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10/10/2010 // Bem-vindos a bordo





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10/09/2009 // O mundo em números


Poodwaddle.com

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03/07/2009 // Leitura do dia

No reinado deste moço foi criada a Universidade de Coimbra, no dia 1º de março de 1290

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03/07/2009 // Artigos para o Congresso Nacional dos estudantes da pós-graduação em Comunicação

Iniciamos o processo de submissão de trabalhos para o IV CONECO (Congresso dos Estudantes de Pós-Graduação em Comunicação).

Este ano o encontro será realizado na Universidade Federal Fluminense, no prédio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (Rua Tiradentes, nº 148 - Ingá - Niterói - Rio de Janeiro). O tema desta IV edição é Comunicação, Meio Ambiente e Sociedade.

Abaixo, seguem as datas para envio e seleção dos trabalhos.

Cronograma;
· Envio dos resumos expandidos: de 30 de junho a 30 de julho;
· Análise da Comissão Científica (Coordenadores de GTs): de 1 de agosto a 15 de agosto;
· Divulgação dos trabalhos selecionados: 18 de agosto;
· Submissão dos trabalhos completos: até 18 de setembro.
. Data do IV Coneco : 25, 26 e 27 de novembro

Grupos de trabalho:
GT01 - Comunicação, cultura e poder
GT02 - Comunicação e culturas juvenis
GT03 – Estudos do Jornalismo
GT04 - Experiências urbanas, comunicação e sociabilidade
GT05 – Tecnologias e estéticas da comunicação
GT06 - Entre imagens: cinema, vídeo, fotografia, mídias digitais

Caso necessitem de mais esclarecimentos, por favor, entrem em contato conosco via endereço eletrônico conecorio@yahoo.com.br.

O site do IV Coneco estará disponível em breve, bem como as demais informações sobre o evento.

Segue em anexo a ementa dos GTs e o formato padrão para submissão dos resumos expandidos e trabalhos completos.

Contamos com a participação de todos em mais uma edição do CONECO - um espaço de reflexão criado para os estudantes de Pós-graduação em Comunicação de todo Brasil apresentarem suas pesquisas !

Att.,
Comissão Organizadora do IV Coneco

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01/07/2009 // Supervisão

Às 14h, conversa com a Isabel Nobre Vargues no gabinete do Instituto dos Estudos Jornalísticos, no primeiro andar do prédio do Colégio São Jerónimo, erguido no séc. XVI.

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30/06/2009 // Hoje à tarde, biblioteca central da UC

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30/06/2009 // Nas Minas Gerais

Prezad@s,

O Departamento de Comunicação Social da UFMG está com inscrições abertas, até o dia 24 de julho de 2009, para concursos de professor adjunto em:
- Planejamento da Comunicação nas Organizações; Planejamento da Comunicação; Planejamento de Mídia; Planejamento de Campanha; Linguagens e Processos das Relações Públicas; Opinião Pública. Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação ou áreas afins; Graduação em Comunicação. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

- Processo de Produção Jornalística: Línguagens, Técnicas e Processos Jornalísticos, Processos Jornalísticos em Mídias Eletrônicas e Digitais, Linguagens e Processos Radiofônicos no Jornalístico. Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação ou áreas afins; Graduação em Comunicação/Jornalismo. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

- Processo de Produção em Novas Mídias: Processos de Criação e Produção na Web; Linguagens, Técnicas e Processos em Novos Formatos Eletrônicos e Digitais; Novas Estéticas da Imagem (Eletrônica e Digital). Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação e/ou áreas afins. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

As inscrições devem ser feitas na Secretaria da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, sala 1013, no horário de 8h às 11h e de 13h às 16h30, nos dias úteis.

Mais informações: 31 34095012 - dcs@fafich.ufmg.br ou www.fafich.ufmg.br/dcs

cordialmente,

Bruno Leal

---------

Colegas,

Estão abertas as inscrições para o concurso público para professor assistente do Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da UFJF. É preciso ter graduação em Comunicação - habilitação Jornalismo - e mestrado na área da Comunicação. As informações estão em www.concurso.ufjf.br
Saudações.
Cláudia Lahni - UFJF

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29/06/2009 // Agenda do dia

Trocar o netbook da Toshiba porque o Student recusa-se a funcionar.

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28/06/2009 // Seminário Internacional de Cinema

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28/06/2009 // Aberta a temporada dos concursos nas universidades federais

28/6 - Caros, estão abertas inscrições para concurso docente para a Universidade Federal do Maranhão, campus Imperatriz, até o dia 3 de julho. As vagas são para Teorias da Comunicação e do Jornalismo, Fotografia e Planejamento Gráfico.

O edital encontra-se disponível em www.ufma.br no link editais.

Atenciosamente

Li Cristina


17/6 - O Departamento de Comunicação Social da UFMG está com inscrições abertas, até o dia 24 de julho de 2009, para concursos de professor adjunto em três áreas de conhecimento.

As inscrições devem ser feitas na Secretaria da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, sala 1013, no horário de 8h às 11h e de 13h às 16h30, nos dias úteis.

Área de conhecimento (01): Planejamento da Comunicação nas Organizações; Planejamento da Comunicação; Planejamento de Mídia; Planejamento de Campanha; Linguagens e Processos das Relações Públicas; Opinião Pública. Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação ou áreas afins; Graduação em Comunicação. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

Área de conhecimento (02): Processo de Produção Jornalística: Línguagens, Técnicas e Processos Jornalísticos, Processos Jornalísticos em Mídias Eletrônicas e Digitais, Linguagens e Processos Radiofônicos no Jornalístico. Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação ou áreas afins; Graduação em Comunicação/Jornalismo. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

Área de conhecimento (03): Processo de Produção em Novas Mídias: Processos de Criação e Produção na Web; Linguagens, Técnicas e Processos em Novos Formatos Eletrônicos e Digitais; Novas Estéticas da Imagem (Eletrônica e Digital). Número de Vagas: 01 (uma). Titulação: Doutor em Comunicação e/ou áreas afins. Regime de Trabalho em Dedicação Exclusiva.

Informações mais detalhadas pelo telefones (31) 3409-5016 ou (31) 3409-5012.
--
Profa. Dra. Maria do Carmo Reis
Departamento de Comunicação Social
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Universidade Federal de Minas Gerais
email: mcreis@ufmg.br
tel: +55(31) 3409 6245

21/5 - Estão abertas as inscrições para concurso público visando preenchimento de quatro vagas para professor adjunto com doutorado na UFMA, campus II, para o curso de Comunicação/habilitação Jornalismo. O campus fica localizado na cidade de Imperatriza 2h de Brasília via aérea. Os candidatos devem ser graduados em Comunicação com Doutorado em qualquer área. As inscrições encerram no dia 14 de junho.

As vagas referem-se às áreas de Planejamento gráfico editorial,Teorias e Metodologias Jornalísticas, Fotografia e Reportagem, Produção de Telejornais.

O edital está em http://www.ufma.br/paginas/editais.php?cod=1277

17/5 - Concurso para Docente Permanente
(Adjunto) - Universidade Federal da Bahia (Campus Salvador). Áreas:

COMUNICAÇÃO E
ÉTICA;

COMUNICAÇÃO E
CULTURA.

Inscrições até 02
de junho. Maiores informações:

http://www.concursos.ufba.br/docentes/2009/editais_docentes_2009.html

2/4 -
Prezados colegas:

A Universidade Federal de Santa Maria abre concurso para Professor Assistente (dedicação exclusiva) em Produção Audiovisual para atuar nos Cursos de Comunicação Social.Graduação em Comunicação Social.

