobre o tema Pesquisa Empírica em Comunicação.

O objetivo dos Organizadores é que esse tema possa contemplar trabalhos sobre a variedade das metodologias que têm sentido e importância para a pesquisa empírica no campo da Comunicação, seja pelo uso disseminado, comprovado pela sua incorporação em experiências concretas de pesquisa, seja pela fundamentação necessária aos novos experimentos metodológicos.

Como sabemos, a base da formação e do ofício do pesquisador é a obtenção de um domínio metodológico tanto rigoroso quanto reflexivo. A Comunicação como campo de pesquisa é lugar da prática dos processos de investigação, da elaboração de seus objetos de conhecimento e da fundamentação empírica dos fatos comunicacionais com que lida. É o lugar efetivo de trabalho dos pesquisadores, dinâmico e reflexivo, através do qual é elaborada a prática científica do campo.

Dado esse balizamento do tema, os Organizadores do livro da Compós 2009 entendem que é importante estimular os debates das questões metodológicas no campo da Comunicação, cientes da insuficiência da circulação de textos metodológicos entre nós elaborados a partir de experiências concretas de pesquisa e de reflexões sobre as demandas metodológicas nas práticas de pesquisa.

PROPOSTAS TEMÁTICAS E ÂNGULOS DE ABORDAGEM PARA OS ARTIGOS

a) Reflexões sobre abordagens, métodos e estratégias de pesquisa especificamente voltadas para questões freqüentes na área (como recepção, análise de produtos mediáticos, processos de mediatização, crítica da mídia, interações sociais, infotainment, notícia e acontecimento, novas tecnologias, mediações, etc.). Alternativamente, os autores podem trabalhar reflexivamente sobre métodos transversalmente acionados nas diferentes Ciências Humanas e Sociais, quando voltados especificamente para questões de Comunicação – como etnografia na pesquisa em Comunicação, análise do discurso na Comunicação, estudos de caso, etc. Os elementos de especificidade explicitados serão considerados para a relevância do artigo.

b) Reflexões analítico-interpretativas sobre “casos de investigação empírica”. Não se trata de apresentar artigos que apresentem relatos de pesquisas empíricas, mas questões relativas ao “fazer pesquisa” é que serão acolhidas. Uma variante possível será, entretanto, a leitura ou a desconstrução de uma determinada pesquisa empírica, tomando-a como objeto de reflexão conceitual, metodológica ou epistemológica. Nesse caso, esse enfoque deve ser claramente expresso desde o início do artigo; e a parte correspondente às reflexões, de segundo grau, sobre os processos da pesquisa deve ser a mais importante no desenvolvimento.

c) Construção de temas, objetos e problemas na pesquisa empírica em Comunicação. Com uma tradição já expressiva de estudos na área, no país, podemos ter perspectivas sobre os diversos temas e objetos de investigação que têm sido privilegiados pela pesquisa empírica. Reflexões sobre tais tipos de questão podem ser relevantes para uma apreensão do que a pesquisa empírica oferece ou pode oferecer para a constituição do campo de estudos ou setores deste. Mormente se forem observadas, aí, as táticas e preferências na construção de problemas que levam à investigação, assim como seus procedimentos de observação da realidade.

d) Questões metodológicas e epistemológicas referidas ao “fazer pesquisa empírica em Comunicação”. O enfrentamento prático das pesquisas sobre os fenômenos comunicacionais solicita e desenvolve competência de mestria e expertise no trato com tais aspectos da realidade. Tais competências, por sua vez, não se desenvolvem em vazio reflexivo, sob risco de superficial empiricismo. Além do trabalho teórico evidentemente requerido sobre a base empírica da investigação um elemento reflexivo fundamental é o próprio pensamento organizado sobre as questões epistemológicas e metodológicas relativas ao trabalho do pesquisador ao longo do processo de investigação.

e) Outros ângulos de abordagem do tema geral “Pesquisa Empírica em Comunicação” serão igualmente considerados. Se o autor considerar que seu artigo não se enquadra nitidamente em uma das categorias acima, pode fazer seu encaminhamento explicitando a perspectiva pela qual o artigo se vincula ao tema geral.

ELEGIBILIDADE

Os textos serão classificados segundo a pertinência, a relevância e a contribuição para a matéria. Serão aceitos para seleção artigos de pesquisadores doutores e de doutorandos (vinculados ou não a PPGs em Comunicação) dentro dos prazos e segundo as especificações formais abaixo indicadas.

PRAZO PARA ENVIO DE ARTIGOS

30 de outubro de 2009

NORMAS DE FORMATAÇÃO

Será adotado o mesmo modelo de submissão de textos do encontro anual da Compós, com exceção do tamanho, ampliado para até 40 mil caracteres incluindo espaço, resumo, notas e referências bibliográficas* (ver no site www.compos.org.br).

*Casos especiais submetidos ao crivo da Comissão Editorial.

ENVIO DOS TRABALHOS

Os trabalhos serão recebidos através do site da Compós. Será encaminhado em tempo hábil um passo-a-passo para o envio.

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08/07/2009 // Da área

Lançamentos – julho de 2009

Informativo do SBPJor

A Narração do Fato: notas para uma teoria do acontecimento. SODRÉ, Muniz. Petrópolis: Ed. Vozes, 2009, 288 p. Em A Narração do Fato, Muniz Sodré empreende uma espécie de radiografia da notícia, primeiramente apontando suas dificuldades conceituais e buscando resolvê-las com a hipótese de uma temporalização do cotidiano por meio da marcação semiótica do acontecimento. Trata-se de uma perspectiva inédita em matéria de estudos de mídia, que prenuncia uma contribuição original para a teoria do acontecimento. O impacto da Internet e as mutações do jornalismo encontram um novo modelo explicativo.

La construción mediática de las crisis políticas. CASERO RIPOLLÉS, A. Madrid: Fragua, 2009, 342 p. Os meios de comunicação constroem a realidade social. Fica como um poderoso dispositivo capaz de moldar a nossa percepção. Assim, contínua e sistematicamente criando significados e sentidos são compartilhados pelo público. Este livro examina como os meios de comunicação social posta em prática nesta importante ação em uma situação específica: a crise política. Para fazer isso, não apenas propõe um quadro teórico para lidar com seus estudos, mas entra na análise empírica de um padrão de eventos cada vez mais central no actual sistema político. Andreu Casero Ripollés é professor no Departamento de Ciências da Comunicação, Universidade Jaume I de Castellon (…). A sua investigação centra-se em estudar a estrutura da teoria comunicativa do jornalismo político e da comunicação.

Jornalismo cidadão: Informa Ou Deforma. TARGINO, Maria das Graças. Brasília: UNESCO, IBICT, 2009. Esta obra faz parte do Programa Informação para Todos (Information for All Programme - Ifap), o qual visa a promover o acesso universal à informação e ao conhecimento para o desenvolvimento. Propõe ainda a democratização do jornalismo, no sentido de permitir ao cidadão comum divulgar notícias sem qualquer interferência de cunho empresarial, sob a responsabilidade do Centro de Mídia Independente (IMC) - presente hoje em 57 países. A autora deixa claro que, o IMC, como qualquer outro recurso tecnológico, só se firmará como verdadeiro agente democratizador à medida que assegurar a consolidação da cidadania no país, o que pressupões o enfrentamento contínuo das desigualdades sociais, mediante ferrenha vontade política. O livro permite vislumbrar as potencialidades do jornalismo cidadão ante as vertiginosas mudanças sociais que marcam os nossos dias, entre as quais se destaca o jornalismo como uma das profissões mais vulneráveis a tais mudanças, advindas, em grande escala, dos avanços científicos e tecnológicos.

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07/07/2009 // Presença efetiva na deslumbrante Biblioteca do Palácio de Mafra

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06/07/2009 // Agenda hoje: conhecer a biblioteca do Palácio de Mafra

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04/07/2009 // Primeiro número da E-Compós 2009

Aqui

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03/07/2009 // Leitura do dia

No reinado deste moço foi criada a Universidade de Coimbra, no dia 1º de março de 1290

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03/07/2009 // Artigos para o Congresso Nacional dos estudantes da pós-graduação em Comunicação

Iniciamos o processo de submissão de trabalhos para o IV CONECO (Congresso dos Estudantes de Pós-Graduação em Comunicação).

Este ano o encontro será realizado na Universidade Federal Fluminense, no prédio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Rua Tiradentes, nº 148 - Ingá - Niterói - Rio de Janeiro). O tema desta IV edição é Comunicação, Meio Ambiente e Sociedade.

Abaixo, seguem as datas para envio e seleção dos trabalhos.

Cronograma;
· Envio dos resumos expandidos: de 30 de junho a 30 de julho;
· Análise da Comissão Científica (Coordenadores de GTs): de 1 de agosto a 15 de agosto;
· Divulgação dos trabalhos selecionados: 18 de agosto;
· Submissão dos trabalhos completos: até 18 de setembro.
. Data do IV Coneco : 25, 26 e 27 de novembro

Grupos de trabalho:
GT01 - Comunicação, cultura e poder
GT02 - Comunicação e culturas juvenis
GT03 – Estudos do Jornalismo
GT04 - Experiências urbanas, comunicação e sociabilidade
GT05 – Tecnologias e estéticas da comunicação
GT06 - Entre imagens: cinema, vídeo, fotografia, mídias digitais

Caso necessitem de mais esclarecimentos, por favor, entrem em contato conosco via endereço eletrônico conecorio@yahoo.com.br.

O site do IV Coneco estará disponível em breve, bem como as demais informações sobre o evento.

Segue em anexo a ementa dos GTs e o formato padrão para submissão dos resumos expandidos e trabalhos completos.

Contamos com a participação de todos em mais uma edição do CONECO - um espaço de reflexão criado para os estudantes de Pós-graduação em Comunicação de todo Brasil apresentarem suas pesquisas !

Att.,
Comissão Organizadora do IV Coneco

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01/07/2009 // Supervisão

Às 14h, conversa com a Isabel Nobre Vargues no gabinete do Instituto dos Estudos Jornalísticos, no primeiro andar do prédio do Colégio São Jerónimo, erguido no séc. XVI.

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30/06/2009 // Hoje à tarde, biblioteca central da UC

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30/06/2009 // Nas Minas Gerais

Prezad@s,

O Departamento de Comunicação Social da UFMG está com inscrições abertas, até o dia 24 de julho de 2009, para concursos de professor adjunto em:
- Planejamento da Comunicação nas Organizações; Planejamento da Comunicação; Planejamento de Mídia; Planejamento de Campanha; Linguagens e Processos das Relações Públicas; Opinião Pública. Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação ou áreas afins; Graduação em Comunicação. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

- Processo de Produção Jornalística: Línguagens, Técnicas e Processos Jornalísticos, Processos Jornalísticos em Mídias Eletrônicas e Digitais, Linguagens e Processos Radiofônicos no Jornalístico. Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação ou áreas afins; Graduação em Comunicação/Jornalismo. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

- Processo de Produção em Novas Mídias: Processos de Criação e Produção na Web; Linguagens, Técnicas e Processos em Novos Formatos Eletrônicos e Digitais; Novas Estéticas da Imagem (Eletrônica e Digital). Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação e/ou áreas afins. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

As inscrições devem ser feitas na Secretaria da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, sala 1013, no horário de 8h às 11h e de 13h às 16h30, nos dias úteis.

Mais informações: 31 34095012 - dcs@fafich.ufmg.br ou www.fafich.ufmg.br/dcs

cordialmente,

Bruno Leal

---------

Colegas,

Estão abertas as inscrições para o concurso público para professor assistente do Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da UFJF. É preciso ter graduação em Comunicação - habilitação Jornalismo - e mestrado na área da Comunicação. As informações estão em www.concurso.ufjf.br
Saudações.
Cláudia Lahni - UFJF

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29/06/2009 // Agenda do dia

Trocar o netbook da Toshiba porque o Student recusa-se a funcionar.

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28/06/2009 // Seminário Internacional de Cinema

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27/06/2009 // Federal do Ceará à cata

Nao houve inscrição de Doutores para algumas das vagas abertas do concurso da UFC para o setor de audiovisual. Hoje deverá está saindo o novo edital do concurso, desta vez para Mestres, nas seguintes áreas:

1. Produção de Cinema e Audiovisual
2. Direção de Fotografia para Cinema e Audiovisual
3. Som para cinema e audiovisual

SERVIÇO:

Os editais de concurso público para a seleção dos professores efetivos da UFC estão disponíveis no site www.shr.ufc.br/editais.htm.

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25/06/2009 // Facendo

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25/06/2009 // Historia

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23/06/2009 // Fronteiras aberta

Publicações - Jornal da Intercom

Fronteiras – estudos midiáticos faz chamada de artigos para 2º semestre de 2009

A Revista Fronteiras – estudos midiáticos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, está recebendo artigos para o número a ser publicado no segundo semestre de 2009.

As normas de submissão e o envio de textos pode ser feito através do site da revista: www.fronteiras.unisinos.br

A revista Fronteiras - estudos midiáticos pretende configurar-se como um espaço de discussão teórico metodológico e análise centrado em temáticas diretamente concernentes aos processos midiáticos, entendidos aqui como conjunto das práticas comunicacionais midiáticas.

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21/06/2009 // Novembro, Bilbao

Chamada de trabalhos

Está aberto o período de apresentação de propostas de comunicação para o I Congresso Internacional de Ciberjornalismo e Web 2.0: “A Revolução do Jornalismo Cidadão” a ter lugar em Bilbao de 11 a 13 de novembro de 2009.

Todas as propostas deverão ser apresentadas a uma das seções temáticas do congresso.

Todas as comunicações que não se adequem as normas de estilo serão rejeitadas.

As propostas (resumos) e as comunicações devem ser enviadas a ciberpebi@gmail.com

Somente serão aceitas propostas (resumos) de comunicação de primeiro autor, ainda que este possa figurar em outras propostas como coautor.

Todas as comunicações aceitas serão publicadas nas atas do congresso.

As datas importantes a lembrar são as seguintes:

*15 de maio de 2009
Abertura do prazo para envio das propostas (resumos) de comunicações.

*15 de julho de 2009
Encerrado o prazo para o envio dos resumos. Em um prazo de mais ou menos duas semanas serão anunciadas as comunicações aceitas.

*31 de agosto de 2009
Fim do prazo de envio do texto completo das comunicações aceitas.

*1 de setembro de 2009
Abertura do prazo de inscrição tanto para participantes com comunicação (reserva de 1 inscrição por comunicação), como para todos os interessados.

*6 de novembro
Fim das inscrições de participantes com comunicação e demais interessados.

http://ciberpebi.wordpress.com/programa/

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18/06/2009 // Farda, Fardão e Parentão

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20/06/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

No fardão está faltando o mordomo da casa da filha,Roseana, que ganhava do Senado doze mil mensais.Querem mais?Ah,é só esperar...!!!

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15/06/2009 // Juventude e Consumo Midiático

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ gostaria de convidá-los para a mesa-redonda "Juventude e Consumo Midiático", que será realizada na próxima quarta-feira, dia 17 de junho, de 14h30m às 16h30m, no Auditório Manoel Maurício de Albuquerque do CFCH, no Campus da Praia Vermelha da UFRJ.

Mesa-redonda "Juventude e Consumo Midiático"

Organizador: João Freire Filho (ECO/UFRJ).

Mediadora: Mônica Machado (ECO/UFRJ).

Palestrantes:

Vicki Mayer - Professora associada do Departamento de Comunicação da Tulane University. Autora, entre outros trabalhos, do livro Producing Dreams, Consuming Youth: Mexican Americans and Mass Media (Rutgers University Press, 2003) e co-organizadora da coletânea Production Studies: Cultural Studies of Media Industries (Routledge, 2009).

Rose de Melo Rocha - Coordenadora Adjunta do Programa de Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM/SP e coordenadora do NP/Intercom Comunicação e Culturas Urbanas. Organizou, em parceira com Silvia Borelli e Rita de Cássia Oliveira, o livro Jovens na cena metropolitana: percepções, narrativas e modos de comunicação (Paulinas, 2009).

Paulo Vaz - Professor do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ. Tendo como campo empírico a saúde e o crime, sua pesquisa analisa as conseqüências éticas e políticas da hegemonia do conceito de risco na construção da idéia de sofrimento evitável.

Gaëlle Rony - Doutora em Ciências Sociais pela Université Catholique de Louvain. Atualmente, realiza seu pós-doutorado na ECO (bolsa FAPERJ), vinculada ao Laboratório de Mídia e Medo do Crime. Suas pesquisas focam o modo como o discurso midiático constrói a separação entre "nós" e "eles".

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13/06/2009 // Vaga para professor com mestrado

O Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense promove concurso público para preenchimento de uma vaga de professor assistente (com mestrado), em tempo parcial (20h semanais) na área de Radiojornalismo.
Os candidatos devem comprovar experiência de no mínimo três anos em radiojornalismo.
As provas serão realizadas entre 13 e 17 de julho e as inscrições serão abertas em junho, na sede da COPEMAG (Comissão Permanente de Concurso Público para o Maigistério Superior e Médio), no prédio junto à reitoria, na rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí, Niterói.

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11/06/2009 // Chamada para 3 números da Bibliocom

Bibliocom aceita colaborações para próximos números

A Intercom lançou em dezembro de 2008 o número zero de seu novo periódico eletrônico dedicado a publicar resenhas, o Bibliocom. Trata-se de uma revista bimestral de divulgação, análise e crítica da produção bibliográfica, hemerográfica e reprográfica em ciências da comunicação.

Os interessados podem submeter textos para as próximas edições. Eles devem conter as referências bibliográficas completas das obras resenhadas: autor, título, editor, local de publicação, data, número de páginas, ISBN etc. São aceitas para avaliação as resenhas de obras publicadas no último biênio, desde que contenham, no mínimo, 5 mil caracteres e, no máximo, 20 mil caracteres.

O cronograma para recebimento de resenhas para a Revista Bibliocom é o seguinte:

- Número 04: até o final do mês de julho

- Numero 05: até o final do mês de setembro

- Número 06: até o final do mês de novembro

As Áreas Temáticas são: Comunicação Audiovisual; Comunicação, Espaço e Cidadania; Comunicação Especializada; Comunicação Multimídia; Estudos Interdisciplinares da Comunicação; Jornalismo; Publicidade e Propaganda; Relações Públicas.

Não serão aceitas as resenhas de publicações enquadradas no universo da “literatura cinzenta”: teses, papers, apostilas e similares. Também não serão consideradas as resenhas de artigos isolados publicados em periódicos. Contudo, são bem-vindas as resenhas de e-books, e-journals e similares.

O texto da resenha deve incluir breve descrição do conteúdo da obra e perfil resumido do autor, além naturalmente da apreciação feita pelo resenhista e dos respectivos comentários e argumentos. A remessa deve ser feita para: bibliocom@intercom.org.br

Os autores devem se identificar – nomes completos, endereços, vinculação institucional etc. As colaborações são voluntárias, não havendo qualquer remuneração pecuniária. Somente são aceitas para avaliação as resenhas que cheguem acompanhadas da autorização dos autores para publicação não remunerada.

Bibliocom também está recebendo, das editoras, exemplares de publicações exclusivamente referentes ao universo das ciências da comunicação, que podem vir a ser recomendadas aos seus resenhistas. As obras enviadas não serão devolvidas, mesma aquelas não recomendadas para resenha.

As obras a serem resenhadas abrangem as seguintes áreas temáticas: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Comunicação Audiovisual, Comunicação Multimídia, Comunicação Especializada, Comunicação, Espaço e Cidadania, Estudos Interdisciplinares da Comunicação.

As obras devem ser enviadas para Bibliocom – Intercom – Estação Brigadeiro – Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2050, conj. 36/38, São Paulo. CEP 01318-002.

Leia aqui o primeiro número

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06/06/2009 // Em setembro, Braga

Caro(a) Álvaro Nunes Larangeira:

Temos o prazer de informar que a sua proposta de comunicação intitulada - "A literatura como rizoma freático do jornalismo: a inadiável inclusão dos estudos literários como disciplina do currículo obrigatório do curso de jornalismo" - foi seleccionada para apresentação no Congresso Internacional de Ciências da Comunicação: Comunicação, Cognição e Media, que decorrerá na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, em Braga, de 23 a 25 de Setembro de 2009.

Considere esta carta como documento de notificação formal de aceitação da sua proposta de comunicação.

Todas as informações relativas a inscrição, alojamento, transporte e chegada a Braga e à Faculdade de Filosofia e programa social estarão brevemente disponíveis no sítio do congresso. A inscrição on-line estará disponível a partir de 16 de Junho. Pedimos que tenha em consideração que o prazo para inscrição de participantes com comunicação termina no dia 20 de Julho.

Ainda em relação ao alojamento, será brevemente disponibilizada no sítio do congresso uma lista de hotéis, com informações detalhadas.

No caso de não poder participar no congresso, agradecemos que nos informe tão breve quanto possível.

Para outras informações e actualizações, por favor consultar o sítio do congresso em
http://www.cicom2009.org

Com os melhores cumprimentos,

Augusto Soares da Silva
Coordenador da Comissão Organizadora
Universidade Católica Portuguesa
Faculdade de Filosofia
P-4710-297 Braga
PORTUGAL

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04/06/2009 // Em outubro, Aveiro

III Congresso Internacional de Arte, Novas Tecnologias e Comunicação
« Arte, tecnologia e comunicação: novos territórios do conhecimento »

11/12 a 14 de Outubro de 2009

Universidade de Aveiro
Departamento de Comunicação e Arte (DCA) - Portugal

Universidade de São Paulo
Programa de Pós Graduação em Estética e História da Arte - PGEHA - Brasil

Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós Graduação em Educação, Arte e História da Cultura - PPGEAHC - Brasil

Aapresentação


O CIANTEC- Congresso Internacional de Arte, Novas Tecnologias e Comunicação é um evento itinerante que acontece em 2009 na
Universidade de Aveiro, Portugal, com o acolhimento do Departamento de Comunicação e Arte. Realizado pelo terceiro ano consecutivo, pretende afirmar-se como um encontro internacional de destaque, vocacionado para a criatividade e a inovação. As edições anteriores foram acolhidas pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil, respectivamente em 2007 e 2008.

Na continuidade das edições anteriores, onde se reflectiu sobre caminhos percorridos na arte e pluralidade de olhares, e cujas actas podem ser consultadas em www.ciantec.net, o CIANTEC 2009 reafirma-se nesta edição através da expansão para novos territórios do conhecimento, visando também a educação artística e ensino à distância.

O ser humano, em função das facilidades da comunicação, alterou as suas percepções, formas de pensar e aprender. Assim, diante de novas
possibilidades, passou a integrar no seu quotidiano as novidades proporcionadas pela relação entre arte, ciência e tecnologia. O ambiente digital no qual o homem hoje navega é um ambiente em que a informação é constante e pode ser partilhada, o que nem sempre significa maior conhecimento. A multiplicidade do pensamento solicita formas diferentes de representação, e exige principalmente integração e interacção.

Com esta premissa convida-se a participação de todos os interessados, quer sejam estudantes, professores, artistas ou profissionais de diferentes áreas de conhecimento. Assim, propõem-se os seguintes Grupos de Trabalho, apresentando alguns tópicos como sugestão:

Arte, Ciência e Tecnologia:

Ciência e Arte
Arte e Novas Tecnologias
Artes Performativas
Condicionantes artísticas
Produção vs Produtores
Valores vs Mercado
Comunicação e Novos Meios:

Meios, Multimeios e Hipermeios
Comunicação Visual
Publicidade, Design e Arte
Sociedade, Cultura e Arte:

Arte e Sociedade
Sociedade Contemporânea
Cibercultura
Identidade, relações e suportes
Arte Pública, Museus e Património
Tendências Estéticas:

Territórios Artísticos
Estética Contemporânea
Estética do Digital
Novas abordagens estéticas
Educação Artística:

TICs na Educação Artística
Ensino à distância e Espaços de partilha
E-learning e relacionamento pedagógico-didáctico

Regras para envio das comunicações

Serão aceites propostas de participação em português, inglês e espanhol.

As propostas de participação poderão ser na modalidade de comunicação oral (paper) de poster ou de oficina (workshop) e serão seleccionadas pela Comissão Científica do Congresso.

O resumo para seleção deverá ser na língua de origem e em inglês, ter no máximo 250 palavras, cinco (5) palavras-chave, com a indicação de
ser comunicação oral, poster ou oficina e os dados do autor contendo nome completo, instituição a que pertence, titulação, endereço completo, e-mail, telefone/celular e o Grupo de Trabalho em que se
enquadra a proposta. Para o caso da proposta incluir vários autores, indicar um autor de contato.

Na modalidade Oficina deve incluir as condições de espaço e material necessário, o número máximo de participantes e a duração prevista.

As propostas de comunicação oral seleccionadas para participação serão publicadas no Livro de Actas, assim como os posters e resumos das
oficinas.

As comunicações orais completas, deverão ter no máximo cinco páginas, em fonte Arial 11, com espaços entrelinhas 1½, margens 3 cm esquerda,
2 cm direita, 3cm superior, 2 cm inferior. Referências bibliográficas na página 6, e notas de rodapé em fonte Arial 8. Dispõem no máximo de
20 minutos de apresentação, sendo facultada a modalidade on line (via skype) ou presencial.

Os resumos, textos completos e posters deverão ser enviados no formato rtf (rich text format, disponível em todos os editores de texto).

Nos textos completos poderão ser incluidas no máximo 3 imagens em PNG, sendo o maior lado 15cm, com 100 dpi de resolução. As imagens devem ser enviadas em anexo, com relação de legendas e créditos no nome dos arquivos.

Modalidade poster: impressão de boa qualidade em tamanho 70x100cm, que será da responsabilidade do autor/autores. O cabeçalho deverá incluir o título do trabalho, nome do autor/autores e instituição a que pertence. É ainda necessário incluir o resumo. As imagens e o design do poster serão à escolha dos autores. Os posters serão expostos no local do evento. Os posters serão publicados no livro de actas, na sua versão em texto, de acordo com as mesmas regras da comunicação oral, e tendo no máximo duas (2) páginas.

Os resumos devem ser enviados até 30 de junho, por via electrónica, através do site e para o endereço indicado, com indicação do grupo de
trabalho ao qual se destina. Os autores cujos trabalhos sejam aceites serão notificados até 15 de Julho, e os artigos finalizados, bem como a confirmação de participação, até 15 de Agosto. Os artigos finalizados que não sejam enviados até à data limite não constarão do Livro de Actas do evento.

Comissão organizadora

Instituições:

Universidade de Aveiro – Departamento de Comunicação e Arte
Prof. Doutora Rosa Maria Pinho de Oliveira

Universidade de São Paulo – Programa de Pós Graduação em Estética e História da Arte
Profª. Doutora Elza Ajzenberg

Universidade Presbiteriana Mackenzie - Programa de Pós Graduação em Educação, Arte e História da Cultura
Prof. Doutor Marcos Rizolli

Coordenação:

Inês Mécia de Albuquerque – Universidade de Aveiro
Paulo Cezar Barbosa Mello – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Reinaldo Fonseca – Universidade de São Paulo
Ricardo Torres – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa

Secretariado:

Dulce Alves – Universidade de Aveiro
Cristina Silva – Universidade de Aveiro
Contatos:

coord@ciantec.net | http://www.ciantec.net
+55 11 3441 7877 – PMStudium Com e Design
+351 234 370 389 – Departamento Comunicação e Arte, Universidade Aveiro

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03/06/2009 // Cinemateca

A “Doc on-line. Revista Digital de Cinema Documentário” está recebendo, até o próximo dia 30, contribuições para o seu próximo número cujo tema é “Narrativas”. Maiores informações sobre as normas de publicação e demais seções da revista podem ser obtidas no endereço abaixo.

*www.doc.ubi.pt*

Cordialmente,

Manuela Penafria e Marcius Freire

Editores

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02/06/2009 // Lamentável

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30/05/2009 // Textos para a Comunicologí@

Invitación para participar en el número 11 de la REVISTA ELECTRÓNICA: COMUNICOLOGÍA

CONVOCATORIA PARA PUBLICAR (artículos científicos, ensayos, entrevistas, reseñas críticas de libros recientes, reflexiones metodológicas, transcripciones de conferencias, bibliografías comentadas, etcétera) EN EL NÚMERO 11 DE NUESTRA REVISTA

Envía tus colaboraciones al correo: comunicologia@gmail.com

Fecha límite de recepción de colaboraciones: 10 de julio 2009

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

¿CÓMO PUBLICAR EN COMUNICOLOGÍ@?

Comunicologí@ es fundamentalmente una revista académica de divulgación científica que desde que recibió sus primeros visitantes aspira a convertirse en un espacio cibernético de encuentro para la amplia gama de voces, posturas, tonos, estilos y formatos a través de los cuales históricamente se ha expresado el pensamiento comunicacional local, regional, continental y mundial.

TIPOS DE TEXTOS A PUBLICARSE EN "COMUNICOLOGÍ@"

Con la convicción de representar democrática y hologramáticamente la heterogeneidad de nuestro "campo" académico, las personas que hacemos Comunicologí@ deseamos recibir (para su dictaminación) en el buzón de nuestra revista electrónica (comunicologia@gmail.com) tanto artículos científicos y ensayos, como reseñas, biografías, entrevistas, reflexiones metodológicas, listas exhaustivas de referencias documentales (bibliografías comentadas), apuntes de reflexividad docente y demás textos de comunicación o diseño interactivo vinculados a "otro tipo de escrituras" (transcripciones de conferencias, charlas o clases; aforismos; cuentos; poemas; disertaciones filosóficas; etcétera).

TEMÁTICAS DE LOS TEXTOS QUE PUBLICAREMOS EN "COMUNICOLOGÍ@"

Para facilitar su difusión, indización, localización y lectura, en la Revista Electrónica Comunicologí@ se decidió que, sin importar su formato (artículo, ensayo, entrevista, reseña, apunte, etcétera), sólo se publicarán los textos realizados bajo un enfoque comunicacional y/o de diseño y cuyo contenido verse sobre cualquiera de los siguientes ámbitos temáticos: Artes Escénicas; Artes Visuales; Fotografía; Literatura; Música; Métodos, Metodologías y Técnicas de Investigación en Comunicación; Campo Académico de la Comunicación (formación de comunicadores, escuelas, docencia, currículas, publicaciones, profesores, investigadores, etcétera); Semiótica; Reseñas sobre publicaciones recientes; Teorías de la Comunicación ; Estudios Culturales; Comunicación Institucional; Comunicación Política; Relaciones Públicas; Publicidad; Mercadotecnia; Investigación Aplicada y Comercial; Comunicación Organizacional; Diseño Interactivo; Prensa; Radio; Televisión; Internet; Cine; Nuevas Tecnologías; Legislación sobre MMC; Entretenimiento y Sociedad (pornografía, juguetes, espectáculos masivos, etcétera); Videojuegos; Diseño Gráfico, Diseño Interactivo y Diseño Industrial.

INDICACIONES BÁSICAS PARA LOS COLABORADORES

La revista electrónica Comunicologí@ publicará todo tipo de colaboraciones académicas siempre cuando éstas cumplan con los tres siguientes e importantes requisitos: A) Que aborden cualquiera de las múltiples temáticas "trabajadas desde" o "relacionadas con" el horizonte de estudios de la comunicación y/o del diseño. B) Que respeten al pie de la letra las indicaciones y "formatos" (todos descritos a continuación) establecidos por el Consejo Editorial. C) Que sean dictaminados favorablemente para su publicación por el Consejo Editorial de nuestra revista.

SOBRE EL ENVÍO DE LOS TEXTOS A DICTAMINARSE

Todos los textos que los colaboradores deseen publicar en nuestra revista, deben ser enviados como archivo adjunto y dentro de los periodos que se indiquen al siguiente correo electrónico: comunicologia@gmail.com

SOBRE EL FORMATO DE LOS TEXTOS A ENVIARSE PARA SU DICTAMINACIÓN

Los documentos que vayan a ser enviados a la revista Comunicologí@ para su dictaminación, deben cumplir con los siguientes requisitos:

- Formato Word (máximo 50 páginas)

- Letra Times New Roman número 12

- Interlineado de 1.5 en todo el documento

- Un espacio entre todos los párrafos que compongan el documento

- Márgenes laterales, inferior y superior de 2 cm

- Además del título al inicio del texto, el nombre, institución y correo electrónico del autor o los autores, antes de la introducción el documento debe incluir un breve resumen o abstract describiendo (máximo 200 palabras) su contenido

- Los títulos y subtítulos del documento deben escribirse con letra mayúscula y en negritas

- Las Citas y Referencias Bibliográficas deberán hacerse bajo el sistema Chicago o Harvard

- Los documentos pueden incluir imágenes o gráficos, los cuales serán publicados en línea en el mismo orden y disposición que presenten en el texto que se nos sea enviados

- Importante último punto: Las notas y las referencias documentales se colocarán al final del documento

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28/05/2009 // Em rede

O livro de Raquel Recuero trata de um fenômeno que toca milhares de usuários ao redor do mundo: surgimento das redes sociais na Internet. A partir de uma proposta teórico-aplicada, o livro foca as questões teóricas voltadas ao atores, ao capital social e às estruturas das redes sociais, bem como sua aplicação para os estudos na Internet, a popularidade, autoridade e reputação em sites como Fotolog, o Flickr, o Orkut etc. Discute, assim, toda uma cultura da sociabilidade mediada emergentes em diversos grupos e comunidades.

O livro de Recuero nos ajuda a ver como as redes sociais na Internet são instrumentos de colaboração e de produção de conhecimento, e como devemos aprender a usá-los para ampliarmos a nossa ação sobre o mundo.

Coleção CIBERCULTURA
Co-edição CUBOCC

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25/05/2009 // SBPJor 2009

CHAMADA DE TRABALHOS

VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo

Tema: "A pesquisa em jornalismo em um mundo em transformação"

São Paulo, 25 a 27 de novembro de 2009

Promoção: SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo)

Realização: USP (Universidade de São Paulo)

1. Modalidades de apresentação:

Os trabalhos poderão ser encaminhados na forma de Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas.

2. Comunicações Livres:

O autor deve encaminhar o texto completo, que deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaço), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, 5 palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples.

O autor deve redigir seu texto utilizando o modelo elaborado para o encontro. O modelo está disponível para download na página de inscrições.

O tamanho total do arquivo não deve exceder 2 Mb (dois megabytes).

3. Comunicações Coordenadas:

As Comunicações Coordenadas poderão ser propostas por associados plenos (doutores) da SBPJor. Cada Coordenada deve ter de quatro a seis trabalhos, com autores de pelo menos três diferentes instituições. O proponente deverá ser um dos autores. São obrigatórios os seguintes itens: título da Comunicação Coordenada,
ementa que sintetize e justifique a proposta da Comunicação Coordenada (10 a 15 linhas), 5
palavras-chave. Todos os textos que compõem a Comunicação Coordenada deverão ser encaminhados completos, seguindo as mesmas regras estabelecidas para as Comunicações
Livres no item 2 (incluindo resumo, palavras-chave e currículo resumido do autor).