Exigências:
Graduação em Publicidade e Propaganda, Radialismo, Rádio TV, Produção, Audiovisual ou Realização Audiovisual, com Mestrado. O candidato deverá prestar uma prova prática a qual deve envolver demonstrações de captura, registro e manipulação de imagens e som e uso de softwares para edição eletrônica de Rádio e TV

Detalhes no edital no 22 de 1o de abril no site da UFSM http://www.ufsm.br/

Atenciosamente,
Márcia Franz Amaral

2/4 - Olá a todos, recebi um link e encaminho à lista para os interessados em tentar concurso para professor efetivo.
Dei uma olhada no Edital e são disponibilizadas duas vagas aos que possuem formação em comunicação. Uma no Curso de Comunicação e outra no Curso de Administração.
Maiores detalhes, no link recebido no e-mail logo abaixo.
Abs,

Renata Baldanza

**************************************************

Prezados,

Tudo bem?

Venho solicitar que divulguem as vagas da Universidade Federal de Alagoas - UFAL.

Link direto para o Edital:
http://www.ufal.edu.br/ufal/noticias/2009/02/confira-os-eventos-da-proxima-semana-e-oportunidades-de-bolsas-e-estagios/edital27_mcz.pdf

Outras informações
http://www.copeve.ufal.br/

Att.

Prof. Nelsio Abreu
FEAC/UFAL

28/3 - Caros colegas peço divulgação dos concurso publicos para professor de audiovisual da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasilia( Unb). São duas vagas para doutor . Maiores informações no http://srh.unb.br/index.php?option=com_content&task=view&id=726&Itemid=70>br/index.php?option=com_content&task=view&id=726&Itemid=70
Abraços Tania Montoro

13/3 - UEPG/PR tem concurso público p/ docente, com inscrições abertas de 19/03 a 21/04/09. Confira!

http://www.pitangui.uepg.br/concurso/Editais/Edital012009.pdf

As inscrições serão feitas exclusivamente através do endereço eletrônico www.uepg.br/concurso no período de 19 de março de 2009 a 21 de abril de 2009, para Provimento de Cargos de Docentes Não-Titulares Integrantes da Carreira do Magistério Público do Ensino Superior do Estado do Paraná na UEPG, no Regime Estatutário, conforme anexo I do presente Edital.

Departamento de Comunicação-Jornalismo

Área de Conhecimento:
Conceitos e Técnicas de Produção Jornalística

No de vagas:
02(duas)

Regime de Trabalho:
40 horas

Graduação Exigida:
Graduação em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo.

Titulação Mínima Exigida:
Doutorado em Comunicação e/ou áreas afins, com pesquisa/dissertação voltada à área da Comunicação.

12/3 - O Departamento de Comunicação da UFRN abriu concurso público para preenchimento de cinco vagas. As inscrições vão até dia 03 de abril de 2009. As provas ocorrerão de 04 a 29 de maio de 2009.

O edital está disponível no site: http://www.prh.ufrn.br/Legislacao_2009/Edital005_Efetivo_2009.pdf

As vagas são:

Marketing em Publicidade e Propaganda, Dedicação Exclusiva, Requisitos: Graduação em Comunicação Social e Doutorado em Comunicação Social ou em áreas correlatas

Mídia em Publicidade e Propaganda, Dedicação Exclusiva. Requisitos: Graduação em Comunicação Social e Doutorado em Comunicação Social ou em áreas correlatas

Redação para Mídia Impressa, Eletrônica e Digital em publicidade e propaganda, doutorado e Dedicação Exclusiva. Requisitos: Graduação em Comunicação Social e Doutorado em Comunicação Social ou em áreas correlatas

Ética e Legislação no Radialismo, 20h. Requisitos: Graduação em Comunicação Social e Mestrado em Comunicação ou em áreas correlatas

Atendimento e Planejamento em Publicidade e Propaganda, Dedicação Exclusiva. Requisitos:Graduação em Comunicação e Doutorado em Comunicação ou áreas correlatas

Atenciosamente,

Kênia Maia / UFRN

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27/06/2009 // Federal do Ceará à cata

Nao houve inscrição de Doutores para algumas das vagas abertas do concurso da UFC para o setor de audiovisual. Hoje deverá está saindo o novo edital do concurso, desta vez para Mestres, nas seguintes áreas:

1. Produção de Cinema e Audiovisual
2. Direção de Fotografia para Cinema e Audiovisual
3. Som para cinema e audiovisual

SERVIÇO:

Os editais de concurso público para a seleção dos professores efetivos da UFC estão disponíveis no site www.shr.ufc.br/editais.htm.

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25/06/2009 // Facendo

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25/06/2009 // Historia

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23/06/2009 // Fronteiras aberta

Publicações - Jornal da Intercom

Fronteiras – estudos midiáticos faz chamada de artigos para 2º semestre de 2009

A Revista Fronteiras – estudos midiáticos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos, está recebendo artigos para o número a ser publicado no segundo semestre de 2009.

As normas de submissão e o envio de textos pode ser feito através do site da revista: www.fronteiras.unisinos.br

A revista Fronteiras - estudos midiáticos pretende configurar-se como um espaço de discussão teórico metodológico e análise centrado em temáticas diretamente concernentes aos processos midiáticos, entendidos aqui como conjunto das práticas comunicacionais midiáticas.

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21/06/2009 // Novembro, Bilbao

Chamada de trabalhos

Está aberto o período de apresentação de propostas de comunicação para o I Congresso Internacional de Ciberjornalismo e Web 2.0: “A Revolução do Jornalismo Cidadão” a ter lugar em Bilbao de 11 a 13 de novembro de 2009.

Todas as propostas deverão ser apresentadas a uma das seções temáticas do congresso.

Todas as comunicações que não se adequem as normas de estilo serão rejeitadas.

As propostas (resumos) e as comunicações devem ser enviadas a ciberpebi@gmail.com

Somente serão aceitas propostas (resumos) de comunicação de primeiro autor, ainda que este possa figurar em outras propostas como coautor.

Todas as comunicações aceitas serão publicadas nas atas do congresso.

As datas importantes a lembrar são as seguintes:

*15 de maio de 2009
Abertura do prazo para envio das propostas (resumos) de comunicações.

*15 de julho de 2009
Encerrado o prazo para o envio dos resumos. Em um prazo de mais ou menos duas semanas serão anunciadas as comunicações aceitas.

*31 de agosto de 2009
Fim do prazo de envio do texto completo das comunicações aceitas.

*1 de setembro de 2009
Abertura do prazo de inscrição tanto para participantes com comunicação (reserva de 1 inscrição por comunicação), como para todos os interessados.

*6 de novembro
Fim das inscrições de participantes com comunicação e demais interessados.

http://ciberpebi.wordpress.com/programa/

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18/06/2009 // Farda, Fardão e Parentão

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20/06/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

No fardão está faltando o mordomo da casa da filha,Roseana, que ganhava do Senado doze mil mensais.Querem mais?Ah,é só esperar...!!!

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15/06/2009 // Juventude e Consumo Midiático

O Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFRJ gostaria de convidá-los para a mesa-redonda "Juventude e Consumo Midiático", que será realizada na próxima quarta-feira, dia 17 de junho, de 14h30m às 16h30m, no Auditório Manoel Maurício de Albuquerque do CFCH, no Campus da Praia Vermelha da UFRJ.

Mesa-redonda "Juventude e Consumo Midiático"

Organizador: João Freire Filho (ECO/UFRJ).

Mediadora: Mônica Machado (ECO/UFRJ).