4. Prazo e forma de encaminhamento:

Os trabalhos serão recebidos de 01 de julho a 03 de agosto de 2009, através da página www.sbpjor.org.br . Não haverá prorrogação de prazo. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos.

5. Seleção:

As Comunicações Livres que estiverem adequadas às regras estabelecidas no item 2 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois pareceristas indicados pela Diretoria Científica entre os associados plenos (doutores) da SBPJor.
Serão consideradas aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro parecerista ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. Trabalhos que estiverem fora do
tamanho e/ou não cumprirem os itens obrigatórios não serão submetidos a avaliação.

As Comunicações Coordenadas que estiverem adequadas às regras estabelecidas nos itens 2 e 3 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois membros do Conselho Científico da SBPJor ou da Diretoria Executiva da entidade.
Serão aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro membro do Conselho Científico ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. A proposta de Coordenada poderá ser aprovada no todo ou em parte, havendo possibilidade de recusa individual.
Se os trabalhos não forem aprovados como Coordenada, mas o forem individualmente,
serão automaticamente distribuídos entre as Comunicações Livres.

Todos os trabalhos serão enviados aos avaliadores sem identificação de autoria, gerando "pareceres cegos".

6. Critérios de avaliação:

O trabalho será avaliado sob os seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica, adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo.

7. Observações:

7.1. Os trabalhos necessariamente devem ser inéditos. Por inéditos, compreendem-se textos que não foram publicados ou divulgados em qualquer tipo de suporte, nem apresentados em outros congressos científicos. O autor que descumprir esta
regra, e por ventura tiver seu trabalho selecionado e incluído nos anais do VII Encontro, ficará automaticamente impedido de apresentar trabalho no VIII Encontro da SBPJor.

7.2. Cada autor só pode submeter um trabalho, em autoria única ou co-autoria. Não é permitido ao mesmo autor participar simultaneamente de uma Comunicação Coordenada e de uma Comunicação Livre, mesmo em co-autoria.

7.3. Trabalhos de graduandos só serão aceitos em regime de co-autoria com graduados.

8. Resultados:

Os resultados da seleção serão comunicados aos autores das Comunicações Livres e aos proponentes das Comunicações Coordenadas até 25 de setembro de 2009. Os trabalhos serão aprovados ou recusados, não havendo aceite condicionado a reformulações.

9. Inclusão nos anais:

Só será incluído nos anais o trabalho do autor que efetivar sua inscrição no congresso até o dia 15 de outubro de 2009.

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25/05/2009 // Rede Globo e Intercom

Seminário Globo/ Intercom 2009: últimos dias para inscrição

O III Seminário Temático Globo/Intercom, previsto para o período de 1 a 4 de julho de 2009, no Rio de Janeiro, vai focalizar a criação e produção dos programas de jornalismo da TV Globo, tratando dos seguintes tópicos: estratégias de programação e agendamento; interação editorial rede/afiliadas; hotnews e softnews.; coberturas especiais e repórteres emblemáticos.

Os participantes devem ser sócios regulares da INTERCOM que ensinam, pesquisam ou analisam jornalismo, selecionados com base no auto-retrato intelectual (máximo de 1.000 palavras) e num diagnóstico crítico (entre 2.000 e 5.000 palavras) escrito pelo candidato sobre a situação do ensino e/ou da pesquisa sobre telejornalismo na universidade ou região em que atua. Os textos selecionados serão apresentados e debatidos no primeiro dia do Seminário. O Programa Globo/Universidade oferece aos participantes: passagem aérea, traslado no Rio, hospedagem e alimentação. A INTERCOM fornecerá Certificado de Estudos Avançados aos participantes que encaminharem, no prazo de 60 dias posteriores ao evento, artigo sobre "Telejornalismo no Brasil", descrevendo e analisando a produção do telejornalismo regional/local.

O comitê de seleção dos candidatos está constituído pelos seguintes sócios: Antonio Hohfeldt, Iluska Coutinho e José Marques de Melo.

Informações e inscrições: Intercom - De 18 a 29 de maio. Estação Brigadeiro / Jovina Fonseca - Assistente Editorial / E.mail: bibliocom@intercom.org.br / Tel/Fax: (11) 3892-7558

Calendário - Julho de 2009

Dia 01 - 4ª. feira - Chegada ao Rio de Janeiro

20h00 - Colóquio sobre Ensino/Pesquisa do Telejornalismo no Brasil.

Dia 02 - 5ª. feira

09h00 - Partida para a TV Globo Lopes Quintas

10h00 - Luis Erlanger, Diretor da Central Globo de Comunicação: Boas vindas

10h15 - Carlos Henrique Schroeder, diretor da Central Globo de Jornalismo: Apresentação

11h30 - William Bonner - Jornal Nacional: os critérios, o dia a dia, a escolha das notícias, critérios editoriais

13h00 - Almoço

14h30 - Ali Kamel - Cobertura política: como é feita, quais são os critérios, dificuldades e limites

16h00 - Marcos Uchoa - Coberturas especiais: guerra e desastres: como são feitas, quais os critérios e dificuldades

17h30 - Renato Ribeiro - Cobertura de eventos locais e culturais: qual a especificidade, como é o relacionamento com a comunidade e como é feita a cobertura do carnaval do Rio.

19h00 - Encerramento

Dia 03 - 6ª. feira

09h00 - Partida para a TV Globo

10h30 - Visita ao Jornalismo

12h30 - Almoço

14h00 - Visita ao Projac

16h00 _ Volta ao hotel

18h00 - Avaliação e Metodologia do artigo/diagnóstico sobre Telejornalismo

Dia 04 - Sábado - Retorno

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24/05/2009 // A caminhada do caminhante do conhecimento

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23/05/2009 // Fragmento da conferência do Edgar Morin no Instituto Piaget, em Viseu

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22/05/2009 // O cara

Colóquio Complexidade, Valores e Educação em torno de Edgar Morin, no Instituto Piaget, em Viseu

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21/05/2009 // Maracutaia à vista

Uma dinheirama suspeita

Por CLAUDIO WEBER ABRAMO*

Que o futebol é cheio de gente no mínimo suspeitíssima, todo brasileiro sabe. As finanças dos clubes, das federações e da Confederação Brasileira de Futebol são geralmente envoltas em obscuridade impenetrável.

Os números mencionados em transferências de jogadores são de tontear. Nos principais times, os salários dos atletas facilmente ultrapassam 100 mil reais por mês. Alguns ganham múltiplos disso. Os contratos de patrocínio são espantosos, os acordos de uso de imagem, astronômicos.

Não obstante, os clubes brasileiros vivem sempre na bancarrota — ou assim nos querem fazer acreditar.

Como é tudo muito misterioso, ninguém realmente acredita. Na dúvida, desconfia-se que os cartolas não estão contando a história toda.

A expectativa é reforçada pelo tipo de pessoa que costuma povoar o mundo do futebol. De dirigentes a intermediários, agentes, promotores, empresários, propagandistas e outros mais ou menos laterais, agregados, aspirantes e esperançosos, parece haver uma quantidade pouco normal de gente esquisita nesse meio. Sem deixar de mencionar determinados jornalistas esportivos cuja principal característica é a subalternidade a algum ou todos os interesses representados pelos já mencionados.

O que faz essa gente ser atraída para esse meio é a forma como o futebol se organiza e é governado. Nada mais natural que um ambiente permissivo e sem regras de funcionamento razoáveis, instalado na penumbra entre os interesses privados e a permamente interferência da ação indireta (às vezes direta) do Estado, atraia os caçadores de renda.

Embora com diferenças de grau, coisa parecida acontece no mundo futebolístico europeu. Nos últimos anos, uma quantidade espantosa de nababos comprou alguns dos principais times das ligas européias mais importantes, em particular a inglesa. Vejamos:

O Chelsea foi adquirido por um russo chamado Roman Abramovich (com esse nome deve ser parente distante deste que escreve), que além de ser o sujeito mais rico da Inglaterra não conseguiria explicar exatamente como foi que amealhou a sua bufunfa.

Outro grande clube da capital inglesa é o Arsenal, entre cujos principais acionistas está o bilhardário uzbeque Alisher Usmanov, o qual fez fortuna explorando minas de ferro após a derrocada da antiga União Soviética.

Um exemplo radical da escuridão que envolve o dinheiro do futebol vem da Tailândia. Esse país asiático teve como primeiro-ministro um ex-policial chamado Thaksin Shinawatra. Depois de ter sido defenestrado do poder por corrupção, abuso de poder e mais um rol extenso de meliâncias, Shinavatra exilou-se na Inglaterra, onde, pouco antes, havia adquirido o controle do Manchester City, o time em que atua esse jogador brasileiro chamado Robinho (cujas virtudes futebolísticas, aliás, escapam a este que escreve). O séjour futebolístico do ex-primeiro ministro não durou muito, pois algum tempo depois vendeu o clube para o cheique Mansour bin Zayed Al Nahyan, que vem a ser irmão do manda-chuva de Abu Dhabi, um desses emirados petrolíferos medievais do Oriente Médio.

Na Itália, o exemplo mais notável talvez seja o do Milan, controlado por aquela flor de pessoa chamada Silvio Berlusconi, que no começo da vida era assessor parlamentar, depois progrediu a pequeno empreiteiro de obras públicas, depois grande empreiteiro, depois magnata da TV, líder de direita e primeiro-ministro. Seu fac-totum no clube é um sujeito careca que aparece nos jogos do clube com uma gravata amarela. Berlusconi e o Milan contam com um séquito interminável de puxa-sacos na imprensa italiana, que nesse particular dá sinais de, em média, ser ainda pior do que a brasileira.

Tudo isso para lembrar que a Copa de 2014 vem aí, a qual, por decisão tresloucada da FIFA, será realizada no Brasil.

Vai rolar uma grana não trivial para modernizar estádios, melhorar vias de acesso, reforçar sistemas de telecomunicações e mais uma infinidade de serviços.

Adivinhe o eventual leitor quem vai pagar a conta. É isso mesmo. Nós, pois embora os clubes, as federações, a CBF e a FIFA sejam entes privados, ninguém é de ferro e pra que serve o governo, afinal?

De forma a minimizar o prejuízo, será fundamental vigiar os preparativos do Brasil para essa Copa. Se não se olhar de perto, vai acontecer o mesmo que ocorreu com os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, para cuja preparação se distribuiu um dinheirão em obras feitas sem licitação, sob a desculpa da "emergência", dinheirão esse até hoje inexplicado.

*Claudio Weber Abramo é matemático, mestre em filosofia da ciência, jornalista e secretário executivo da ONG Transparência Brasil.

http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo

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18/05/2009 // O marco zero do Edgar Morin

Publicado em 1946, O Ano zero da Alemanha é o primeiro livro de Edgar Morin. Traz a marca da juventude do autor que, aos 25 anos, nos fornece uma narrativa arrebatadora sobre a Alemanha após o fim da Segunda Guerra Mundial. Com a morte de Hitler em 1º de maio de 1945 e a assinatura do armistício na madrugada de 8 para 9 de maio do mesmo ano, instalou-se entre os aliados uma guerra interna e dissimulada pelo poder de ingerência no território alemão. A Alemanha enfrenta seu ano zero. Encontra-se em ponto morto: sem Estado, exército, bandeira, sobraram as dores da violência e do extermínio, as esperanças da reconstrução social, política e psíquica de um país que acabará cindido em duas partes, algo que só teve fim com a queda do muro de Berlim em 1989.

Fascismos, nazismos, ditaduras militares são fenômenos ideológicos coletivos que renegam a liberdade do homem, impedem o diálogo democrático, conspiram contra a universalidade do humanismo. O caminho da paz será longo, exige prudência e atenção redobradas, adverte Bernard Groethuysen, responsável pela apresentação da edição original. Essas recomendações servem de base para que o leitor enfrente as quatro partes do livro que desvendam condições históricas concretas, crenças contraditórias, dogmas irracionais que cercaram a banalidade do mal, posta em ação pelo Fürher, e o dispositivo político que lhe dava sustentação. Vários atentados e conspirações, resistências veladas ou explícitas, não conseguiram pôr fim à liderança do tirano. Foi ele mesmo o responsável por seu extermínio.

Mais do que um valor documental, historiográfico ou saudosista, O Ano zero da Alemanha é um sinal de alerta para os tempos atuais que requerem esperança, resistência e responsabilidade coletiva que ponham fim às desigualdades crescentes por que passam as sociedades contemporâneas globalizadas.

Edgar Morin, pesquisador emérito do CNRS, nasceu em Paris, em 1921. Formado em História, Geografia e Direito, migrou para a Filosofia, a Sociologia e a Epistemologia, depois de ter participado da Resistência ao nazismo, na França, durante a Segunda Guerra Mundial. A Sulina, no Brasil, publicou os seis volumes de O Método, sendo Ética o último livro, além do Diário da China (2007).

Capa: Eduardo Miotto

Tradução: Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco

Nº de páginas: 319

ISBN: 978-85-205-0523-6

Preço de capa: R$ 60,00

Departamento editorial e divulgação: (51) 3019. 2102

Editora Sulina/Sul Editores
www.editorasulina.com.br
Tel (51) 3311-4082
Fax (51) 3264-4194

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15/05/2009 // Mestrado

A Coordenação de Projetos do DPP informa que estão abertas as inscrições para a seleção BRASIL 2009 do Programa Internacional de Bolsas de
Pós-graduação (nível Mestrado) da Fundação Ford.

A Fundação Carlos Chagas é a instituição responsável pela coordenação, no Brasil, do referido programa. As candidaturas serão avaliadas por uma Comissão de Seleção brasileira, apoiada por assessores ad hoc brasileiros.

Calendário da Seleção Brasil 2009
Envio da documentação: até 25 de maio de 2009
Avaliação de candidaturas: de 26 de maio de 2009 a 13 de fevereiro de 2010
Anúncio dos resultados finais: a partir de 16 de fevereiro de 2010
Início da bolsa : a partir da matrícula na pós-graduação em 2011
Site do Programa: www.programabolsa.org.br .
E-mail: programabolsa@fcc.org.br
Tel.: (11) 3722.4404

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14/05/2009 // Fermento

ENDÊNCIAS/DEBATES *

Da Folha de S. Paulo

*Inusitado aumento da produção científica*

*ROGERIO MENEGHINI*

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*Não fazia eco em mentes perscrutadoras por dever de ofício a explicação de que o aumento se devia à política federal de fomento*
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FOI UM choque para milhares de pesquisadores científicos brasileiros ler a reportagem da editoria Ciência desta Folha no dia 6 de maio. Ela relatava a
divulgação do ministro da Educação, Fernando Haddad, de que a produção científica brasileira tinha crescido 56% de 2007 a 2008, segundo a
mundialmente reconhecida base internacional de dados Thomson Reuters-ISI. Um choque que não era propriamente de contentamento, mas de estupefação.

Acostumados com a lida de números em suas pesquisas e familiarizados com o curso modesto dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil, era difícil encontrar uma explicação para o aumento inusitado em nível mundial em um ano, levando o país para a 13ª posição entre as nações na publicação de artigos científicos.

O portal de periódicos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, órgão do Ministério da Educação) que permite o acesso ao ISI provavelmente teve um de seus maiores níveis de visitas, no anseio dos pesquisadores de constatar se o aumento era de fato o anunciado. E era.

Porém, a explicação do ministro e de algumas autoridades presentes ao evento da divulgação, de que o aumento se devia à política em nível federal de fomento à pesquisa, não fazia eco em mentes perscrutadoras por dever de ofício.

Muitas hipóteses foram levantadas, havendo até colegas que ironizavam ser um evento raro de desova de artigos científicos engavetados, como a desova de tartarugas marinhas. Por estar numa função que permite maior descortínio da
produção científica, a explicação para o fato não me demorou. A base de dados Web of Science-ISI, utilizada nessa pesquisa, mostrou, sim, um aumento que o Brasil liderou: o de revistas científicas nacionais indexadas nessa base.

Em 2006, eram 26. Essa quantidade passou para 63 em 2007 e para 103 em 2008. Um aumento insólito, em contexto mundial: o número quadruplicou em dois anos! Qual seria a explicação para isso? A Thomson Reuters-ISI é uma empresa
comercial, visando lucro, mas buscando manter a imagem de indexar o núcleo das melhores revistas científicas do mundo (10 mil entre 100 mil).

Segundo a própria empresa, a sua política de seleção continua sendo a de medir o impacto por meio das citações dos artigos das revistas, mas iniciou um procedimento de espraiar o universo das revistas do ponto de vista regional e temático.
O Brasil certamente marcou ponto nos três itens. Com isso, o número de artigos em suas revistas aumentou de 4.056, em 2007, para 12.502, em 2008. Ou seja, um aumento de 8.446 artigos, devido ao aumento de revistas e também ao maior número de artigos por revista, uma vez que a indexação no ISI exerceu maior atração sobre os autores.

Isso significa que cerca de 80% do aumento de artigos anunciado pelo ministro Haddad advieram de um setor em que o governo federal investe de
forma absolutamente inexpressiva: R$ 10 milhões em 2008, divididos entre o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Capes, para cerca de 240 revistas nacionais. Isso representa cerca de 0,4% dos orçamentos das duas instituições. Para comparação, os Estados Unidos gastam 200 vezes mais em revistas científicas.