Palestrantes:

Vicki Mayer - Professora associada do Departamento de Comunicação da Tulane University. Autora, entre outros trabalhos, do livro Producing Dreams, Consuming Youth: Mexican Americans and Mass Media (Rutgers University Press, 2003) e co-organizadora da coletânea Production Studies: Cultural Studies of Media Industries (Routledge, 2009).

Rose de Melo Rocha - Coordenadora Adjunta do Programa de Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM/SP e coordenadora do NP/Intercom Comunicação e Culturas Urbanas. Organizou, em parceira com Silvia Borelli e Rita de Cássia Oliveira, o livro Jovens na cena metropolitana: percepções, narrativas e modos de comunicação (Paulinas, 2009).

Paulo Vaz - Professor do Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ. Tendo como campo empírico a saúde e o crime, sua pesquisa analisa as conseqüências éticas e políticas da hegemonia do conceito de risco na construção da idéia de sofrimento evitável.

Gaëlle Rony - Doutora em Ciências Sociais pela Université Catholique de Louvain. Atualmente, realiza seu pós-doutorado na ECO (bolsa FAPERJ), vinculada ao Laboratório de Mídia e Medo do Crime. Suas pesquisas focam o modo como o discurso midiático constrói a separação entre "nós" e "eles".

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13/06/2009 // Vaga para professor com mestrado

O Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense promove concurso público para preenchimento de uma vaga de professor assistente (com mestrado), em tempo parcial (20h semanais) na área de Radiojornalismo.
Os candidatos devem comprovar experiência de no mínimo três anos em radiojornalismo.
As provas serão realizadas entre 13 e 17 de julho e as inscrições serão abertas em junho, na sede da COPEMAG (Comissão Permanente de Concurso Público para o Maigistério Superior e Médio), no prédio junto à reitoria, na rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí, Niterói.

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11/06/2009 // Chamada para 3 números da Bibliocom

Bibliocom aceita colaborações para próximos números

A Intercom lançou em dezembro de 2008 o número zero de seu novo periódico eletrônico dedicado a publicar resenhas, o Bibliocom. Trata-se de uma revista bimestral de divulgação, análise e crítica da produção bibliográfica, hemerográfica e reprográfica em ciências da comunicação.

Os interessados podem submeter textos para as próximas edições. Eles devem conter as referências bibliográficas completas das obras resenhadas: autor, título, editor, local de publicação, data, número de páginas, ISBN etc. São aceitas para avaliação as resenhas de obras publicadas no último biênio, desde que contenham, no mínimo, 5 mil caracteres e, no máximo, 20 mil caracteres.

O cronograma para recebimento de resenhas para a Revista Bibliocom é o seguinte:

- Número 04: até o final do mês de julho

- Numero 05: até o final do mês de setembro

- Número 06: até o final do mês de novembro

As Áreas Temáticas são: Comunicação Audiovisual; Comunicação, Espaço e Cidadania; Comunicação Especializada; Comunicação Multimídia; Estudos Interdisciplinares da Comunicação; Jornalismo; Publicidade e Propaganda; Relações Públicas.

Não serão aceitas as resenhas de publicações enquadradas no universo da “literatura cinzenta”: teses, papers, apostilas e similares. Também não serão consideradas as resenhas de artigos isolados publicados em periódicos. Contudo, são bem-vindas as resenhas de e-books, e-journals e similares.

O texto da resenha deve incluir breve descrição do conteúdo da obra e perfil resumido do autor, além naturalmente da apreciação feita pelo resenhista e dos respectivos comentários e argumentos. A remessa deve ser feita para: bibliocom@intercom.org.br

Os autores devem se identificar – nomes completos, endereços, vinculação institucional etc. As colaborações são voluntárias, não havendo qualquer remuneração pecuniária. Somente são aceitas para avaliação as resenhas que cheguem acompanhadas da autorização dos autores para publicação não remunerada.

Bibliocom também está recebendo, das editoras, exemplares de publicações exclusivamente referentes ao universo das ciências da comunicação, que podem vir a ser recomendadas aos seus resenhistas. As obras enviadas não serão devolvidas, mesma aquelas não recomendadas para resenha.

As obras a serem resenhadas abrangem as seguintes áreas temáticas: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Comunicação Audiovisual, Comunicação Multimídia, Comunicação Especializada, Comunicação, Espaço e Cidadania, Estudos Interdisciplinares da Comunicação.

As obras devem ser enviadas para Bibliocom – Intercom – Estação Brigadeiro – Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2050, conj. 36/38, São Paulo. CEP 01318-002.

Leia aqui o primeiro número

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06/06/2009 // Em setembro, Braga

Caro(a) Álvaro Nunes Larangeira:

Temos o prazer de informar que a sua proposta de comunicação intitulada - "A literatura como rizoma freático do jornalismo: a inadiável inclusão dos estudos literários como disciplina do currículo obrigatório do curso de jornalismo" - foi seleccionada para apresentação no Congresso Internacional de Ciências da Comunicação: Comunicação, Cognição e Media, que decorrerá na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, em Braga, de 23 a 25 de Setembro de 2009.

Considere esta carta como documento de notificação formal de aceitação da sua proposta de comunicação.

Todas as informações relativas a inscrição, alojamento, transporte e chegada a Braga e à Faculdade de Filosofia e programa social estarão brevemente disponíveis no sítio do congresso. A inscrição on-line estará disponível a partir de 16 de Junho. Pedimos que tenha em consideração que o prazo para inscrição de participantes com comunicação termina no dia 20 de Julho.

Ainda em relação ao alojamento, será brevemente disponibilizada no sítio do congresso uma lista de hotéis, com informações detalhadas.

No caso de não poder participar no congresso, agradecemos que nos informe tão breve quanto possível.

Para outras informações e actualizações, por favor consultar o sítio do congresso em
http://www.cicom2009.org

Com os melhores cumprimentos,

Augusto Soares da Silva
Coordenador da Comissão Organizadora
Universidade Católica Portuguesa
Faculdade de Filosofia
P-4710-297 Braga
PORTUGAL

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04/06/2009 // Em outubro, Aveiro

III Congresso Internacional de Arte, Novas Tecnologias e Comunicação
« Arte, tecnologia e comunicação: novos territórios do conhecimento »

11/12 a 14 de Outubro de 2009

Universidade de Aveiro
Departamento de Comunicação e Arte (DCA) - Portugal

Universidade de São Paulo
Programa de Pós Graduação em Estética e História da Arte - PGEHA - Brasil

Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós Graduação em Educação, Arte e História da Cultura - PPGEAHC - Brasil

Aapresentação


O CIANTEC- Congresso Internacional de Arte, Novas Tecnologias e Comunicação é um evento itinerante que acontece em 2009 na
Universidade de Aveiro, Portugal, com o acolhimento do Departamento de Comunicação e Arte. Realizado pelo terceiro ano consecutivo, pretende afirmar-se como um encontro internacional de destaque, vocacionado para a criatividade e a inovação. As edições anteriores foram acolhidas pela Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil, respectivamente em 2007 e 2008.

Na continuidade das edições anteriores, onde se reflectiu sobre caminhos percorridos na arte e pluralidade de olhares, e cujas actas podem ser consultadas em www.ciantec.net, o CIANTEC 2009 reafirma-se nesta edição através da expansão para novos territórios do conhecimento, visando também a educação artística e ensino à distância.

O ser humano, em função das facilidades da comunicação, alterou as suas percepções, formas de pensar e aprender. Assim, diante de novas
possibilidades, passou a integrar no seu quotidiano as novidades proporcionadas pela relação entre arte, ciência e tecnologia. O ambiente digital no qual o homem hoje navega é um ambiente em que a informação é constante e pode ser partilhada, o que nem sempre significa maior conhecimento. A multiplicidade do pensamento solicita formas diferentes de representação, e exige principalmente integração e interacção.

Com esta premissa convida-se a participação de todos os interessados, quer sejam estudantes, professores, artistas ou profissionais de diferentes áreas de conhecimento. Assim, propõem-se os seguintes Grupos de Trabalho, apresentando alguns tópicos como sugestão:

Arte, Ciência e Tecnologia:

Ciência e Arte
Arte e Novas Tecnologias
Artes Performativas
Condicionantes artísticas
Produção vs Produtores
Valores vs Mercado
Comunicação e Novos Meios:

Meios, Multimeios e Hipermeios
Comunicação Visual
Publicidade, Design e Arte
Sociedade, Cultura e Arte:

Arte e Sociedade
Sociedade Contemporânea
Cibercultura
Identidade, relações e suportes
Arte Pública, Museus e Património
Tendências Estéticas:

Territórios Artísticos
Estética Contemporânea
Estética do Digital
Novas abordagens estéticas
Educação Artística:

TICs na Educação Artística
Ensino à distância e Espaços de partilha
E-learning e relacionamento pedagógico-didáctico

Regras para envio das comunicações

Serão aceites propostas de participação em português, inglês e espanhol.

As propostas de participação poderão ser na modalidade de comunicação oral (paper) de poster ou de oficina (workshop) e serão seleccionadas pela Comissão Científica do Congresso.

O resumo para seleção deverá ser na língua de origem e em inglês, ter no máximo 250 palavras, cinco (5) palavras-chave, com a indicação de
ser comunicação oral, poster ou oficina e os dados do autor contendo nome completo, instituição a que pertence, titulação, endereço completo, e-mail, telefone/celular e o Grupo de Trabalho em que se
enquadra a proposta. Para o caso da proposta incluir vários autores, indicar um autor de contato.

Na modalidade Oficina deve incluir as condições de espaço e material necessário, o número máximo de participantes e a duração prevista.

As propostas de comunicação oral seleccionadas para participação serão publicadas no Livro de Actas, assim como os posters e resumos das
oficinas.

As comunicações orais completas, deverão ter no máximo cinco páginas, em fonte Arial 11, com espaços entrelinhas 1½, margens 3 cm esquerda,
2 cm direita, 3cm superior, 2 cm inferior. Referências bibliográficas na página 6, e notas de rodapé em fonte Arial 8. Dispõem no máximo de
20 minutos de apresentação, sendo facultada a modalidade on line (via skype) ou presencial.

Os resumos, textos completos e posters deverão ser enviados no formato rtf (rich text format, disponível em todos os editores de texto).

Nos textos completos poderão ser incluidas no máximo 3 imagens em PNG, sendo o maior lado 15cm, com 100 dpi de resolução. As imagens devem ser enviadas em anexo, com relação de legendas e créditos no nome dos arquivos.

Modalidade poster: impressão de boa qualidade em tamanho 70x100cm, que será da responsabilidade do autor/autores. O cabeçalho deverá incluir o título do trabalho, nome do autor/autores e instituição a que pertence. É ainda necessário incluir o resumo. As imagens e o design do poster serão à escolha dos autores. Os posters serão expostos no local do evento. Os posters serão publicados no livro de actas, na sua versão em texto, de acordo com as mesmas regras da comunicação oral, e tendo no máximo duas (2) páginas.

Os resumos devem ser enviados até 30 de junho, por via electrónica, através do site e para o endereço indicado, com indicação do grupo de
trabalho ao qual se destina. Os autores cujos trabalhos sejam aceites serão notificados até 15 de Julho, e os artigos finalizados, bem como a confirmação de participação, até 15 de Agosto. Os artigos finalizados que não sejam enviados até à data limite não constarão do Livro de Actas do evento.

Comissão organizadora

Instituições:

Universidade de Aveiro – Departamento de Comunicação e Arte
Prof. Doutora Rosa Maria Pinho de Oliveira

Universidade de São Paulo – Programa de Pós Graduação em Estética e História da Arte
Profª. Doutora Elza Ajzenberg

Universidade Presbiteriana Mackenzie - Programa de Pós Graduação em Educação, Arte e História da Cultura
Prof. Doutor Marcos Rizolli

Coordenação:

Inês Mécia de Albuquerque – Universidade de Aveiro
Paulo Cezar Barbosa Mello – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Reinaldo Fonseca – Universidade de São Paulo
Ricardo Torres – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa

Secretariado:

Dulce Alves – Universidade de Aveiro
Cristina Silva – Universidade de Aveiro
Contatos:

coord@ciantec.net | http://www.ciantec.net
+55 11 3441 7877 – PMStudium Com e Design
+351 234 370 389 – Departamento Comunicação e Arte, Universidade Aveiro

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03/06/2009 // Cinemateca

A “Doc on-line. Revista Digital de Cinema Documentário” está recebendo, até o próximo dia 30, contribuições para o seu próximo número cujo tema é “Narrativas”. Maiores informações sobre as normas de publicação e demais seções da revista podem ser obtidas no endereço abaixo.

*www.doc.ubi.pt*

Cordialmente,

Manuela Penafria e Marcius Freire

Editores

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02/06/2009 // Lamentável

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30/05/2009 // Textos para a Comunicologí@

Invitación para participar en el número 11 de la REVISTA ELECTRÓNICA: COMUNICOLOGÍA

CONVOCATORIA PARA PUBLICAR (artículos científicos, ensayos, entrevistas, reseñas críticas de libros recientes, reflexiones metodológicas, transcripciones de conferencias, bibliografías comentadas, etcétera) EN EL NÚMERO 11 DE NUESTRA REVISTA

Envía tus colaboraciones al correo: comunicologia@gmail.com

Fecha límite de recepción de colaboraciones: 10 de julio 2009

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¿CÓMO PUBLICAR EN COMUNICOLOGÍ@?

Comunicologí@ es fundamentalmente una revista académica de divulgación científica que desde que recibió sus primeros visitantes aspira a convertirse en un espacio cibernético de encuentro para la amplia gama de voces, posturas, tonos, estilos y formatos a través de los cuales históricamente se ha expresado el pensamiento comunicacional local, regional, continental y mundial.

TIPOS DE TEXTOS A PUBLICARSE EN "COMUNICOLOGÍ@"

Con la convicción de representar democrática y hologramáticamente la heterogeneidad de nuestro "campo" académico, las personas que hacemos Comunicologí@ deseamos recibir (para su dictaminación) en el buzón de nuestra revista electrónica (comunicologia@gmail.com) tanto artículos científicos y ensayos, como reseñas, biografías, entrevistas, reflexiones metodológicas, listas exhaustivas de referencias documentales (bibliografías comentadas), apuntes de reflexividad docente y demás textos de comunicación o diseño interactivo vinculados a "otro tipo de escrituras" (transcripciones de conferencias, charlas o clases; aforismos; cuentos; poemas; disertaciones filosóficas; etcétera).