A única iniciativa brasileira para melhorar as suas revistas, além da dedicação dos editores, é o programa SciELO (*www.scielo.br*),
criado em 1997 por meio de uma parceria entre a Fapesp (Fundação de amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a Bireme (Biblioteca Virtual em Saúde).
SciELO exerce no Brasil um papel semelhante ao do ISI, o de indexar as melhores revistas brasileiras, selecionadas por critérios de qualidade, mas vai além, pois disponibiliza os artigos com textos completos em acesso aberto. Hoje são 205 revistas.

É importante frisar que, das 103 revistas brasileiras indexadas no ISI mencionadas acima, 81 estão na base SciELO. O orçamento executado do programa para 2009 é de R$ 2,5 milhões, 80% provenientes da Fapesp (recursos do Estado de São Paulo) e 10% do CNPq (recursos federais). Tem-se assim a história real do aumento expressivo da produção científica brasileira em
2008 na base ISI.
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*ROGERIO MENEGHINI* é coordenador científico do programa SciELO de revistas científicas brasileiras, professor titular aposentado do Instituto de Química da USP e membro da Academia Brasileira de Ciências. Foi presidente
da primeira Comissão de Avaliação da USP (1993-1997).

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12/05/2009 // Mapa do emprego

Universidades Federais promovem diversos concursos públicos nas próximas semanas

Jornal da Intercom

Ao longo dos meses de maio e junho, as Universidades Federais promoverão diversos concursos públicos na área docente. O Jornal Intercom divulga a seguir algumas dessas oportunidades de admissão na docência de nível superior no ensino público.


Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Promove concurso público para professor adjunto (cursos de jornalismo e publicidade) e professor assistente (curso de cinema) do departamento de comunicação social. O regime de trabalho é de dedicação exclusiva.

Para o cargo de professor assistente é exigido mestrado e graduação em Comunicação ou áreas afins. Os interessados no cargo de professor adjunto devem comprovar titulação de Livre-Docente ou Doutor em Comunicação Social ou áreas afins e graduação em Jornalismo.

Serão aceitas inscrições por via postal (SEDEX) e por procuração. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de maio.

Atendimento para informações e inscrições na secretaria do Centro de Artes e Comunicação, das 8h às 12h – 14h às 17h, Avenida dos Reitores, S/N, Cidade Universitária, Recife - PE, CEP: 50.670-901 Tel.: (81) 2126-8319 / 8301.

Mais informações ver editais nºs 23 e 25, de 18/02/2009, publicados no D.O.U. nº 36, de 20/02/2009 e no site da UFPE, página www.proacad.ufpe.br.


Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Está com inscrições abertas para o Concurso para Professor Efetivo, Adjunto, Dedicação Exclusiva para a área de Comunicação - Campus de Imperatriz. São cinco vagas distribuídas nas seguintes áreas:

Doutorado em qualquer área, com graduação em comunicação:

01 - Produção de telejornais

01 - Planejamento gráfico editorial

01 - Teorias e metodologias jornalísticas

01 - Fotografia e Reportagem

Doutorado em qualquer área, com graduação em desenho industrial ou design:

01 - Design gráfico (graduação em desenho industrial ou design)

Mais informações estão disponíveis em www.ufma.br.


Universidade Federal do Ceará (UFC)

Realiza concurso para Professor Efetivo – Classe Adjunto – no Campus de Fortaleza. Ao todo, são sete vagas associadas à implantação do curso de Cinema e Audiovisual da Instituição.

As inscrições se entendem do dia 11 de maio a 9 de junho de 2009, e os setores de estudo são:

- Direção de Fotografia para Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Teorias da Arte, do Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Som para Cinema e Audiovisual 40 h / DE - 01 vaga

- Edição-Montagem em Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Realização / Direção em Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Produção de Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Pesquisa e Metodologia Científica - 40 h / DE - 01 vaga

O Programa de Pós- Graduação em Comunicação da UFC tem uma linha de pesquisa em Fotografia e Audiovisual o que constitui uma possibilidade de inserção dos profissionais, que atendam as exigências de ingresso no Programa, na nossa Pós-Graduação.

Maiores informações podem ser encontradas no site da UFC: www.srh.ufc.br/editais.htm



Universidade de Brasília (UnB)

Tem abertos três concursos na área de comunicação. Mais detalhes encontram-se nos links abaixo.

Edital de Abertura N. 581/2009
Área: Publicidade e Propaganda: Planejamento e Gerenciamento de Contas
http://srh.unb.br/extra/concursos_selecoes/2009/ed_581_09.pdf

Edital de Abertura N. 580/2009
Área: Produção e Edição Jornalística
http://srh.unb.br/extra/concursos_selecoes/2009/ed_580_09.pdf

Edital de Abertura N. 579/2009
Área: Comunicação e Cidadania
http://srh.unb.br/extra/concursos_selecoes/2009/ed_579_09.pdf



Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Oferece concurso público para docentes e técnicos. São 68 vagas para professores e 77 para Técnico-Administrativos em Educação (TAE´s).

No edital 025/2009 há uma vaga para a Faculdade de Comunicação Social. Exige doutorado, experiência em jornalismo e graduação em comunicação.

No edital 026/2009, há duas vagas para o curso de turismo, exigindo bacharelado em turismo e mestrado em turismo ou área afim.

Mais detalhes estão disponíveis em www.concurso.ufjf.br.



Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

O Departamento de Comunicação reabrirá no dia 1º de junho de 2009 as inscrições para o concurso de Professor de Mídia em Publicidade e Propaganda. As inscrições vão até dia 30 de junho. As provas ocorrerão entre 3 a 21 de agosto.

O concurso é para professor adjunto e dedicação exclusiva e exige Graduação em Comunicação Social e Doutorado em Comunicação Social ou em áreas correlatas.

O edital do concurso (018/2009) está disponível no site:

http://www.prh.ufrn.br/conteudo/concursos/prog_efet018-09.htm

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11/05/2009 // Folha de São Paulo oferece bolsas para pesquisa sobre jornalismo

Regulamento:

O Folha Memória - Programa de Orientação de Pesquisa em História do Jornalismo Brasileiro - dará bolsas para pesquisa de temas de história do jornalismo --entendida, neste programa, no sentido amplo do termo: podem ser propostas pesquisas sobre fenômenos de qualquer época (inclusive contemporâneos) relacionados a qualquer meio jornalístico.

O objetivo deste programa é promover a realização de pesquisas conduzidas com rigor acadêmico, mas apresentadas na forma de um texto de interesse geral (e não na forma de trabalho acadêmico).

As bolsas constituir-se-ão em reembolso de despesas, no valor de R$ 2.300 mensais.

Ao final de cada edição do Folha Memória, uma pesquisa será premiada.

Folha Memória é um programa da Folha de S.Paulo, patrocinado pela Pfizer.

Critérios para inscrição
Poderá se inscrever qualquer pessoa que esteja fazendo ou tenha concluído qualquer curso de graduação em qualquer universidade brasileira.
Só será permitida uma inscrição por pessoa.
É proibida a inscrição de funcionários do Grupo Folha e da Pfizer.

Forma de inscrição
A inscrição é feita mediante o preenchimento, pela internet, de uma ficha de inscrição à qual deverá ser anexado o projeto de pesquisa (ver item 3).
As inscrições se encerram à meia-noite do dia 28/6/2009. Não serão aceitas inscrições após este prazo, qualquer que seja o motivo do atraso.

Diretrizes para o projeto
O projeto deve ser apresentado por escrito, em não mais de 5.000 toques, em documento de Word anexado à ficha de inscrição.

O projeto deve conter, nesse máximo de 5.000 toques, as seguintes informações sobre o trabalho a ser desenvolvido pelo candidato:
Tema - o candidato deve explicar o que especificamente quer pesquisar. Devem ser delimitados, sempre que possível, época, espaço geográfico, veículos e aspectos que serão pesquisados.
Justificativa - o candidato deve explicar a relevância e o ineditismo do tema que quer pesquisar.
Método de pesquisa - o candidato deve explicitar se pesquisará apenas em bibliografia ou se pretende conduzir entrevistas ou fazer outro tipo de levantamento. Também deve indicar se haverá material iconográfico e de que tipo.
Cronograma - o candidato deve listar as etapas da pesquisa e especificar o período de conclusão de cada uma. Todo o período de execução da pesquisa, incluindo a redação final, deve ser realizado no prazo máximo de seis meses.
Apresentação - o candidato deve esboçar a estrutura de seu trabalho final, na forma de um livro de interesse geral (e não de uma dissertação ou tese acadêmica).

Seleção dos projetos
A Folha selecionará, dentre os inscritos, 30 projetos finalistas.
Os projetos finalistas serão avaliados por uma banca composta por um profissional da Folha, um profissional da Pfizer e um especialista externo convidado.
Caso a banca considere necessário, um número indeterminado de finalistas será chamado para entrevista.
A banca selecionará três projetos para outorga das bolsas.
A decisão da banca é irrevogável.
A divulgação dos contemplados será feita em 9/8/2009 e as pesquisas começam em seguida.

Outorga das bolsas
Para aderir ao programa, o autor do projeto assinará termo em que declara estar ciente do regulamento e de acordo com suas normas.
Cada bolsista terá um orientador designado pela Folha, a quem deverá fazer relatórios mensais sobre o andamento da pesquisa e a redação do trabalho. O orientador, se julgar necessário, pode alterar a periodicidade para entrega de relatórios.
O orientador, se julgar necessário, definirá, em acordo com o bolsista, alterações no projeto inicial.
Cada bolsista receberá, por mês, pelo período de seis meses (de 10/8/2009 a 5/2/2010), bolsa de R$ 2.300,00, na forma de reembolso por despesas comprovadas, respeitadas as condições deste regulamento.
Estarão ainda à disposição de cada um dos três bolsistas R$ 3.000,00 para viagens, desde que justificadas por escrito pelo bolsista e aprovadas pela Editoria de Treinamento da Folha. Também neste caso, o bolsista se compromete a prestar contas dos gastos, por meio da apresentação das notas fiscais e recibos.
O bolsista que não cumprir os prazos para entrega do trabalho estará sujeito a desclassificação e à devolução do dinheiro que já tenha recebido para a pesquisa.
O mesmo valerá para atrasos recorrentes na entrega dos relatórios ao orientador.
A decisão sobre a desclassificação ou não do bolsista caberá ao orientador e à Editoria de Treinamento da Folha e será irrevogável.

Produto final
O trabalho final deve ser redigido na forma de um livro –e não como trabalho acadêmico- e deve ter entre 80 e 100 laudas (de 168 mil a 210 mil toques).
O texto integral do livro deve ser apresentado em 5 de fevereiro de 2010.
Outorga dos prêmios
Os textos finais serão avaliados por uma banca formada por um profissional da Pfizer, um da Folha e um especialista externo.
Até 21/3/2010 será divulgado o vencedor do programa, que receberá um laptop com processador Core 2 Duo de 2 GHz, memória de 3 Gbytes, disco rígido de 160 Gbytes, placa de vídeo de 128 Mbytes e placa para conexão sem fio.
Esse prêmio, pessoal e intransferível, não poderá ser trocado por dinheiro.
A Publifolha publicará em livro o trabalho vencedor. Os outros dois trabalhos podem também ser publicados, dependendo de avaliação editorial.
A banca se reserva o direito de não premiar nenhum dos três trabalhos, caso julgue que nenhum deles tenha atingido um patamar mínimo de qualidade para a láurea.
A decisão da banca é irrevogável.

Fonte: http://folhamemoria.folha.com.br

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10/05/2009 // Rosamaria

scrap para orkut

RecadosOnline - Confira mais figuras para Dia das Mães


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10/05/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Comoveu-me muito tua mensagem,mas não posso deixar de dizer que, se teu amor é grande,o meu é muito maior. Sou feliz pelo que és! Beijos da mamãe.

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09/05/2009 // 5 vagas na Universidade Federal do Maranhão

Prezados/as,

A Universidade Federal do Maranhão - UFMA está com inscrições abertas para o Concurso para Professor Efetivo, Adjunto, Dedicação Exclusiva para a área de Comunicação - Campus de Imperatriz.
Vencimento inicial: R$ 6.722,24

São 05 (cinco) vagas distribuidas nas seguintes áreas:

Doutorado em qualquer área, com graduação em comunicação:
01 - Produção de telejornais
01 - Planejamento gráfico editorial
01 - Teorias e metodologias jornalísticas
01 - Fotografia e Reportagem

Doutorado em qualquer área, com graduação em desenho industrial ou design:
01 - Design gráfico (graduação em desenho industrial ou design)

A UFMA também lançará nos próximos dias o edital de mais um concurso, mas desta vez para o Departamento de Comunicação, em São Luis, dentro das metas do REUNI.
São 02 (duas) vagas para Professor Adjunto - DE, na área de Jornalismo em Redes, sendo que o candidato deve ter habilitação em jornalismo.

Informações e edital completo pelo endereço: www.ufma.br

Com cordiais saudações,

Rogério Costa
DCS/UFMA

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08/05/2009 // Piratas somalis enfrentam a pirataria europeia

ESTÃO-NOS MENTINDO SOBRE OS PIRATAS

The Independent - Johann Hari

Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê esse artigo, a Marinha Real Inglesa – e navios de mais 12 nações, dos EUA à China – navega rumo aos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro. Mais algumas horas e estarão bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta. Por trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado. Os miseráveis que os governos ‘ocidentais’ estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar – e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.

Os piratas jamais foram exatamente o que pensamos que fossem. Na "era de ouro dos piratas" – de 1650 a 1730 – o governo britânico criou, como recurso de propaganda, a imagem do pirata selvagem, sem propósito, o Barba Azul que ainda sobrevive. Muita gente sempre soube disso e muitos sempre suspeitaram da farsa: afinal, os piratas foram muitas vezes salvos das galés, nos braços de multidões que os defendiam e apoiavam. Por quê? O que os pobres sabiam, que nunca soubemos? O que viam, que nós não vemos? Em seu livro Villains Of All Nations, o historiador Marcus Rediker começa a revelar segredos muito interessantes.

Se você fosse mercador ou marinheiro empregado nos navios mercantes naqueles dias – se vivesse nas docas do East End de Londres, se fosse jovem e vivesse faminto –, você fatalmente acabaria embarcado num inferno flutuante, de grandes velas. Teria de trabalhar sem descanso, sempre faminto e sem dormir. E, se se rebelasse, lá estavam o todo-poderoso comandante e seu chicote [ing. the Cat O’ Nine Tails, lit. "o Gato de nove rabos"]. Se você insistisse, era a prancha e os tubarões. E ao final de meses ou anos dessa vida, seu salário quase sempre lhe era roubado.

Os piratas foram os primeiros que se rebelaram contra esse mundo. Amotinavam-se nos navios e acabaram por criar um modo diferente de trabalhar nos mares do mundo. Com os motins, conseguiam apropriar-se dos navios; depois, os piratas elegiam seus capitães e comandantes, e todas as decisões eram tomadas coletivamente; e aboliram a tortura. Os butins eram partilhados entre todos, solução que, nas palavras de Rediker, foi "um dos planos mais igualitários para distribuição de recursos que havia em todo o mundo, no século 18 ".

Acolhiam a bordo, como iguais, muitos escravos africanos foragidos. Os piratas mostraram "muito claramente – e muito subversivamente – que os navios não precisavam ser comandados com opressão e brutalidade, como fazia a Marinha Real Inglesa." Por isso eram vistos como heróis românticos, embora sempre fossem ladrões improdutivos.

As palavras de um pirata cuja voz perde-se no tempo, um jovem inglês chamado William Scott, volta a ecoar hoje, nessa pirataria new age que está em todas as televisões e jornais do planeta. Pouco antes de ser enforcado em Charleston, Carolina do Sul, Scott disse: "O que fiz, fiz para não morrer. Não encontrei outra saída, além da pirataria, para sobreviver".

O governo da Somália entrou em colapso em 1991. Nove milhões de somalianos passam fome desde então. E todos e tudo o que há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá o que houvesse. Ao mesmo tempo, viram nos mares da Somália o local ideal onde jogar todo o lixo nuclear do planeta.

Exatamente isso: lixo atômico. Nem bem o governo desfez-se (e os ricos partiram), começaram a aparecer misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que jogavam ao mar contêineres e barris enormes. A população litorânea começou a adoecer. No começo, erupções de pele, náuseas e bebês malformados. Então, com o tsunami de 2005, centenas de barris enferrujados e com vazamentos apareceram em diferentes pontos do litoral. Muita gente apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300 mortes.

Quem conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália: "Alguém está jogando lixo atômica no litoral da Somália. E chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio, encontram-se praticamente todos." Parte do que se pode rastrear leva diretamente a hospitais e indústrias européias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos tóxicos à Máfia, que se encarrega de "descarregá-los" e cobra barato. Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os governos europeus estariam fazendo para combater esse ‘negócio’, ele suspirou: "Nada. Não há nem descontaminação, nem compensação, nem prevenção."

Ao mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares da Somália, atacando uma de suas principais riquezas: pescado. A Europa já destruiu seus estoques naturais de pescado pela superexploração – e, agora, está superexplorando os mares da Somália. A cada ano, saem de lá mais de 300 milhões de atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente, por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais passam fome.

Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100 quilômetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters: "Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o litoral da Somália."

Esse é o contexto do qual nasceram os "piratas" somalianos. São pescadores somalianos, que capturam barcos, como tentativa de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo menos, como meio de extrair deles alguma espécie de compensação.

Os somalianos chamam-se "Guarda Costeira Voluntária da Somália". A maioria dos somalianos os conhecem sob essa designação. [Matéria importante sobre isso, em http://wardheernews.com/Articles_09/April/13_armada_not_solution_muuse.html : "The Armada is not a solution".] Pesquisa divulgada pelo site somaliano independente WardheerNews informa que 70% dos somalianos "aprovam firmemente a pirataria como forma de defesa nacional".