TEMÁTICAS DE LOS TEXTOS QUE PUBLICAREMOS EN "COMUNICOLOGÍ@"

Para facilitar su difusión, indización, localización y lectura, en la Revista Electrónica Comunicologí@ se decidió que, sin importar su formato (artículo, ensayo, entrevista, reseña, apunte, etcétera), sólo se publicarán los textos realizados bajo un enfoque comunicacional y/o de diseño y cuyo contenido verse sobre cualquiera de los siguientes ámbitos temáticos: Artes Escénicas; Artes Visuales; Fotografía; Literatura; Música; Métodos, Metodologías y Técnicas de Investigación en Comunicación; Campo Académico de la Comunicación (formación de comunicadores, escuelas, docencia, currículas, publicaciones, profesores, investigadores, etcétera); Semiótica; Reseñas sobre publicaciones recientes; Teorías de la Comunicación ; Estudios Culturales; Comunicación Institucional; Comunicación Política; Relaciones Públicas; Publicidad; Mercadotecnia; Investigación Aplicada y Comercial; Comunicación Organizacional; Diseño Interactivo; Prensa; Radio; Televisión; Internet; Cine; Nuevas Tecnologías; Legislación sobre MMC; Entretenimiento y Sociedad (pornografía, juguetes, espectáculos masivos, etcétera); Videojuegos; Diseño Gráfico, Diseño Interactivo y Diseño Industrial.

INDICACIONES BÁSICAS PARA LOS COLABORADORES

La revista electrónica Comunicologí@ publicará todo tipo de colaboraciones académicas siempre cuando éstas cumplan con los tres siguientes e importantes requisitos: A) Que aborden cualquiera de las múltiples temáticas "trabajadas desde" o "relacionadas con" el horizonte de estudios de la comunicación y/o del diseño. B) Que respeten al pie de la letra las indicaciones y "formatos" (todos descritos a continuación) establecidos por el Consejo Editorial. C) Que sean dictaminados favorablemente para su publicación por el Consejo Editorial de nuestra revista.

SOBRE EL ENVÍO DE LOS TEXTOS A DICTAMINARSE

Todos los textos que los colaboradores deseen publicar en nuestra revista, deben ser enviados como archivo adjunto y dentro de los periodos que se indiquen al siguiente correo electrónico: comunicologia@gmail.com

SOBRE EL FORMATO DE LOS TEXTOS A ENVIARSE PARA SU DICTAMINACIÓN

Los documentos que vayan a ser enviados a la revista Comunicologí@ para su dictaminación, deben cumplir con los siguientes requisitos:

- Formato Word (máximo 50 páginas)

- Letra Times New Roman número 12

- Interlineado de 1.5 en todo el documento

- Un espacio entre todos los párrafos que compongan el documento

- Márgenes laterales, inferior y superior de 2 cm

- Además del título al inicio del texto, el nombre, institución y correo electrónico del autor o los autores, antes de la introducción el documento debe incluir un breve resumen o abstract describiendo (máximo 200 palabras) su contenido

- Los títulos y subtítulos del documento deben escribirse con letra mayúscula y en negritas

- Las Citas y Referencias Bibliográficas deberán hacerse bajo el sistema Chicago o Harvard

- Los documentos pueden incluir imágenes o gráficos, los cuales serán publicados en línea en el mismo orden y disposición que presenten en el texto que se nos sea enviados

- Importante último punto: Las notas y las referencias documentales se colocarán al final del documento

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28/05/2009 // Em rede

O livro de Raquel Recuero trata de um fenômeno que toca milhares de usuários ao redor do mundo: surgimento das redes sociais na Internet. A partir de uma proposta teórico-aplicada, o livro foca as questões teóricas voltadas ao atores, ao capital social e às estruturas das redes sociais, bem como sua aplicação para os estudos na Internet, a popularidade, autoridade e reputação em sites como Fotolog, o Flickr, o Orkut etc. Discute, assim, toda uma cultura da sociabilidade mediada emergentes em diversos grupos e comunidades.

O livro de Recuero nos ajuda a ver como as redes sociais na Internet são instrumentos de colaboração e de produção de conhecimento, e como devemos aprender a usá-los para ampliarmos a nossa ação sobre o mundo.

Coleção CIBERCULTURA
Co-edição CUBOCC

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25/05/2009 // SBPJor 2009

CHAMADA DE TRABALHOS

VII Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo

Tema: "A pesquisa em jornalismo em um mundo em transformação"

São Paulo, 25 a 27 de novembro de 2009

Promoção: SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo)

Realização: USP (Universidade de São Paulo)

1. Modalidades de apresentação:

Os trabalhos poderão ser encaminhados na forma de Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas.

2. Comunicações Livres:

O autor deve encaminhar o texto completo, que deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaço), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, 5 palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples.

O autor deve redigir seu texto utilizando o modelo elaborado para o encontro. O modelo está disponível para download na página de inscrições.

O tamanho total do arquivo não deve exceder 2 Mb (dois megabytes).

3. Comunicações Coordenadas:

As Comunicações Coordenadas poderão ser propostas por associados plenos (doutores) da SBPJor. Cada Coordenada deve ter de quatro a seis trabalhos, com autores de pelo menos três diferentes instituições. O proponente deverá ser um dos autores. São obrigatórios os seguintes itens: título da Comunicação Coordenada,
ementa que sintetize e justifique a proposta da Comunicação Coordenada (10 a 15 linhas), 5
palavras-chave. Todos os textos que compõem a Comunicação Coordenada deverão ser encaminhados completos, seguindo as mesmas regras estabelecidas para as Comunicações
Livres no item 2 (incluindo resumo, palavras-chave e currículo resumido do autor).

4. Prazo e forma de encaminhamento:

Os trabalhos serão recebidos de 01 de julho a 03 de agosto de 2009, através da página www.sbpjor.org.br . Não haverá prorrogação de prazo. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos.

5. Seleção:

As Comunicações Livres que estiverem adequadas às regras estabelecidas no item 2 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois pareceristas indicados pela Diretoria Científica entre os associados plenos (doutores) da SBPJor.
Serão consideradas aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro parecerista ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. Trabalhos que estiverem fora do
tamanho e/ou não cumprirem os itens obrigatórios não serão submetidos a avaliação.

As Comunicações Coordenadas que estiverem adequadas às regras estabelecidas nos itens 2 e 3 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois membros do Conselho Científico da SBPJor ou da Diretoria Executiva da entidade.
Serão aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro membro do Conselho Científico ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. A proposta de Coordenada poderá ser aprovada no todo ou em parte, havendo possibilidade de recusa individual.
Se os trabalhos não forem aprovados como Coordenada, mas o forem individualmente,
serão automaticamente distribuídos entre as Comunicações Livres.

Todos os trabalhos serão enviados aos avaliadores sem identificação de autoria, gerando "pareceres cegos".

6. Critérios de avaliação:

O trabalho será avaliado sob os seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica, adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo.

7. Observações:

7.1. Os trabalhos necessariamente devem ser inéditos. Por inéditos, compreendem-se textos que não foram publicados ou divulgados em qualquer tipo de suporte, nem apresentados em outros congressos científicos. O autor que descumprir esta
regra, e por ventura tiver seu trabalho selecionado e incluído nos anais do VII Encontro, ficará automaticamente impedido de apresentar trabalho no VIII Encontro da SBPJor.

7.2. Cada autor só pode submeter um trabalho, em autoria única ou co-autoria. Não é permitido ao mesmo autor participar simultaneamente de uma Comunicação Coordenada e de uma Comunicação Livre, mesmo em co-autoria.

7.3. Trabalhos de graduandos só serão aceitos em regime de co-autoria com graduados.

8. Resultados:

Os resultados da seleção serão comunicados aos autores das Comunicações Livres e aos proponentes das Comunicações Coordenadas até 25 de setembro de 2009. Os trabalhos serão aprovados ou recusados, não havendo aceite condicionado a reformulações.

9. Inclusão nos anais:

Só será incluído nos anais o trabalho do autor que efetivar sua inscrição no congresso até o dia 15 de outubro de 2009.

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25/05/2009 // Rede Globo e Intercom

Seminário Globo/ Intercom 2009: últimos dias para inscrição

O III Seminário Temático Globo/Intercom, previsto para o período de 1 a 4 de julho de 2009, no Rio de Janeiro, vai focalizar a criação e produção dos programas de jornalismo da TV Globo, tratando dos seguintes tópicos: estratégias de programação e agendamento; interação editorial rede/afiliadas; hotnews e softnews.; coberturas especiais e repórteres emblemáticos.

Os participantes devem ser sócios regulares da INTERCOM que ensinam, pesquisam ou analisam jornalismo, selecionados com base no auto-retrato intelectual (máximo de 1.000 palavras) e num diagnóstico crítico (entre 2.000 e 5.000 palavras) escrito pelo candidato sobre a situação do ensino e/ou da pesquisa sobre telejornalismo na universidade ou região em que atua. Os textos selecionados serão apresentados e debatidos no primeiro dia do Seminário. O Programa Globo/Universidade oferece aos participantes: passagem aérea, traslado no Rio, hospedagem e alimentação. A INTERCOM fornecerá Certificado de Estudos Avançados aos participantes que encaminharem, no prazo de 60 dias posteriores ao evento, artigo sobre "Telejornalismo no Brasil", descrevendo e analisando a produção do telejornalismo regional/local.

O comitê de seleção dos candidatos está constituído pelos seguintes sócios: Antonio Hohfeldt, Iluska Coutinho e José Marques de Melo.

Informações e inscrições: Intercom - De 18 a 29 de maio. Estação Brigadeiro / Jovina Fonseca - Assistente Editorial / E.mail: bibliocom@intercom.org.br / Tel/Fax: (11) 3892-7558

Calendário - Julho de 2009

Dia 01 - 4ª. feira - Chegada ao Rio de Janeiro

20h00 - Colóquio sobre Ensino/Pesquisa do Telejornalismo no Brasil.

Dia 02 - 5ª. feira

09h00 - Partida para a TV Globo Lopes Quintas

10h00 - Luis Erlanger, Diretor da Central Globo de Comunicação: Boas vindas

10h15 - Carlos Henrique Schroeder, diretor da Central Globo de Jornalismo: Apresentação

11h30 - William Bonner - Jornal Nacional: os critérios, o dia a dia, a escolha das notícias, critérios editoriais

13h00 - Almoço

14h30 - Ali Kamel - Cobertura política: como é feita, quais são os critérios, dificuldades e limites

16h00 - Marcos Uchoa - Coberturas especiais: guerra e desastres: como são feitas, quais os critérios e dificuldades

17h30 - Renato Ribeiro - Cobertura de eventos locais e culturais: qual a especificidade, como é o relacionamento com a comunidade e como é feita a cobertura do carnaval do Rio.

19h00 - Encerramento

Dia 03 - 6ª. feira

09h00 - Partida para a TV Globo

10h30 - Visita ao Jornalismo

12h30 - Almoço

14h00 - Visita ao Projac

16h00 _ Volta ao hotel

18h00 - Avaliação e Metodologia do artigo/diagnóstico sobre Telejornalismo

Dia 04 - Sábado - Retorno

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24/05/2009 // A caminhada do caminhante do conhecimento

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23/05/2009 // Fragmento da conferência do Edgar Morin no Instituto Piaget, em Viseu

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22/05/2009 // O cara

Colóquio Complexidade, Valores e Educação em torno de Edgar Morin, no Instituto Piaget, em Viseu

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21/05/2009 // Maracutaia à vista

Uma dinheirama suspeita

Por CLAUDIO WEBER ABRAMO*

Que o futebol é cheio de gente no mínimo suspeitíssima, todo brasileiro sabe. As finanças dos clubes, das federações e da Confederação Brasileira de Futebol são geralmente envoltas em obscuridade impenetrável.

Os números mencionados em transferências de jogadores são de tontear. Nos principais times, os salários dos atletas facilmente ultrapassam 100 mil reais por mês. Alguns ganham múltiplos disso. Os contratos de patrocínio são espantosos, os acordos de uso de imagem, astronômicos.

Não obstante, os clubes brasileiros vivem sempre na bancarrota — ou assim nos querem fazer acreditar.

Como é tudo muito misterioso, ninguém realmente acredita. Na dúvida, desconfia-se que os cartolas não estão contando a história toda.

A expectativa é reforçada pelo tipo de pessoa que costuma povoar o mundo do futebol. De dirigentes a intermediários, agentes, promotores, empresários, propagandistas e outros mais ou menos laterais, agregados, aspirantes e esperançosos, parece haver uma quantidade pouco normal de gente esquisita nesse meio. Sem deixar de mencionar determinados jornalistas esportivos cuja principal característica é a subalternidade a algum ou todos os interesses representados pelos já mencionados.

O que faz essa gente ser atraída para esse meio é a forma como o futebol se organiza e é governado. Nada mais natural que um ambiente permissivo e sem regras de funcionamento razoáveis, instalado na penumbra entre os interesses privados e a permamente interferência da ação indireta (às vezes direta) do Estado, atraia os caçadores de renda.

Embora com diferenças de grau, coisa parecida acontece no mundo futebolístico europeu. Nos últimos anos, uma quantidade espantosa de nababos comprou alguns dos principais times das ligas européias mais importantes, em particular a inglesa. Vejamos:

O Chelsea foi adquirido por um russo chamado Roman Abramovich (com esse nome deve ser parente distante deste que escreve), que além de ser o sujeito mais rico da Inglaterra não conseguiria explicar exatamente como foi que amealhou a sua bufunfa.

Outro grande clube da capital inglesa é o Arsenal, entre cujos principais acionistas está o bilhardário uzbeque Alisher Usmanov, o qual fez fortuna explorando minas de ferro após a derrocada da antiga União Soviética.

Um exemplo radical da escuridão que envolve o dinheiro do futebol vem da Tailândia. Esse país asiático teve como primeiro-ministro um ex-policial chamado Thaksin Shinawatra. Depois de ter sido defenestrado do poder por corrupção, abuso de poder e mais um rol extenso de meliâncias, Shinavatra exilou-se na Inglaterra, onde, pouco antes, havia adquirido o controle do Manchester City, o time em que atua esse jogador brasileiro chamado Robinho (cujas virtudes futebolísticas, aliás, escapam a este que escreve). O séjour futebolístico do ex-primeiro ministro não durou muito, pois algum tempo depois vendeu o clube para o cheique Mansour bin Zayed Al Nahyan, que vem a ser irmão do manda-chuva de Abu Dhabi, um desses emirados petrolíferos medievais do Oriente Médio.

Na Itália, o exemplo mais notável talvez seja o do Milan, controlado por aquela flor de pessoa chamada Silvio Berlusconi, que no começo da vida era assessor parlamentar, depois progrediu a pequeno empreiteiro de obras públicas, depois grande empreiteiro, depois magnata da TV, líder de direita e primeiro-ministro. Seu fac-totum no clube é um sujeito careca que aparece nos jogos do clube com uma gravata amarela. Berlusconi e o Milan contam com um séquito interminável de puxa-sacos na imprensa italiana, que nesse particular dá sinais de, em média, ser ainda pior do que a brasileira.

Tudo isso para lembrar que a Copa de 2014 vem aí, a qual, por decisão tresloucada da FIFA, será realizada no Brasil.

Vai rolar uma grana não trivial para modernizar estádios, melhorar vias de acesso, reforçar sistemas de telecomunicações e mais uma infinidade de serviços.

Adivinhe o eventual leitor quem vai pagar a conta. É isso mesmo. Nós, pois embora os clubes, as federações, a CBF e a FIFA sejam entes privados, ninguém é de ferro e pra que serve o governo, afinal?