Claro que nada justifica a prática de fazer reféns. Claro, também, que há gângsteres misturados nessa luta – por exemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do World Food Programme. Mas em entrevista por telefone, um dos líderes dos piratas, Sugule Ali disse: "Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam nosso peixe." William Scott entenderia perfeitamente.

Por que os europeus supõem que os somalianos deveriam deixar-se matar de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente os pesqueiros europeus (dentre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma? A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo… imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra.

A história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu no século 4º AC. Foi preso e levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou "o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares." O pirata riu e respondeu: "O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador." Hoje, outra vez, a grande frota europeia lança-se ao mar, rumo à Somália – mas… quem é o ladrão?

Tradução de Caia Fittipaldi

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08/05/2009 // A musa do Arquivo da Universidade de Coimbra

Sob o olhar do D. João III

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10/05/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Oba, belo retorno do blog! A musa é linda, faz jus ao título! Estamos com saudades de vocês. Beijos, milhões de beijos!

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08/05/2009 // 7 vagas para a Universidade Federal do Ceará

Caros colegas,

Gostaria de contar com a colaboração de todos para a divulgação de Concurso para Professor Efetivo - Classe Adjunto - na Universidade
Federal do Ceará (Campus de Fortaleza). Estão abertas 07(sete) vagas associadas à implantação do curso de Cinema e Audiovisual da nossa
Instituição. As inscrições se entendem do dia 11 de maio a 09 de junho de 2009 e os setores de estudo são:
Direção de Fotografia para Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Teorias da Arte, do Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Som para Cinema e Audiovisual 40 h / DE - 01 vaga
Edição-Montagem em Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Realização / Direção em Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Produção de Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Pesquisa e Metodologia Científica - 40 h / DE - 01 vaga

Vale ressaltar que o Programa de Pós- Graduação em Comunicação da UFC tem uma linha de pesquisa em Fotografia e Audiovisual o que constitui uma possibilidade de inserção dos profissionais, que atendam as exigências de
ingresso no Programa, na nossa Pós-Graduação.

O Instituto de Cultura e Arte (ICA), ao qual os professores concursados serão vinculados, abriga, entre outros, os cursos de Filosofia e Comunicação social. Além do Curso de Cinema e Audiovisual, como já referido, o ICA está abrindo vagas também para o novo curso de Artes Cênicas. Há, desta forma, um ambiente de trabalho convidativo para a construção de novos projetos e práticas.

Maiores informações sobre este Concurso podem ser encontradas no site da
UFC: www.srh.ufc.br/editais.htm

Atenciosamente,
Profa. Inês Vitorino
Coordenadora do PPGCOM da UFC

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20/04/2009 // Em outubro, aqui

Género, Media e Espaço Público

Coimbra, 22 e 23 de Outubro de 2009

Call for Papers

O Instituto de Estudos Jornalísticos (IEJ) da Universidade de Coimbra e o Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) da Universidade Nova de Lisboa convidam investigadores e estudantes de pós-graduação a submeterem comunicações originais ao Congresso “género, media e espaço público” a realizar na Universidade de Coimbra.

O Congresso debruçar-se-á sobre os contextos sociais, políticos, económicos e culturais das questões de género nos media e na comunicação, acolhendo propostas nos seguintes temas:

- Espaço Público, interculturalidade e género;
- Media e sexualidades;
- Novos Media, cibercultura e género;
- Género e práticas de consumo/recepção;
- Género e Culturas Visuais;
- Género, Saúde e Educação.

Normas e datas de submissão

As propostas (em português, espanhol ou inglês) deverão ter o seguinte formato:

- Título;
- Resumo de 200-300 palavras;
- Lista de 4 referências bibliográficas;
- 3 palavras-chave.

Datas:
- Submissão de resumos até: 15 de Junho
- Notificação da aceitação: 15 de Julho
- Textos finais (não superiores a 7000 palavras, incluindo notas e referências ): 15 de Setembro

Para submeter o resumo, por favor, preencha o formulário.

Os artigos completos deverão ser enviados para coloquiogenero@gmail.com

Site do congresso: http://mediagenero.wordpress.com/

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19/04/2009 // A ressurreição do Pequeno Príncipe da esquerda latino-americana

Barack Obama recebe exemplar de 'As veias abertas da América Latina' das mãos de Hugo Chávez neste sábado (18) em Trinidad e Tobago. (Foto: AP)

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19/04/2009 // Fragmento deste belo brado do Eduardo Galeano para o mundo - primeira edição

CENTO E VINTE MILHÕES DE CRIANÇAS NO CENTRO DA TORMENTA

Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. Passaram os séculos, e a América Latina aperfeiçoou suas funções. Este já não é o reino das maravilhas, onde a realidade derrotava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus das conquistas, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando como um serviçal. Continua existindo a serviço de necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que ganham, consumindo-os, muito mais do que a América Latina ganha produzindo-os. São muito mais altos os impostos que cobram os compradores do que os preços que recebem os vendedores; e no final das contas, como declarou em julho de 1968 Covey T. Oliver, coordenador da Aliança para o Progresso, “falar de preços justos, atualmente, é um conceito medieval. Estamos em plena época da livre comercialização...” Quanto mais liberdade se outorga aos negócios, mais cárceres se torna necessário construir para aqueles que sofrem com os negócios. Nossos sistemas de inquisidores e carrascos não só funcionam para o mercado externo dominante; proporcionam também caudalosos mananciais de lucros que fluem dos empréstimos e inversões estrangeiras nos mercados internos dominados.
“Ouve-se falar de concessões feitas pela América Latina ao capital estrangeiro, mas não de concessões feitas pelos Estados Unidos ao capital de outros países... É que nós não fazemos concessões”, advertia, lá por 1913, o presidente norte-ameiricano Woodrow Wilson. Ele estava certo: “Um país - dizia - é possuído e dominado pelo capital que nele se tenha investido.” E tinha razão. Na caminhada, até perdemos o direito de chamarmo-nos americanos, ainda que os haitianos e os cubanos já aparecessem na História como povos novos, um século antes de os peregrinos do Mayflower se estabelecerem nas costas de
Plymouth. Agora, a América é, para o mundo, nada mais do que os Estados Unidos: nós habitamos, no máximo, numa sub-América, numa América de segunda classe, de nebulosa identificação.

É a América Latina, a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal tem-se acumulado e se acumula até hoje nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar têm sido sucessivamente determinados, de fora, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo. A cada um dá-se uma função, sempre em benefício do desenvolvimento da metrópole estrangeira do momento, e a cadeia das dependências sucessivas torna-se infinita, tendo muito mais de dois elos, e por certo também incluindo, dentro da América Latina, a opressão dos países pequenos por seus vizinhos maiores e, dentro das fronteiras de cada país, a exploração que as grandes cidades e os portos exercem sobre suas fontes internas de víveres e mão-de-obra. (Há quatro séculos, já existiam dezesseis das vinte cidades latino-americanas mais populosas da atualidade.)
Para os que concebem a História como uma disputa, o atraso e a miséria da América Latina são o resultado de seu fracasso. Perdemos; outros ganharam. Mas acontece que aqueles que ganharam, ganharam graças ao que nós perdemos: a história do subdesenvolvimento
da América Latina integra, como já se disse, a história do desenvolvimento do capitalismo mundial. Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos.

Na alquimia colonial e neo-colonial, o ouro se transforma em sucata e os alimentos se convertem em veneno. Potosí, Zacatecas e Ouro Preto caíram de ponta do cimo dos esplendores dos metais preciosos no fundo buraco dos filões vazios, e a ruína foi o destino do pampa chileno do salitre e da selva amazônica da borracha; o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos ou alguns povoados petrolíferos de Maracaibo têm dolorosas razões para crer na mortalidade das fortunas que a natureza outorga e o imperialismo usurpa. A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes - dominantes para dentro, dominadas de fora - é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga.
A brecha se amplia. Em meados do século passado, o nível de vida dos países ricos do mundo excedia em 50% o nível dos países pobres. O desenvolvimento desenvolve a desigualdade: Richard Nixon anunciou, em abril de 1969, em seu discurso perante a OEA, que no fim do século XX a renda per capita nos Estados Unidos será quinze vezes mais alta do que esta mesma renda na América Latina. A força do conjunto do sistema imperialista descansa na necessária desigualdade das partes que o formam, e esta desigualdade assume magnitudes cada vez mais dramáticas. Os países opressores tornam-se cada vez mais ricos em termos absolutos, porém muito mais em termos relativos, pelo dinamismo da disparidade crescente. O capitalismo central pode dar-se ao luxo de criar e acreditar em seus próprios mitos de opulência, mas os mitos não são comíveis, e os países pobres que constituem o vasto capitalismo periférico o sabem muito bem. A renda média de um cidadão norte-americano é sete vezes maior que a de um latino-americano, e aumenta num ritmo dez vezes mais intenso. E as médias enganam, pelos insondáveis abismos que se abrem, ao sul do rio Bravo, entre os muitos pobres e os poucos ricos da região. No topo, com efeito, seis milhões de latino-americanos açambarcam, segundo as Nações Unidas, a mesma renda que 140 milhões de pessoas situadas na base de pirâmide social. Há 60 milhões de camponeses, cuja fortuna ascende a 25 centavos de dólares por dia; no outro extremo, os proxenetas da desgraça dão-se ao luxo de acumular cinco milhões de dólares em suas contas privadas na Suíça ou nos Estados Unidos, e malbaratam na ostentação e luxo estéril - ofensa e desafio - e em inversões improdutivas, que constituem nada menos do que a metade da inversão total, os capitais que América Latina poderia destinar à reposição, ampliação e criação de fontes de produção e de trabalho. Incorporadas desde sempre à constelação do poder imperialista, nossas classes dominantes não têm o menor interesse em averiguar se o patriotismo poderia ser mais rentável do que a traição ou se a mendicância é a única forma possível de política internacional. Hipoteca-se a soberania porque “não há outro caminho”; os álibis da oligarquia confundem interessadamente a impotência de uma classe social com o presumível vazio de destino de cada nação.

Josué de Castro declara: “Eu, que recebi um prêmio internacional da paz, penso que, infelizmente, não há outra solução que a violência para América Latina.” Cento e vinte milhões de crianças se agitam no centro desta tormenta. A população da América Latina cresce como nenhuma outra; em meio século triplicou com sobras. Em cada minuto morre uma criança de doença ou de fome, mas no ano 2000 haverá 650 milhões de latino-americanos, e a metade terá menos de 15 anos de idade: uma bomba de tempo. Entre os 280 milhões de latino-americanos há, atualmente, cinqüenta milhões de desempregados ou subempregados e cerca de cem milhões de analfabetos; a metade dos latino-americanos vive apinhada em moradias insalubres. Os três maiores mercados da América Latina - Argentina, Brasil e México - não chegam a igualar, somados, a capacidade de consumo da França ou da Alemanha Ocidental, mesmo que a população reunida de nossos três grandes exceda de muito a de qualquer país europeu. A América Latina produz, hoje em dia, em relação a sua população, menos alimentos do que antes da última guerra mundial, e suas exportações per capita diminuíram três vezes, a preços constantes, desde a véspera da crise de 1929. O sistema é muito racional do ponto de vista de seus donos estrangeiros e de nossa burguesia de intermediários, que vendeu a alma ao Diabo por um preço que teria envergonhado Fausto. Mas o sistema é tão irracional para com todos os demais que, quanto mais se desenvolve, mais se tornam agudos seus desequilíbrios e tensões, suas fortes contradições. Até a industrialização dependente e tardia, que comodamente coexiste com o latifúndio e as estruturas da desigualdade, contribui para semear o desemprego ao invés de tentar resolvê-lo; estende-se a pobreza e concentra-se a riqueza, que conta com imensas legiões de braços cruzados, que se multiplicam sem descanso.
Novas fábricas se instalam nos pólos privilegiados de desenvolvimento - São Paulo, Buenos Aires, a cidade do México -, porém reduz-se cada vez mais o número da mão-de-obra exigido. O sistema não previu esta pequena chateação: o que sobra é gente. E gente se reproduz. Faz-se o amor com entusiasmo e sem precauções. Cada vez mais, fica gente à beira do caminho, sem trabalho no campo, onde o latifúndio reina com suas gigantescas
terras ociosas, e sem trabalho na cidade, onde reinam as máquinas: o sistema vomita homens. As missões norte-americanas esterilizam maciçamente mulheres e semeiam pílulas, diafragmas, DIUs, preservativos e almanaques marcados, mas colhem crianças; obstinadamente, as crianças latino-americanas continuam nascendo, reivindicando seu direito natural de obter um lugar ao sol, nestas terras esplêndidas, que poderiam dar a todos o que a quase todos negam.
Em princípios de novembro de 1968, Richard Nixon comprovou em voz alta que a Aliança para o Progresso havia cumprido sete anos de vida e, entretanto, agravaram-se a desnutrição e a escassez de alimentos na América Latina. Poucos meses antes, em abril, George W. Ball escrevia em Life: “Pelo menos durante as próximas décadas, o descontentamento das nações pobres não significará uma ameaça de destruição do mundo.
Por mais vergonhoso que seja, o mundo tem vivido, durante gerações, dois terços pobres e um terço rico. Por mais injusto que seja, é limitado o poder dos países pobres”. Ball encabeçara a delegação dos Estados Unidos na Primeira Conferência de Comércio e Desenvolvimento em Genebra, e votara contra nove dos doze princípios gerais aprovados pela conferência, com o objetivo de aliviar as desvantagens dos países subdesenvolvidos no comércio internacional.
São secretas as matanças da miséria na América Latina; em cada ano explodem, silenciosamente, sem qualquer estrépito, três bombas de Hiroxima sobre estes povos, que têm o costume de sofrer com os dentes cerrados. Esta violência sistemática e real continua aumentando: seus crimes não se difundem na imprensa marrom, mas sim nas estatísticas da FAO. Ball diz que a impunidade é ainda possível, porque os pobres não podem
desencadear uma guerra mundial, porém o Império se preocupa: incapaz de multiplicar os pães, faz o possível para suprimir os comensais. “Combata a pobreza, mate um mendigo!”, rabiscou um mestre do humor-negro num muro da cidade de La Paz. O que propõem
os herdeiros de Malthus senão matar a todos os próximos mendigos, antes que nasçam?
Robert McNamara, o presidente do Banco Mundial, que tinha sido presidente da Ford e secretário da Defesa, afirma que a explosão demográfica constitui o maior obstáculo para o progresso da América Latina e anuncia que o Banco Mundial dá prioridade, em seus empréstimos, aos países que realizam planos para o controle da natalidade. McNamara comprova, com pesar, que os cérebros dos pobres pensam cerca de 25% a menos, e os
tecnocratas do Banco Mundial (que já nasceram) fazem zumbir os computadores e geram
complicadíssimas teses sobre as vantagens de não nascer. “Se um país em desenvolvimento, que tem uma renda média per capita de 150 a 200 dólares anuais, consegue reduzir sua fertilidade em 50% num período de 25 anos, ao cabo de 30 anos sua renda per capita será superior pelo menos em 40% ao nível que teria alcançado mantendo sua fertilidade, e duas vezes mais elevada ao fim de 60 anos”, assegura um dos documentos do organismo.

Tornou-se célebre a frase de Lyndon Johnson: “Cinco dólares investidos contra o
crescimento da população são mais eficazes do que cem dólares investidos no desenvolvimento econômico.” Dwight Eisenhower prognosticou que, se os habitantes da Terra continuassem multiplicando-se no mesmo ritmo, não só se intensificaria o perigo de uma revolução, mas também se produziria “uma degradação do nível de vida de todos os povos, o nosso inclusive”.
Os Estados Unidos não sofrem, dentro de suas fronteiras, o problema da explosão demográfica, mas se preocupam, como ninguém, em difundir e impor, nos quatros pontos cardiais, a planificação familiar. Não somente o governo; também Rockefeller e a Fundação Ford sofrem pesadelos com milhões de crianças que avançam, como lagostas, partindo dos horizontes do Terceiro Mundo. Platão e Aristóteles haviam-se ocupado do tema antes de Malthus e McNamara; contudo, em nossos tempos, toda esta ofensiva universal cumpre uma função bem definida: propõe-se justificar a desigual distribuição de renda entre os países e entre as classes sociais, convencer aos pobres que a pobreza é o resultado dos filhos que não se evitam e pôr um dique ao avanço da fúria das massas em movimento e em rebelião. Os dispositivos intra-uterinos competem com as bombas e as metralhadoras, no Sudeste asiático, no esforço para deter o crescimento da população do Vietnã. Na América Latina é mais higiênico e eficaz matar os guerrilheiros nos úteros do que nas
serras ou nas ruas. Diversas missões norte-americanas esterilizaram milhares de mulheres
na Amazônia, apesar de ser esta a zona habitável mais deserta do planeta. Na maior parte dos países latino-americanos não sobra gente: ao contrário, falta. O Brasil tem 38 vezes menos habitantes por quilometro quadrado do que a Bélgica; Paraguai, 49 vezes menos do que a Inglaterra; Peru, 32 vezes menos do que o Japão. Haiti e El Salvador, formigueiros humanos da América Latina, têm uma densidade populacional menor do que a Itália. Os
pretextos invocados ofendem a inteligência; as intenções reais inflamam a indignação. Afinal, não menos da metade dos territórios da Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai e Venezuela está habitada por ninguém. Nenhuma população latino-americana cresce menos do que a do Uruguai, país de velhos; entretanto nenhuma outra nação tem sido tão castigada, por uma crise que parece arrastá-la aos últimos círculos dos infernos. O Uruguai está vazio e seus campos férteis poderiam dar de comer a uma população infinitamente maior do que a que hoje sofre, sobre seu solo, tantas penúrias.