De forma a minimizar o prejuízo, será fundamental vigiar os preparativos do Brasil para essa Copa. Se não se olhar de perto, vai acontecer o mesmo que ocorreu com os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, para cuja preparação se distribuiu um dinheirão em obras feitas sem licitação, sob a desculpa da "emergência", dinheirão esse até hoje inexplicado.

*Claudio Weber Abramo é matemático, mestre em filosofia da ciência, jornalista e secretário executivo da ONG Transparência Brasil.

http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo

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18/05/2009 // O marco zero do Edgar Morin

Publicado em 1946, O Ano zero da Alemanha é o primeiro livro de Edgar Morin. Traz a marca da juventude do autor que, aos 25 anos, nos fornece uma narrativa arrebatadora sobre a Alemanha após o fim da Segunda Guerra Mundial. Com a morte de Hitler em 1º de maio de 1945 e a assinatura do armistício na madrugada de 8 para 9 de maio do mesmo ano, instalou-se entre os aliados uma guerra interna e dissimulada pelo poder de ingerência no território alemão. A Alemanha enfrenta seu ano zero. Encontra-se em ponto morto: sem Estado, exército, bandeira, sobraram as dores da violência e do extermínio, as esperanças da reconstrução social, política e psíquica de um país que acabará cindido em duas partes, algo que só teve fim com a queda do muro de Berlim em 1989.

Fascismos, nazismos, ditaduras militares são fenômenos ideológicos coletivos que renegam a liberdade do homem, impedem o diálogo democrático, conspiram contra a universalidade do humanismo. O caminho da paz será longo, exige prudência e atenção redobradas, adverte Bernard Groethuysen, responsável pela apresentação da edição original. Essas recomendações servem de base para que o leitor enfrente as quatro partes do livro que desvendam condições históricas concretas, crenças contraditórias, dogmas irracionais que cercaram a banalidade do mal, posta em ação pelo Fürher, e o dispositivo político que lhe dava sustentação. Vários atentados e conspirações, resistências veladas ou explícitas, não conseguiram pôr fim à liderança do tirano. Foi ele mesmo o responsável por seu extermínio.

Mais do que um valor documental, historiográfico ou saudosista, O Ano zero da Alemanha é um sinal de alerta para os tempos atuais que requerem esperança, resistência e responsabilidade coletiva que ponham fim às desigualdades crescentes por que passam as sociedades contemporâneas globalizadas.

Edgar Morin, pesquisador emérito do CNRS, nasceu em Paris, em 1921. Formado em História, Geografia e Direito, migrou para a Filosofia, a Sociologia e a Epistemologia, depois de ter participado da Resistência ao nazismo, na França, durante a Segunda Guerra Mundial. A Sulina, no Brasil, publicou os seis volumes de O Método, sendo Ética o último livro, além do Diário da China (2007).

Capa: Eduardo Miotto

Tradução: Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco

Nº de páginas: 319

ISBN: 978-85-205-0523-6

Preço de capa: R$ 60,00

Departamento editorial e divulgação: (51) 3019. 2102

Editora Sulina/Sul Editores
www.editorasulina.com.br
Tel (51) 3311-4082
Fax (51) 3264-4194

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15/05/2009 // Mestrado

A Coordenação de Projetos do DPP informa que estão abertas as inscrições para a seleção BRASIL 2009 do Programa Internacional de Bolsas de
Pós-graduação (nível Mestrado) da Fundação Ford.

A Fundação Carlos Chagas é a instituição responsável pela coordenação, no Brasil, do referido programa. As candidaturas serão avaliadas por uma Comissão de Seleção brasileira, apoiada por assessores ad hoc brasileiros.

Calendário da Seleção Brasil 2009
Envio da documentação: até 25 de maio de 2009
Avaliação de candidaturas: de 26 de maio de 2009 a 13 de fevereiro de 2010
Anúncio dos resultados finais: a partir de 16 de fevereiro de 2010
Início da bolsa : a partir da matrícula na pós-graduação em 2011
Site do Programa: www.programabolsa.org.br .
E-mail: programabolsa@fcc.org.br
Tel.: (11) 3722.4404

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14/05/2009 // Fermento

ENDÊNCIAS/DEBATES *

Da Folha de S. Paulo

*Inusitado aumento da produção científica*

*ROGERIO MENEGHINI*

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*Não fazia eco em mentes perscrutadoras por dever de ofício a explicação de que o aumento se devia à política federal de fomento*
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FOI UM choque para milhares de pesquisadores científicos brasileiros ler a reportagem da editoria Ciência desta Folha no dia 6 de maio. Ela relatava a
divulgação do ministro da Educação, Fernando Haddad, de que a produção científica brasileira tinha crescido 56% de 2007 a 2008, segundo a
mundialmente reconhecida base internacional de dados Thomson Reuters-ISI. Um choque que não era propriamente de contentamento, mas de estupefação.

Acostumados com a lida de números em suas pesquisas e familiarizados com o curso modesto dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil, era difícil encontrar uma explicação para o aumento inusitado em nível mundial em um ano, levando o país para a 13ª posição entre as nações na publicação de artigos científicos.

O portal de periódicos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, órgão do Ministério da Educação) que permite o acesso ao ISI provavelmente teve um de seus maiores níveis de visitas, no anseio dos pesquisadores de constatar se o aumento era de fato o anunciado. E era.

Porém, a explicação do ministro e de algumas autoridades presentes ao evento da divulgação, de que o aumento se devia à política em nível federal de fomento à pesquisa, não fazia eco em mentes perscrutadoras por dever de ofício.

Muitas hipóteses foram levantadas, havendo até colegas que ironizavam ser um evento raro de desova de artigos científicos engavetados, como a desova de tartarugas marinhas. Por estar numa função que permite maior descortínio da
produção científica, a explicação para o fato não me demorou. A base de dados Web of Science-ISI, utilizada nessa pesquisa, mostrou, sim, um aumento que o Brasil liderou: o de revistas científicas nacionais indexadas nessa base.

Em 2006, eram 26. Essa quantidade passou para 63 em 2007 e para 103 em 2008. Um aumento insólito, em contexto mundial: o número quadruplicou em dois anos! Qual seria a explicação para isso? A Thomson Reuters-ISI é uma empresa
comercial, visando lucro, mas buscando manter a imagem de indexar o núcleo das melhores revistas científicas do mundo (10 mil entre 100 mil).

Segundo a própria empresa, a sua política de seleção continua sendo a de medir o impacto por meio das citações dos artigos das revistas, mas iniciou um procedimento de espraiar o universo das revistas do ponto de vista regional e temático.
O Brasil certamente marcou ponto nos três itens. Com isso, o número de artigos em suas revistas aumentou de 4.056, em 2007, para 12.502, em 2008. Ou seja, um aumento de 8.446 artigos, devido ao aumento de revistas e também ao maior número de artigos por revista, uma vez que a indexação no ISI exerceu maior atração sobre os autores.

Isso significa que cerca de 80% do aumento de artigos anunciado pelo ministro Haddad advieram de um setor em que o governo federal investe de
forma absolutamente inexpressiva: R$ 10 milhões em 2008, divididos entre o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Capes, para cerca de 240 revistas nacionais. Isso representa cerca de 0,4% dos orçamentos das duas instituições. Para comparação, os Estados Unidos gastam 200 vezes mais em revistas científicas.

A única iniciativa brasileira para melhorar as suas revistas, além da dedicação dos editores, é o programa SciELO (*www.scielo.br*),
criado em 1997 por meio de uma parceria entre a Fapesp (Fundação de amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a Bireme (Biblioteca Virtual em Saúde).
SciELO exerce no Brasil um papel semelhante ao do ISI, o de indexar as melhores revistas brasileiras, selecionadas por critérios de qualidade, mas vai além, pois disponibiliza os artigos com textos completos em acesso aberto. Hoje são 205 revistas.