Há mais de um século, um chanceler da Guatemala tinha sentenciado profeticamente: “Seria curioso que do seio dos Estados Unidos, de onde nos vem o mal, nascesse também o remédio.” Morta e enterrada a Aliança para o Progresso, o Império propõe agora, com mais pânico do que generosidade, resolver os problemas da América Latina, eliminando de antemão os latino-americanos. Em Washington, já há motivos para suspeitar que os povos pobres não preferem ser pobres. Mas não se pode querer o fim sem querer os meios: aqueles que negam a libertação da América Latina, negam também nosso único renascimento possível, e de passagem absolvem as estruturas vigentes. Os jovens multiplicam-se, levantam-se, escutam: o que lhes oferece a voz do sistema? O sistema fala uma linguagem surrealista: propõe evitar os nascimentos nestas terras vazias; diz que faltam capitais em países onde estes sobram, mas são desperdiçados; chama de ajuda a ortopedia deformante dos empréstimos e à drenagem de riquezas que os investimentos estrangeiros provocam; convoca os latifundiários a realizarem a reforma agrária, e a oligarquia para pôr em prática a justiça social. A luta de classes não existe - decreta-se -, mais que por culpa dos agentes forâneos que a fomentam; em troca existem as classes sociais, e se chama a opressão de umas por outras de estilo ocidental de vida. As expedições criminosas dos marines têm por objetivo restabelecer a ordem e a paz social, e as ditaduras fiéis a Washington fundam nos cárceres o estado de direito, proíbem as greves e aniquilam os sindicatos para proteger a liberdade de trabalho.

Tudo nos é proibido, a não ser cruzarmos os braços? A pobreza não está escrita nos astros; o subdesenvolvimento não é fruto de um obscuro desígnio de Deus. As classes dominantes põem as barbas de molho, e ao mesmo tempo anunciam o inferno para todos. De certo modo, a direita tem razão quando se identifica com a tranqüilidade e a ordem; é a ordem, de fato, da cotidiana humilhação das maiorias, mas ordem em última análise; a tranqüilidade de que a injustiça continue sendo injusta e a fome faminta. Se o futuro se transforma numa caixa de surpresas, o conservador grita, com toda razão: “Traíram-me.”
E os ideólogos da impotência, os escravos, que olham a si mesmos com os olhos do dono,
não demoram a escutar seus clamores. A águia de bronze do Maine, derrubada no dia da vitória da revolução cubana, jaz agora abandonada, com as asas quebradas sob o portal do bairro velho de La Habana. A partir de Cuba, outros países iniciaram, por vias distintas e com meios distintos, a experiência da mudança: a perpetuação da ordem atual das coisas é a perpetuação do crime. Recuperar os bens que sempre foram usurpados, eqüivale a recuperar o destino.

Os fantasmas de todas as revoluções estranguladas ou traídas, ao longo da torturada
história latino-americana, emergem nas novas experiências, assim como os tempos presentes, pressentidos e engendrados pelas contradições do passado. A história é um profeta com o olhar voltado para trás: pelo que foi e contra o que foi, anuncia o que será. Por isso, neste livro, que quer oferecer uma história da pilhagem e ao mesmo tempo contar como funcionam os mecanismos atuais de espoliação, aparecem os conquistadores nas caraveIas e, próximo, os tecnocratas nos jatos; Hernán Cortês e os fuzileiros navais; os corregedores do reino e as missões do Fundo Monetário Internacional; os dividendos dos traficantes de escravos e os lucros da General Motors. Também os heróis derrotados e as revoluções de nossos dias, as infâmias e as esperanças mortas e ressuscitadas: os sacrifícios fecundos. Quando Alexander von Humboldt investigou os costumes dos antigos habitantes indígenas do planalto de Bogotá, soube que os índios chamavam de quihica as vítimas das cerimônias rituais. Quihica significava porta., a morte de cada eleito abria um novo ciclo de cento e oitenta e cinco luas.

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09/04/2009 // Do topo do Elevador do Mercado Público, à esquerda

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09/04/2009 // À direita

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09/04/2009 // e centro

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09/04/2009 // e aqui do chão

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01/04/2009 // A Toca do Divino: a ala do gabinete

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01/04/2009 // e a ala do dormitório

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01/04/2009 // A lareira para assar pombos

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01/04/2009 // e o olhar da sala à direita

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01/04/2009 // O olhar da sala à esquerda

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01/04/2009 // na cozinha: à esquerda, a universidade

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07/04/2009 // cely cordeiro

Curitiba - PR

Amei a vista e também suas amigas pombas

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01/04/2009 // À direita, minhas amigas pombas

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01/04/2009 // Por último, a sala-quarto do primeiro piso reservada para o verão

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22/03/2009 // Coimbra vista do shopping Fórum

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23/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Coimbra é muito linda. Estamos adorando as reportagens fotográficas do "No Mundo da Lua News",também. Muitas saudades sentimos de vocês!

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19/03/2009 // A diária vista lateral noturna

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17/03/2009 // O primeiro exemplar

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17/03/2009 // Dona Maria

A instrutora-mor dos meus voos

Hoje resolvi praticar montanhismo urbano. Escalar edifícios. Comodista como sempre, escolhi o mais perto: o da minha memória. É um prédio e tanto. Garboso e arejado. Nem sei quantos andares tem, porque muitos se misturam ou saem a vadiar, mas sempre sobram aqueles para contar histórias. Aportava ainda o primeiro pavimento quando Maria Ferreira de Araújo surgiu. Maria Ferreira de Araújo, minha avó.

- Toma, Álvaro. É um trocadinho, mas não gasta em besteira.

Referia-se a bebida, cigarro e farra, estas coisas essenciais à vida. Como de costume entregou-me algumas notas enroladas no plástico. Havia cruzados novos, da época do Sarney, e cruzeiros do tempo do Larápio das Alagoas. E como de costume o dinheiro estava defasado. Não por culpa dela e sim das sucessivas alterações monetárias no Brasil. Válidas ou não, aquelas cédulas simbolizavam o esmero da solidariedade. Minha avó poupava sem ter. Aliás, é assim. Quem tem gasta e quem não tem guarda.

Ela sempre juntou. A cada dia 5 recebia a miserável pensão do INSS. Vociferava durante 15 minutos, profanava todos os cargos do executivo, incinerava os ocupantes e, já refeita, sorria e me comunicava: “Domingo tem festa”. Tinha mesmo. Donde estivéssemos – no residencial frio e insalubre da Dona Vicentina, no compacto apartamento do Grande Hotel ou no misterioso castelo da APAE –, neste dia colocava o vestido estampado ou o tailleur creme, arrumava-me com a melhor roupa e tomávamos o rumo da rua.

Primeiro a galinha com polenta, em qualquer lugar onde a mesma se encontrasse, e depois o cinema. Sempre às 13h45 passávamos a roleta para degustar dois filmes – em Livramento tinha sessão dupla no Cinema Internacional, o nosso reduto. Uma coisa é certa, o hábito induz o monge. Durante anos, bastava eu passar por algum guichê semelhante a uma bilheteria para, inconscientemente, perguntar qual seria o filme naquele dia. Daí ganhei das repartições públicas e dos bancos a tacha do engraçadinho, debochado, sarcástico. Pura injustiça.

O fascínio pelo cinema advinha do apreço pelo estudo. No caso da minha avó, claro. Estudara o correspondente à metade do ensino fundamental. Entretanto, emanava sapiência e gosto pelas letras. Verdade seja dita, a caligrafia da Dona Maria equivalia a uma pintura. Das belas, lógico. Eu tentava imitá-la, porém me faltava o talento.

Do mesmo modo esforçava-me para compreender as minhas idas ao colégio naqueles dias de renguear cusco e engripar pinguim. À beira da janela, 7h45 da manhã, vidro embaçado, ar ártico e o vento minuano a devastar os ouvidos, amontoava as palavras e inquiria, tal qual um pré-socrático injuriado ante as intempéries do raciocínio lógico:

- Pra que estudar, vó?

- Para voar.

Nunca mais esqueci.
Hoje, vó, começo o estágio pós-doutoral no Instituto de Estudos Jornalísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, aqui em Portugal. Obrigado, Maria Ferreira de Araújo Nunes, por me ensinar a voar.

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18/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Obrigada,Álvaro, por existires! A mãe te adorava. Não acredito em muitas coisas,mas, acredito na semeadura de sementes boas,férteis... É o teu caso.

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17/03/2009 // Vigilância

Aeroporto Internacional de Rivera/Livramento - A atenta Dona Maria controla o assédio ao neto e a Roberto Carlos.

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16/03/2009 // Chegada a Coimbra via Lisboa

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16/03/2009 // Pequena leitura da semana

Os 5 volumes do 7º centenário da Universidade de Coimbra e mais um livro especial da Revista de História das Ideias sobre a mesma

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14/03/2009 // No Mundo da Lua News nas ruas da Baixa

O editor-chefe acompanhado do Gato Vermelho Repórter e da Gatita News

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14/03/2009 // A Gata Maior e o nosso amigo Gato Vermelho Repórter

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14/03/2009 // Na Portagem

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09/03/2009 // Manhã propícia para bem enxergar o Convento de Santa Clara

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09/03/2009 // Na frente do Rio Mondego

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10/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Neusa,estás muito linda! A sogra "coruja" envia muitos beijos!

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09/03/2009 // O viajante pela sala

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09/03/2009 // A cantina do seu Manuel

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10/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

A filosofia da cantina do Seu Manuel é muito legal! Vale a pena ler!!! Abraços de todos os parentes e amigos daqui.Beijos.

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08/03/2009 // Preparando muitas postagens

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06/03/2009 // Na trilha certa

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08/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Sempre estiveste na trilha certa, só que agora estás numa trilha um "pouquinho" mais longe... Era o esperado,não? Estamos todos torcendo por ti, o teu trabalho vai ser maravilhoso! É para a frente que se anda!!!

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05/03/2009 // Viagem

Pronta para percorrer o centro histórico de Coimbra

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05/03/2009 // Academia

No Museu Académico da Universidade de Coimbra, com os azulejos do séc. XVIII

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05/03/2009 // Janaina

Coimbra - MG

Sejam bem-vindos! Vamos marcar um jantar!

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04/03/2009 // Edição extraordinária do Diário de Coimbra

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04/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Muito bem, que tenham uma boa estada! Saudades!!!

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07/02/2009 // O Homem-Bolsa

Prezado Professor Álvaro,

Já lhe enviamos a carta de concessão do apoio para o estágio pós doutoral. No entanto, para que possamos implementar o auxílio concedido, é necessário anexar ao processo o(s) seguinte(s) documento(s):

- Dados bancários de conta corrente, preenchendo o formulário específico de dados bancários, que se encontra nessa página: http://www.capes.gov.br/bolsas/bolsas-no-exterior/estagio-pos-doutoral, no link:
"Formulários on-line "

- Dados para Emissão da passagem, que também se encontra em formulário específico na página da Capes, no link "Formulários on-line" (ver orientações na carta de concessão)

- Termo de Compromisso assinado com a Capes. Escanear o termo de compromisso assinado e nos enviar pela internet, pela página da Capes, e também uma via por correio tradicional.

- Cópia da publicação de autorização de afastamento do país em Diário Oficial, quando servidor público, conforme consta na Carta de Concessão, devendo constar na redação o termo "com ônus Capes" ou "apoio Capes" como concedente do auxílio deslocamento, o nome e o período do evento.

- Carta de aceitação definitiva , caso não tenha sido apresentada na inscrição.

Todos esses documentos devem ser enviados pela internet, na página:
http://www.capes.gov.br/bolsas/bolsas-no-exterior/estagio-pos-doutoral, pelo link "Envio de Documentos Avulsos"

Em caso de dúvida, contate-me.

Atenciosamente,

Técnico: ANDREA CARVALHO VIEIRA GERMANO - andrea.germano@capes.gov.br
CCE/Capes/MEC
61-2104-9016

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06/02/2009 // Yeda Crusius fala para o Boletim do Divino







A governadora do Rio Grande do Sul esclarece por que quer tanto comprar um avião e fala sobre outros assuntos pertinentes à administração do estado gaúcho

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26/01/2009 // Bingo

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20/01/2009 // A entrevista

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02/01/2009 // Projeto Coimbra 2009

Proposta para solicitação da bolsa individual de Pós-Doutorado no Exterior (PDE)

1 - Título do projeto:

A Universidade de Coimbra como matriz do jornalismo brasileiro

2 - Proponente:

Professor doutor Álvaro Nunes Larangeira

3 – Supervisor:

Professora doutora Isabel Maria Guerreiro Nobre Vargues

4 - Instituição nacional do proponente e instituição estrangeira do supervisor:

Universidade Tuiuti do Paraná
Universidade de Coimbra - Portugal


5 - Resumo do projeto:
O plano de estudos, a ser realizado de fevereiro a agosto de 2009 no Instituto de Estudos Jornalísticos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em Portugal, sob a supervisão da professora doutora Isabel Maria Guerreiro Nobre Vargues, pesquisadora referência nas áreas da história da comunicação e história da imprensa lusitanas, tem por objetivo pesquisar na biblioteca, no museu e nos arquivos da secular instituição de ensino a fundamentação de Coimbra como matriz intelectual do jornalismo brasileiro, por ser a base e o paradigma da formação e referencial teórico dos pioneiros do jornalismo brasileiro. Hipólito José da Costa; Frei Tibúrcio José da Rocha; Zeferino Vito de Meireles; Antonio Isidoro da Fonseca; Manoel Antonio da Silva Serva; Diogo Soares da Silva Bivar, Cipriano Barata, D. Rodrigo de Sousa Coutinho e D. Antonio de Araújo de Azevedo formaram-se ou tiveram passagem pela Universidade de Coimbra. O resultado do projeto de pesquisa será divulgado nas publicações Revista de História das Ideias e na Colecção Estudos, da Faculdade de Letras, e condensado em livro para ser lançado em Portugal, pela editora Imprensa da Universidade de Coimbra, e no Brasil, pela Editora Sulina. Pretende-se com o estudo do estágio pós-doutoral contribuir e acrescer um novo olhar a essa temática, para enriquecer as reflexões dos grupos de pesquisa, centros de estudos, faculdades e entidades da área de jornalismo no Brasil e, por extensão e proximidade, em Portugal.


6 - Introdução e justificativa do plano de estudos:

O projeto de pesquisa propõe-se a investigar a vida e a formação em terras lusitanas dos personagens precursores da imprensa brasileira – como Hipólito José da Costa, editor do Correio Braziliense, o primeiro jornal editado por um brasileiro; Frei Tibúrcio José da Rocha, redator da Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso no Brasil; Zeferino Vito de Meireles, editor do Diário do Rio de Janeiro, tido como pioneiro do jornalismo informativo brasileiro; Antonio Isidoro da Fonseca, precedente da impressão no Rio de Janeiro; Manoel Antonio da Silva Serva e Diogo Soares da Silva Bivar, respectivamente tipógrafo e redator do periódico baiano Idade D’Ouro do Brazil, segunda publicação em território nacional; Cipriano Barata, jornalista expoente da imprensa política e publicista brasileira; Rodrigo de Souza Coutinho, conde de Linhares, e Antonio de Araújo de Azevedo, o conde de Barca, idealizadores da Impressão Régia no Brasil –, e a formular o pensamento jornalístico em solo português no período de 1641, ano do surgimento do primeiro periódico lusitano (Gazeta em Que se Relatam as Novas Todas, Que Ouve Nesta Corte, e Que Vieram de Várias Partes no Mês de Novembro de 1641) a 1807, quando do deslocamento da corte do rei D. João para o Brasil, o qual influenciaria a formação intelectual dos precursores da imprensa no Brasil.
O estudo em Portugal incluirá pesquisas nos museus e arquivos da cidade de Coimbra e principalmente na Biblioteca Joanina, da própria universidade, localizada em um prédio concluído em 1725 e cujo acervo contém 60 mil obras dos séculos XVI, XVII e XVIII. A investigação será complementada com o trabalho no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, onde estão guardadas as monografias locais, as quais biografam os habitantes das comarcas, tanto da parte administrativa – o alcaide, o juiz, o militar – quanto da civil, com o comerciante, o educador, o nobre, o empregado. A metodologia de trabalho seguirá as linhas da pesquisa bibliografia, da análise documental, do método biográfico e da análise do discurso, propondo-se a sumariar a literatura e as biografias dos autores pesquisados e resgatar a contribuição teórica de uma das mais antigas universidades do mundo na formação do jornalismo brasileiro.
Acresce-se ao projeto a sintonia da proposta da pesquisa com as investigações desenvolvidas pela professora doutora Isabel Maria Guerreiro Nobre Vargues. Presidente do Conselho Científico do Instituto de Estudos Jornalísticos e coordenadora do grupo de jornalismo “Estudos de Comunicação e Educação” do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, Isabel Vargues organizou em outubro deste ano o colóquio 1808-2008 – dois séculos de Imprensa, com o objetivo de aprofundar a temática da história da imprensa e da comunicação nos séculos XIX e XX, justamente para apontar e discutir novos direcionamentos, fontes, perspectivas e conhecimentos, em reconhecimento à importância da imprensa nas expressivas transformações sociais, políticas e culturais na história da humanidade. Correlato ao tema da pesquisa proposta neste projeto, a investigadora tem obras e comunicações importantes como Imprensa da Faculdade de Coimbra - Uma História Dentro da História, História da história do jornalismo português, A afirmação da profissão de jornalista em Portugal. Um poder entre poderes?, Cultura e Política. Relações Luso-Brasileiras nas mudanças de regime (1889-1974), Jornalismo e Ciências Humanas e Sociais: que interacção?, entre outras, e mais a coordenação da investigação da obra Jornais Diários Portugueses. Um dicionário.


7 - Síntese da revisão bibliográfica:

Em razão da riqueza do tema e da projeção do plano de estudo, as referências bibliográficas básicas estão organizadas em cinco categorias temáticas: 1) Os pioneiros do jornalismo brasileiro; 2) O jornalismo português e seus precursores; 3) O pensamento português e a Universidade de Coimbra; 4) Os referenciais metodológicos; e 5) Teorias do jornalismo. A primeira foi a base da pesquisa para a escolha dos pioneiros do jornalismo brasileiro. Respaldado pela literatura de pesquisadores e estudiosos da imprensa no Brasil – como BAHIA, CHAGAS, DOURADO, ERBOLATO, FRIEIRO, LUSTOSA, MELO, NIZZA DA SILVA, RIZZINI, SODRÉ e VIANNA, entre outros - chegou-se às indicações de Hipólito José da Costa, Frei Tibúrcio José da Rocha, Zeferino Vito de Meireles, Antonio Isidoro da Fonseca, Manoel Antonio da Silva Serva, Cipriano Barata, Diogo Soares da Silva Bivar, Antonio de Araújo e Azevedo e Rodrigo de Sousa Coutinho como os responsáveis pelos primeiros impressos nacionais. Em seguida, tratou-se de buscar as fontes reveladoras das características do jornalismo português principalmente a partir do século XVII, correspondente à primeira publicação lusitana com caráter jornalístico – Gazetas da Restauração, em 1641 –, tendo como referências os trabalhos de ABREU, ARRUDA, BESSA, CHAPARRO, CUNHA, DANTAS, DELGADO, RAFAEL e SANTOS e TENGARRINHA. A terceira providência foi encontrar autores de envergadura nos estudos da cultura e pensamento portugueses no período estipulado e da influência da Universidade de Coimbra na construção cultural lusitana e principalmente como formadora da matriz intelectual do jornalismo brasileiro. Para tanto, o trabalho subsidia-se em sua fase inicial com ALMEIDA, BRAGA, CALAFATE, FONSECA, MARQUES, MOTA, REBELO DA SILVA, RIBEIRO, RODRIGUES e PEREIRA, SILVA BASTOS, VASCONCELOS, VILLAS-BOAS e VARGUES. A quarta parte, a da formulação metodológica da pesquisa, respaldou-se nas publicações de BARROS e DUARTE, CHARAUDEAU e MAINGUENEAU, ECO, VASSALO LOPES, MORIN, SANTAELLA e SOUSA. A quinta divisão compreende as teorizações a respeito do jornalismo, adotando como referência as elaborações intelectuais de CHARAUDEAU, MAINGUENEAU, PONTE, SOUSA e TRAQUINA.
A seguir, a listagem das referências bibliográficas nas respectivas categorias:

1 – Pioneiros do jornalismo brasileiro: Origem e desenvolvimento da imprensa no Rio de Janeiro (1865), de Moreira de AZEVEDO; Jornal, História e Técnica (1967) / Três fases da imprensa brasileira (1960), de Juarez BAHIA; Imprensa nacional – 1808-1908 – apontamentos históricos (1908), de Luís Alves de Oliveira BELO; Anais da imprensa da Bahia – 1811 a 1911 (1911), de Alfredo de CARVALHO; O Brasil sem retoques – 1808-1964 – a história contada por jornais e jornalistas (2001), de Carlos CHAGAS; Hipólito da Costa e o Correio Brasiliense (1957), de Mecenas DOURADO; Técnicas de codificação do jornalismo (1985), de Mário ERBOLATO; Gênese e progresso da imprensa periódica do Brasil (1908), de Eduardo FRIEIRO; Correio Braziliense ou Armazém Literário (2001), de José HIPÓLITO DA COSTA; Insultos impressos – a guerra dos jornalistas na Independência (2000), de Isabel LUSTOSA; Os jornalistas da Independência (1917), de Basílio de MAGALHÃES; História social da imprensa (2003), de José Marques de MELO; Imprensa Brasileira – personagens que fizeram história – v. 1, organizado por José Marques de MELO; A primeira gazeta da Bahia – Idade D’Ouro do Brasil (2005), de Maria Beatriz NIZZA DA SILVA; A imprensa no período colonial (1952), de Alexandre PASSOS; O livro, o jornal e a tipografia no Brasil – 1500 a 1822 (1945) / Hipólito da Costa e o Correio Braziliense (1957) / O jornalismo antes da tipografia (1977), de Carlos RIZZINI; História da imprensa no Brasil - contribuição à imprensa brasileira (1945), de Hélio VIANNA.

2 – Jornalismo português e seus precursores: Boémia jornalística (1927), de Jorge de ABREU; Luís Montês Matoso, historiador e jornalista – uma vida por conhecer e uma obra por publicar (1980), de Virgílio ARRUDA; As gazetas e os livros: a Gazeta de Lisboa e a vulgarização do impresso -1715/1760 (2001), de André BELO; O jornalismo – esboço histórico da sua origem e desenvolvimento até aos nossos dias (1904), de Alberto BESSA; O jornalismo (1899), de Alberto BRAMÃO; Sotaques d’Aquém e d’Além mar – percursos e géneros do jornalismo português e brasileiro (1998), de Manuel Carlos CHAPARRO; Elementos para a história da imprensa periódica portuguesa setecentista (2001), de Norberto Ferreira da CUNHA; Os jornais manuscritos do século XVIII (1941), de Júlio DANTAS; Estudo crítico da obra de Luís Montês Matoso: Anno Noticioso e histórico 1742 (1996), de Maria Rosalina DELGADO; Gazetas da Restauração – 1641-1648 – uma revisão das estratégias diplomático-militares portuguesas (2006), de Eurico Gomes DIAS; Beira Baixa – periódicos religiosos, artísticos, informativos, noticiosos, literários, científicos e políticos – 1500-2000 (2001), de António Tavares PROENÇA; Jornais e revistas portuguesas do século XIX (2001), de Gina Guedes RAFAEL e Manuela SANTOS; História da imprensa periódica portuguesa (1989), de José Tengarrinha;

3 – O pensamento português e a Universidade de Coimbra: Algumas notícias de Luiz Montes Mattozo referentes à universidade e ao corpo acadêmico em 1740 (1965) / Artes e ofícios em documentos da Universidade. v. 1 – século XVI (1970); vols. 2 e 3 – século XVIII (1971/1974) / Subsídios para a história da Universidade de Coimbra e do seu corpo acadêmico – 1801-1821 (1966), de Manuel Lopes de ALMEIDA; História da Universidade de Coimbra – 4 vols.(1892), de Teófilo BRAGA; História do pensamento filosófico português. v. 1 – Idade Média (1999); v. 2 – Renascimento e Contra-reforma (2001); v. 3 – As Luzes (2002), de Pedro CALAFATE; História do pensamento filosófico português. v. 4 – O século XIX (2004), de Pedro CALAFATE e Manuel Cândido PIMENTEL; A Universidade de Coimbra 1770-1771. Estudo social e econômico (1995), de Fernando Taveira da FONSECA; O Marquês de Pombal e as Reformas do Ensino (1989), de Joaquim Ferreira GOMES; A Academia Real da História: os intelectuais, o poder central e o poder monárquico no século XVIII (2003), de Isabel Ferreira da MOTA; História de Portugal nos séculos XVII e XVIII (1867), de Luiz Augusto REBELO DA SILVA; História dos estabelecimentos científicos, literários e artísticos de Portugal (1871), de José Silvestre RIBEIRO; O Pensamento político em Portugal no século XVIII (1983), de José Manuel Esteves PEREIRA; Portugal: dicionário histórico, chorográfico, biographico, bibliographico, heráldico, numismático e artístico. 7 vols. (1904-1915), de Guilherme RODRIGUES e José Manuel Esteves PEREIRA; História de Portugal, vol. VI – O Despotismo Iluminado. 1750-1807 (1982), de Veríssimo SERRÃO; História da censura intelectual em Portugal (1926), de José Timóteo da SILVA BASTOS; Estatutos Pombalinos – anais da Universidade de Coimbra (1772); Etnografia portuguesa: tentame de sistematização. 6 vols. (1933-1975), de José Leite de VASCONCELOS; Compêndio histórico do estado da Universidade de Coimbra (1771), de Manuel do Cenáculo VILLAS-BOAS; e Imprensa da Faculdade de Coimbra - Uma História Dentro da História (2004), de Isabel Nobre VARGUES.

4 – Referenciais metodológicos: Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação (2006), organizado por Antonio BARROS e Jorge DUARTE; Dicionário de Análise do Discurso (2004), de Patrick CHARAUDEAU e Dominique MAINGUENEAU; Como se faz uma tese (1996), Umberto ECO; Pesquisa em comunicação – formulação de um modelo metodológico (1996), de Maria Immacolata Vassalo LOPES; Epistemologia da comunicação (2003), organizado por Maria Immacolata Vassalo LOPES; Ciência com consciência (1996) / O Método 4 – as idéias (1998), de Edgar MORIN; Comunicação e pesquisa (2001), de Lucia SANTAELLA; Elementos de teoria e pesquisa da comunicação e da mídia (2004), de Jorge Pedro SOUSA;

5 – Teorias do jornalismo: Discurso das mídias (2006), de Patrick CHARAUDEAU; Análise de textos de comunicação (2002) / Gênese dos discursos (2005), de Dominique MAINGUENEAU; Para entender as notícias (2005), de Cristina PONTE; Construindo uma teoria multifactorial da notícia como uma teoria do jornalismo (2004) / Elementos de jornalismo impresso (2005) / Construindo uma teoria do jornalismo (2002) / As notícias (1994) / As notícias e seus efeitos (2000), de Jorge Pedro SOUSA; Teorias do jornalismo – porque as notícias são como são. v. 1 (2004) / Teorias do jornalismo – a tribo jornalística: uma comunidade interpretativa transnacional. v. 2 (2005), de Nelson TRAQUINA; Jornalismo: questões, teorias e ‘estórias’ (1993), organizado por Nelson TRAQUINA;

10 - Plano de trabalho e cronograma da execução do estágio:

O acervo da biblioteca geral da secular Universidade de Coimbra compõe-se de livros, manuscritos e periódicos dos séculos XV a XVIII. Como passaram pelos bancos da Universidade de Coimbra, nos cursos de Direito e Filosofia, os referenciais do jornalismo brasileiro como Hipólito José da Costa, Frei Tibúrcio José da Rocha; Zeferino Vito de Meireles, Antonio Isidoro da Fonseca, Manoel Antonio da Silva Serva, Diogo Soares da Silva Bivar, Antonio de Araújo e Azevedo, o Conde de Barca, e Rodrigo Coutinho, o conde de Linhares, e também editores das primeiras publicações jornalísticas portuguesas como Antonio de Souza de Macedo (Mercúrio Portuguez – 1663), José Freire de Monterroyo Mascarenhas (Gazeta de Lisboa – 1715) e Padre Luiz Montez Mattozo – Anno Noticioso e Histórico; Folheto de Lisboa – 1740), a investigação na Universidade de Coimbra estudará com especial ênfase a influência do Marquês de Pombal. O todo-poderoso primeiro-ministro do período 1755-77 reformulou o ensino português, retirando da Igreja a primazia pela educação, e reestruturou o ensinamento da Universidade de Coimbra com a instituição dos Estatutos Pombalinos (1772), nos quais se distanciou da abordagem eclesiástica dominante em Coimbra, alterou o ensino em Direito com a exigência de disciplinas históricas e filosóficas com olhares laicos liberais e iluministas e instituiu a criação da faculdade de Filosofia, em especial a Filosofia Natural. A passagem por Coimbra de muitos dos personagens promotores do jornalismo brasileiro se deu justamente a partir dessa fase.
O segundo percurso da pesquisa será Lisboa. Na capital portuguesa encontra-se o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, no qual a pesquisa encorpar-se-á com a documentação da Inquisição em Lisboa, Coimbra e Évora e do Tribunal do Santo Ofício, de 1536 a 1821, da Real Mesa Censória e da Mesa da Comissão Geral Sobre o Exame e Censura dos Livros, criadas na segunda metade do século XVIII, do Desembargo do Paço (1750/1833), da Real Academia de História, da Chancelaria-Mor da Corte e do Reino (1642/1833), da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino (1554/1928), das Companhias Gerais do Grão-Pará, Maranhão, Pernambuco e Paraíba, da Junta do Comércio portuguesa de 1739 a 1834, da Intendência Geral de Polícia, entre 1460 e 1834, das Leis e Ordenações de 1222 a 1926, e dos arquivos distritais com registros dos cartórios, tribunais, hospitais, paróquias e vasto material genealógico das histórias das famílias, em especial as monografias locais e suas descrições e perfis das eminentes figuras das comarcas.
De volta a Coimbra, serão reservados os últimos dois meses da pesquisa para, em parceria com a supervisora, organizar, selecionar, sistematizar e analisar o material coletado, produzir o relatório da finalização da pesquisa, fazer artigos para publicações especializadas portuguesas e revistas Qualis A nacional e internacional e redigir o livro tendo em vista a possibilidade de publicá-lo com o aval da própria universidade, conforme consta no Programa de Pós-doutoramento da instituição – “até o final do programa elaborar relatório sobre a atividade desenvolvida, o qual resultará num texto a ser publicado pela Imprensa da Universidade –, e de uma editora brasileira, no caso a Sulina.

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04/01/2009 // Janaina Barcelos

Coimbra - MG

Caro professor, sou brasileira e mestranda em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra. Acompanho seu blogue e queria parabenizá-lo pelo projeto!

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21/12/2008 // Bingo

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21/12/2008 // Fernanda Castilho Santana

Coimbra - SP

Olá,

Seja bem vindo à Coimbra. Deixo meu convite para conhecer o IEJ (Instituto de Estudos Jornalísticos) e os pesquisadores brasileiros do mestrado em comunicação e jornalismo.
Deixo meu e-mail caso queira entrar em contato:fernandacasty@yahoo.com.br.

abraços,

F.C.

ps: traga suas blusas de lã e casacos, pois este ano o inverno aqui está mais rigoroso.

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21/12/2008 // Minha sala, a partir de fevereiro

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04/01/2009 // Janaina Barcelos

Coimbra - MG

Hum, que beleza! Vai pesquisar o acervo da Biblioteca Joanina!!!! Será muito bem-vindo, como já disse minha colega Fernanda.

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01/11/2008 // Flagrante do Imac

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31/10/2008 // A máquina

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31/10/2008 // e aqui o homem e a máquina

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25/10/2008 // A primeira página do livro

A origem de tudo

Nem bem ele foi dado à luz e algumas questões existenciais passaram a atormentá-lo. Primeiro, a tríade elementar hegeliana: o ser, o não-ser e o vir-a-ser. Logo em seguida, os primados ôntico e ontológico do ser na perspectiva heideggeriana. Digressões, convenhamos, tanto quanto pesadas para quem nascera havia minutos. Mas eram apenas o prelúdio da avalancha a encobrir tão impúberes neurônios. Compunham a segunda leva os conceitos da bacia semântica do Durand, da fusão do horizonte de Gadamer e o dos rizomas freáticos da existência, patenteado pelo filósofo Divino Habsburgo.

Pensou em pensar. Porém, estar de cabeça para baixo complicava. Pego pelos pés, sentia-se um ioiô arremessado à vida. Estranhou o tapa nas costas, o chacoalhar e o movimento daqueles seres aventalados.

- É um menino, anunciou a enfermeira. Qual é o nome?

E antes da resposta da Rosamaria, a bela mulher ainda entorpecida pelo parto, ele antecipou-se.

- Eu de Mim Mesmo.

Foi um pandemônio.

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07/10/2008 // Histórias reais da era das convergências tecnológicas II

A versão tecnoumana do nascimento do computador pessoal

Por Álvaro Larangeira

Todo dia ele fazia tudo sempre igual. Acordava a contragosto às 6h, tomava o café descafeinado, deglutia uma fatia de pão pós-transgênico e findava o desjejum com a laranjada sem laranja. Retirava-se da mesa e partia para as leituras. Ulisses nos primeiros 60 minutos e Heidegger e Heráclito na hora seguinte. O restante do horário de estudos, uma hora e meia, reservava ao grego e alemão. Para ler nos originais, justificava.

Todo dia Divininho fazia tudo sempre igual a uma criança comum, se levada em consideração a idade: seis anos. Isso até aquela data, 12 de outubro. Neste dia, despertou perto da uma, sem haver como o tirar da cama antes, menosprezou o brequefeste e fez pouco caso das obras completas dos autores sobreditos e do livro do James Joyce, no qual empacara na duomilésima nona página havia 12 meses.

Para surpresa da família, nem falou sobre a validade da hermenêutica gadameriana aplicada às vicissitudes da existência do capitalismo socialista quando em apuros ou da cientificidade do pensamento científico no cientificismo do não-ser sabe-se lá quem, como costumava proferir nos costumeiros diálogos dialéticos e dialógicos com Paul Rabbit, seu gato e único ser inteligente em condições de confabular com o menino graças às seis vidas passadas - das quais nada sabemos - e também por causa da deficiência do ensino fundamental ainda carente duma epistemologia pedagógica mais adequada aos anseios intelectivos da infância.

Bombado, ele falou. “Hoje tô bombado.” A mãe, sempre a mãe, estranhou a frase advinda daquele indivíduo com meia dúzia de anos. Terei trocado o café pelo chá de cogumelo?, questionou-se a matriz do nosso personagem, acossada pelo remorso das experiências metafísicas pretéritas. Dúvida logo dissipada, pois Divino Júnior desprezara a alimentação matinal, afora ninguém mais sorver este tipo de líquido.

Porém, ele parecia, sim, fora da casinha. Divininho emperiquitou-se com o fardão tamanho míni a ele presenteado pela Academia Brasileira de Letras Mirim, quando da assunção [ô loco!] à cadeira n° 1001 da ilibada instituição literomaníaca, e chamou sua mãe – a dele, não a sua. Hoje é o Dia das Crianças? Ãrrã, ouviu. Posso pedir qualquer presente? Em tese, sim, foi a resposta. Então quero ser um IMACSUNGHPDELLCJTX2075. Ok.

Nascia assim o primeiro computador pessoal da humanidade. Aliás, pessoalíssimo.

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07/10/2008 // Rosamaria Araujo Nunes

Porto Alegre - RS

Parabéns! Corajoso,hem? Segue adiante,estão maravilhosos,incríveis!!!

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22/09/2008 // Histórias reais da era das convergências tecnológicas

Conseqüência presumível

Por Álvaro Larangeira

Só podia dar nisso: Patrícia estava grávida. Apenas 13 anos e embuchada – pode parecer grosseira, quiçá cruel, porém é a palavra adequada para a situação. Quem observava a menina (menina?) previra o desfecho. Aquele grude transpusera a normalidade. Tornara-se uma tara. Isso mesmo, tara. A avó, sempre mais atenta e respaldada pela inata percepção pan-óptica feminina, percebera a atração doentia da neta e até a aconselhara a largar aquela – perdoai-nos, senhor, pelo termo – coisa. “Coisa, não, vó!”, retrucava Paty. Para a mocinha, ele era solidário, cúmplice e incapaz do gosto pelas infidelidades inerentes à vida. Em resumo, o companheiro ideal.

A avó alertou a filha, e esta resolveu recorrer às conhecidas propriedades psicoterapêuticas da leitura em casos propensos à lascívia precoce. Presenteou a protoadolescente com a literatura condizente à idade. Primeiro, Alice no País das Maravilhas, Meu Pé de Laranja Lima e, já projetando a carreira artística, O Pequeno Príncipe. Nada. Em seguida, esperançosa da eficácia da filosofia no abrandamento dos espíritos inquietos, mimoseou a caçula com Crítica da Razão Pura, do Kant, e Meus Demônios, do Morin. Inútil. Sem sucesso, apelou: A Função do Orgasmo, do Reich, e Kama Sutra para Adolescentes, dalgum tarado. Nem cócegas.

Simples. Patrícia queria apenas o seu objeto do desejo e mais nada. Começara com conversinhas ao ouvidinho e intermináveis risadinhas. Depois, joguinhos. Nos últimos tempos, fotinhos e videozinhos pra lá e pra cá. Pronto, o distinto ser passou a fazer parte daquele tenro corpinho auroreal. Era manhã, tarde e noite. Inclusive madrugadas. Na escola, nas escadas e nas baladas. O tempo inteiro. Daí a desconfiança daquelas almas ligadas à salutar espiada da vida alheia. Viam-na carregá-lo tal qual um tesouro, um pote de ouro, uma – remitais novamente, ó senhor, pela comparação – bíblia.

E assim foi, até o fatídico dia.

- Mãe, estou grávida.
- De quem? – perguntou a genitora daquele cristalino bibelô, apenas por praxe.
- Não sei.

E era verdade. Patricinha, assim chamada pelas amigas patricinhas, tinha três celulares. Portanto, desconhecia quem fosse o verdadeiro pai da criança. Uma coisa, porém, era certa, e amainava a angústia da família, agregados e entornos: conforme as funções do bebê, será fácil reconhecer a paternidade. MP5, com câmera digital 7 megapixels? Papai Ericsson. Bluetooth e acesso à internet? Papai Motorola. Tudo isso e mais um pouco – alguns diamantes, por exemplo? Só pode ser filho do Goldvish. Pronto.

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25/09/2008 // ROSAMARIA NUNES

Porto alegre - RS

Achei impressionante o que estás escrevendo! Vou dar a minha opinião de leitora mais tarde,senão, irão dizer que sou uma " leitora coruja" de tudo o que tu e o Juremir escrevem. Estou curiosa em relação ao texto.Será semanal,um livro em andamento,serão textos em doses homeopáticas pra dar água na boca? Aguardaremos.

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20/09/2008 // Terá o rapaz pirado de vez e por isso colocado numa beca-de-força?

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06/09/2008 // e o aniversariante e a vida

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06/09/2008 // Divino.45

Quarenta e cinco primaveras, e os respectivos outonos, invernos e verões.

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07/09/2008 // ROSAMARIA NUNES

porto algre - RS

Quarenta e cinco anos é a idade das realizações,dos planos que se concretizam,do amor que amadurece e estabiliza. Parabéns!

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10/06/2008 // O paraninfo aguarda o final da música Also Sprach Zarathustra para iniciar o discurso

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18/05/2008 // O paraninfo e as flores

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13/04/2008 // O convite

Convite

A turma de formandos do curso de Comunicação Social – Jornalismo – da Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc, turma de 2008, convida para as solenidades de formatura.

Solenidade

Colação de grau
Data: 17/05/2008
Local: Restaurante Ádamo
Horário: 18h

Baile dos formandos
Data: 17/05/2008
Local: Restaurante Ádamo
Horário: 23h30

ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL LUTERANA BOM JESUS/IELUSC
Diretor Geral: Tito Lívio Lermen
Coordenador do Curso de Comunicação Social: Samuel Pantoja Lima
Paraninfo: ÁLVARO LARANGEIRA
Patrono: Ângelo Augusto Ribeiro

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19/04/2008 // ROSAMARIA NUNES

P - RS

A turma de formandos está de parabéns!O paraninfo foi muito bem escolhido!

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13/04/2008 // e a turma

Ampliar a foto, para melhor apreciar a natureza.

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16/01/2008 // O pianista aloprado e a camiseta Gato Vermelho é Pop, obra do megadesigner Vitor Hugo Turuga

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11/02/2009 // Perslouralo

- Pe

exciting and informative, but would be suffering with something more on this topic?


17/01/2008 // ROSAMARIA NUNES

PORTO ALEGRE - RS

Depois de vários dias acompanhando o Nilo no hospital, estamos novamente em casa,e eu, feliz, por poder acessar o teu blog com tantas notícias interessantes e bem boladas! E o Gato Vermelho,hein? Ainda não torrou ao sol do "Rio 40 graus"?

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11/01/2008 // A alvorada na Baía de Guanabara



Apreciem um dos maiores espetáculos da Terra, a alvorada na Baía de Guanabara, captada das 6h22 às 6h24m30, nesta sexta-feira, dia 11.

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03/01/2008 // A Bela e seus 30 lisiantos

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04/01/2008 // ROSAMARIA NUNES

PORTO ALEGRE - RS

Parabéns pelo destaque! Merecidamente ela é a Bela entre as belas! Ainda mais no dia do aniversário. Que este belo sorriso possa sempre ser captado. Neusa, sorria e o mundo será teu!

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02/01/2008 // Em 2008 tenhamos estilo, sempre, como tinha o comendador Américo Izidoro Ricardi

Américo Izidoro Ricardi foi meu padrasto-pai por uma década e meia. Conheci-o em 1974, quando eu e minha avó largamos Sant’Anna do Livramento e o fantástico casarão da APAE para retornarmos a Porto Alegre. Fui morar com a minha mãe e, por extensão, com Américo. Ele mantinha a roupa impecável. Ternos sob medida, camisas sedosas e sapatos reluzentes. Lançava moda. Foi, imagino, o primeiro a adotar na capital gaúcha o traje safári, aquele mesmo. Tinha quatro. Também arrojava nos carros. Dizia ter sido piloto. Se de autorama ou corrida, eu nunca soube, mas dirigia muito bem. Américo era carismático. Conquistava fácil as pessoas. Contava ser amicíssimo do Leonel Brizola, embora o caudilho gaúcho desconhecesse. E assim muitas outras personalidades.

Américo Izidoro Ricardi era misterioso. A cada ano sumia durante dois meses. Tomava as bandas do Mato Grosso, onde jurava ter terras pela região do Rio Araguaia. Retornava de lá com maços de dinheiro e abarrotado com flechas e cocares. Várias vezes procurei escalpos, mas não achei. Passei a considerá-lo o Tex Willer brasileiro, amigo das tribos amazônicas. Um dia apareceu com um título nobiliárquico obtido por lá. Comendador Américo. Bom, a partir daí assegurava possuir sangue azul, a mesma cor dos olhos e do time do coração. Passou a apresentava-se sempre assim: “Prazer, comendador Américo Ricardi”. Talvez se sentisse, e fosse, um maçom poderoso.

Américo Izidoro Ricardi era exagerado. Nas paixões, no amor, na bebida, no fumo, na comida e nos gastos. Nas épocas dos bolsos cheios, geladeira sob o regime da raiz quadrada. Adorava esbanjar. Bebia uma garrafa de Old Eight – o melhor naquele tempo, pelo menos para ele - por dia e deixava um J&B na reserva para as visitas ou para o próprio. Duas carteiras de Pall Mall diárias e pacotes na despensa. Nos tempos das vacas magras, fazia leves adaptações à situação financeira, como trocar – momentaneamente – o uísque pelo Velho Barreiro, mas mantinha a quantidade e a altivez. “Sempre sombrio e sólido”, como adorava repetir, após a quarta dose ou terceiro copo. Quando apaixonado por alguém, nossa! Pela minha mãe, sem comentários, era doente. Pelos outros, quase. Chorou copiosamente no percurso do translado do corpo do Tancredo Neves e no enterro do político mineiro, em 24 de abril de 1985. Soluçava. Quase uivava agarrado nas almofadas do sofá ou em pé enquanto servia o panelão com comida suficiente para alimentar o povo brasileiro da época. Havia se encantado pelo então presidente da República eleito pelo colégio eleitoral. “O nosso presidente, o nosso presidente”, proclamava e fungava, sem parar.

Américo Izidoro Ricardi era solidário. Mantinha conta no armazém próximo da nossa casa – providência para os tempos do recesso financeiro. Fingia nem dar bola para a quantidade das anotações. Apenas fingia. Naquela época eu morava no mesmo edifício, porém noutro apartamento, com a minha irmã e o marido dela. Sem dinheiro, apelava à caderneta para fazer lambanças com o recém-amigo Luis Gomes, colega da faculdade de história da PUCRS, e seus dois companheiros do apartamento da Sarmento Leite, na Cidade Baixa: o Paulo Magro e o Totô. Todos estudantes e duros. Eu comprava miojo e uma garrafa de cachaça, sem esquecer dos limões. Toda sexta, o desfalque. Um dia, o Américo me chamou. Pronto, pensei, acabou a fonte. Ele tinha à mão páginas da caderneta. Olhou bem para mim e perguntou: “É tudo teu?”. “Sim”, respondi. “Pra quê?” “Para ajudar meus amigos.” “Então faz o seguinte: troca o miojo por massa mesmo, porque rende e alimenta mais, e leva também bolacha e uma carne de vez em quando”, aconselhou o sábio erechinense. “Na vida, o importante é ter estilo”, completou.

Estilo. Sim, estilo. Tenhamos estilo, sempre, como tinha o grande comendador Américo Izidoro Ricardi.

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03/04/2008 // V H Turuga

P Alegre - RS

Meu caríssimo e dileto amigo Gato Pop Laranjeira... tocante, punjente e navalhesca tua crônica, corrobora a tese de que o real só o é, por forçar naturalmente as barreiras da realidade.
Ave ad infinitum Américo Izidoro Ricardi!


27/03/2008 // Juliana

Curitiba - PR

também amei o texto...
mto bom!!!

teh


03/01/2008 // Adri Amaral

cwb - PR

mas que legal essa crônica hein Alvaro, gostei muito


03/01/2008 // Luis Gomes

Porto Alegre - UF

Caro doutor Álvaro, que lembrança..do "sombrio e sólido". Aquela do Tancredo, bem, essa eu estava lá. Tínhamos chegado da Puc para filar o almoço com o Comendador Américo..grande figura. Abraço


02/01/2008 // LAURA NUNES LARANGEIRA

PORTO ALEGRE - RS

LI E CHOREI DE RIR A CADA PARAGRAFO EH MUITO LOUCO TER FEITO PARTE DE TUDO ISSO AS VEZES CONTAMOS PRAS PESSOAS MAS NOSSA VIDA TEM ESSES PERSONAGENS NO MINIMO PITORESCOS.ADOREI O TEXTO TA SENSACIONAL.BEIJINHOS E SAUDADES E PARABENS!

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02/09/2007 // Eu, minha avó, nosso castelo e as cavernas da alma

Nos domingos as almas inquietas flanam. A minha, por exemplo, pulou o muro e enveredou pelo túnel do tempo. Parou no castelo onde morei por quatro anos. Sim, já residi num castelo. Eu e minha avó, Maria Araújo Nunes. Entre 1970 e 1973 cuidamos do casarão da APAE em Sant’Ana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. Maria Aparecida Nunes Ronchi, por sinal minha tia, presidia a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais e nos acomodou naquela casa antiga e misteriosa.

Na parede maior da imensa sala central vivia um contrabandista e pirata. Ou seria pirata contrabandista? Tanto faz. Ali ele fora emparedado com suas riquezas. Receosos em incomodá-lo ou de não saber como lidar com tamanha fortuna, o deixávamos em paz, embora nas noites mais frias do gélido inverno pampiano ouvia-se o murmúrio em sotaque esquisito, metade espanhol, metade siciliano. “Acendam a lareira”, suplicava a voz. No sótão, outro inquilino de vez em quando também importunava, mas somente nas noites de lua cheia. Aí sim, os gatos arrepiavam-se, as ninhadas sumiam e dormir tornava-se suplício. Latidos da cachorrada dum lado e os uivos do lobisomem do outro. No mais, durante as outras fases lunares reinava a calmaria.

O casarão - ou melhor, o meu castelo – me ensinou para a vida. A vida, aliás, escalava os nossos times do futebol no pátio. Crianças sem quaisquer movimentos ou condições de jogar formavam a torcida. Os cadeirantes revezavam-se na posição do goleiro, com a justa proibição dos chutes bem rasteiros ou muito altos. À zaga destinavam-se os fortes, em geral os portadores de Síndrome de Down robustos. No ataque, os desmilingüidos e magricelas serelepes. Tornei-me centroavante. E um apóstolo das diferenças. Para sempre.

Com elas aprendi a filosofia da matemática e a da existência. Foi por acaso. Estava naquela pequena sala quando a jovem professora perguntou a um garoto ceifado de muita coisa por causa da paralisia infantil quanto era 1 + 1. Onze, gesticulou o menino. Claro. Dois é igual a 11. Uma dupla é um time. Eis o princípio da solidariedade, da cumplicidade. Lá, no próprio castelo, vivi isto. Com o escasso dinheiro oriundo da pensão da minha avó comprávamos uma portentosa galinha assada e ninguém passava fome. Quem precisasse de dinheiro ela ainda emprestava. Sem juros. Maria Araújo Nunes, por sinal, era uma filósofa. Certa feita um pesadelo me deixou sobressaltado. Havia me perdido em uma caverna escura. Ela acalentou-me e profetizou: “Meu filho, não tenha medo de nada, porque cavernas mais profundas ainda fazem parte da nossa alma”. Dormi. Benção, vó, para esta alma inquieta. Saudade.

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02/09/2007 // Rosamaria Araujo Nunes

Porto Alegre - RS

Como te falei agora há pouco por telefone, tive que primeiro secar as lágrimas para começar a escrever. Me pegaste de surpresa, como andas muito por esse mundo, para lá e para cá, pensei que não tivesses tempo de pensar sobre a tua infância e sobre a mãe, tua avó que te amava tanto! Se viva ela fosse, teria muito orgulho da tua carreira e do teu sucesso. Viveria esperando com ansiedade a tua visita, como já fazia antes. Ela te adorava, desde o dia do teu nascimento! A lembrança dela é e será a tua melhor companhia. Chega agora!!! Hoje é domingo e está muito frio e cinza aqui em Porto Alegre. A saudade toma conta da gente e rapidamente nos deixa triste. Vamos nos alegrar, pensar que o teu aniversário está chegando, é uma idade muito bonita e vamos comemorar! Até breve, a Neusa também deve estar com muitas saudades! Espero vocês. Beijos da mamãe.


02/09/2007 // Luis Gomes

Porto Alegre - RS

Caro amigo, fascinante esse texto. Dono da escritura te fez durante os anos que viveu num Castelo, nas ruas, nas paixões e que tudo isso te levou aos sonhos de hoje. Fiquei emocionado ao teu texto. Passe por Lobo...nosso triunvirato se alimenta de sonhos. Salve Dionísio em nossas vidas!!!

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01/09/2007 // Pelo mundo afora


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16/02/2009 // Juremir Machado da Silva

Porto Alegre - RS

Está muito bom este site, Divino. Abraços. Juremir


01/01/2008 // Valdinei Queiroz

Sorocaba - SP

como todo um bom jornalista é sempre bom ter vários pressupostos de informação - desde música até culinária.

abraços!!


(Valdinei Queiroz, 20, estudante de Jornalismo em Sorocaba)

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04/07/2007 // Todos os tópicos anteriores estão arquivados na seção Jornais

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