É importante frisar que, das 103 revistas brasileiras indexadas no ISI mencionadas acima, 81 estão na base SciELO. O orçamento executado do programa para 2009 é de R$ 2,5 milhões, 80% provenientes da Fapesp (recursos do Estado de São Paulo) e 10% do CNPq (recursos federais). Tem-se assim a história real do aumento expressivo da produção científica brasileira em
2008 na base ISI.
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*ROGERIO MENEGHINI* é coordenador científico do programa SciELO de revistas científicas brasileiras, professor titular aposentado do Instituto de Química da USP e membro da Academia Brasileira de Ciências. Foi presidente
da primeira Comissão de Avaliação da USP (1993-1997).

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12/05/2009 // Mapa do emprego

Universidades Federais promovem diversos concursos públicos nas próximas semanas

Jornal da Intercom

Ao longo dos meses de maio e junho, as Universidades Federais promoverão diversos concursos públicos na área docente. O Jornal Intercom divulga a seguir algumas dessas oportunidades de admissão na docência de nível superior no ensino público.


Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Promove concurso público para professor adjunto (cursos de jornalismo e publicidade) e professor assistente (curso de cinema) do departamento de comunicação social. O regime de trabalho é de dedicação exclusiva.

Para o cargo de professor assistente é exigido mestrado e graduação em Comunicação ou áreas afins. Os interessados no cargo de professor adjunto devem comprovar titulação de Livre-Docente ou Doutor em Comunicação Social ou áreas afins e graduação em Jornalismo.

Serão aceitas inscrições por via postal (SEDEX) e por procuração. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de maio.

Atendimento para informações e inscrições na secretaria do Centro de Artes e Comunicação, das 8h às 12h – 14h às 17h, Avenida dos Reitores, S/N, Cidade Universitária, Recife - PE, CEP: 50.670-901 Tel.: (81) 2126-8319 / 8301.

Mais informações ver editais nºs 23 e 25, de 18/02/2009, publicados no D.O.U. nº 36, de 20/02/2009 e no site da UFPE, página www.proacad.ufpe.br.


Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

Está com inscrições abertas para o Concurso para Professor Efetivo, Adjunto, Dedicação Exclusiva para a área de Comunicação - Campus de Imperatriz. São cinco vagas distribuídas nas seguintes áreas:

Doutorado em qualquer área, com graduação em comunicação:

01 - Produção de telejornais

01 - Planejamento gráfico editorial

01 - Teorias e metodologias jornalísticas

01 - Fotografia e Reportagem

Doutorado em qualquer área, com graduação em desenho industrial ou design:

01 - Design gráfico (graduação em desenho industrial ou design)

Mais informações estão disponíveis em www.ufma.br.


Universidade Federal do Ceará (UFC)

Realiza concurso para Professor Efetivo – Classe Adjunto – no Campus de Fortaleza. Ao todo, são sete vagas associadas à implantação do curso de Cinema e Audiovisual da Instituição.

As inscrições se entendem do dia 11 de maio a 9 de junho de 2009, e os setores de estudo são:

- Direção de Fotografia para Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Teorias da Arte, do Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Som para Cinema e Audiovisual 40 h / DE - 01 vaga

- Edição-Montagem em Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Realização / Direção em Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Produção de Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga

- Pesquisa e Metodologia Científica - 40 h / DE - 01 vaga

O Programa de Pós- Graduação em Comunicação da UFC tem uma linha de pesquisa em Fotografia e Audiovisual o que constitui uma possibilidade de inserção dos profissionais, que atendam as exigências de ingresso no Programa, na nossa Pós-Graduação.

Maiores informações podem ser encontradas no site da UFC: www.srh.ufc.br/editais.htm



Universidade de Brasília (UnB)

Tem abertos três concursos na área de comunicação. Mais detalhes encontram-se nos links abaixo.

Edital de Abertura N. 581/2009
Área: Publicidade e Propaganda: Planejamento e Gerenciamento de Contas
http://srh.unb.br/extra/concursos_selecoes/2009/ed_581_09.pdf

Edital de Abertura N. 580/2009
Área: Produção e Edição Jornalística
http://srh.unb.br/extra/concursos_selecoes/2009/ed_580_09.pdf

Edital de Abertura N. 579/2009
Área: Comunicação e Cidadania
http://srh.unb.br/extra/concursos_selecoes/2009/ed_579_09.pdf



Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Oferece concurso público para docentes e técnicos. São 68 vagas para professores e 77 para Técnico-Administrativos em Educação (TAE´s).

No edital 025/2009 há uma vaga para a Faculdade de Comunicação Social. Exige doutorado, experiência em jornalismo e graduação em comunicação.

No edital 026/2009, há duas vagas para o curso de turismo, exigindo bacharelado em turismo e mestrado em turismo ou área afim.

Mais detalhes estão disponíveis em www.concurso.ufjf.br.



Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

O Departamento de Comunicação reabrirá no dia 1º de junho de 2009 as inscrições para o concurso de Professor de Mídia em Publicidade e Propaganda. As inscrições vão até dia 30 de junho. As provas ocorrerão entre 3 a 21 de agosto.

O concurso é para professor adjunto e dedicação exclusiva e exige Graduação em Comunicação Social e Doutorado em Comunicação Social ou em áreas correlatas.

O edital do concurso (018/2009) está disponível no site:

http://www.prh.ufrn.br/conteudo/concursos/prog_efet018-09.htm

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11/05/2009 // Folha de São Paulo oferece bolsas para pesquisa sobre jornalismo

Regulamento:

O Folha Memória - Programa de Orientação de Pesquisa em História do Jornalismo Brasileiro - dará bolsas para pesquisa de temas de história do jornalismo --entendida, neste programa, no sentido amplo do termo: podem ser propostas pesquisas sobre fenômenos de qualquer época (inclusive contemporâneos) relacionados a qualquer meio jornalístico.

O objetivo deste programa é promover a realização de pesquisas conduzidas com rigor acadêmico, mas apresentadas na forma de um texto de interesse geral (e não na forma de trabalho acadêmico).

As bolsas constituir-se-ão em reembolso de despesas, no valor de R$ 2.300 mensais.

Ao final de cada edição do Folha Memória, uma pesquisa será premiada.

Folha Memória é um programa da Folha de S.Paulo, patrocinado pela Pfizer.

Critérios para inscrição
Poderá se inscrever qualquer pessoa que esteja fazendo ou tenha concluído qualquer curso de graduação em qualquer universidade brasileira.
Só será permitida uma inscrição por pessoa.
É proibida a inscrição de funcionários do Grupo Folha e da Pfizer.

Forma de inscrição
A inscrição é feita mediante o preenchimento, pela internet, de uma ficha de inscrição à qual deverá ser anexado o projeto de pesquisa (ver item 3).
As inscrições se encerram à meia-noite do dia 28/6/2009. Não serão aceitas inscrições após este prazo, qualquer que seja o motivo do atraso.

Diretrizes para o projeto
O projeto deve ser apresentado por escrito, em não mais de 5.000 toques, em documento de Word anexado à ficha de inscrição.

O projeto deve conter, nesse máximo de 5.000 toques, as seguintes informações sobre o trabalho a ser desenvolvido pelo candidato:
Tema - o candidato deve explicar o que especificamente quer pesquisar. Devem ser delimitados, sempre que possível, época, espaço geográfico, veículos e aspectos que serão pesquisados.
Justificativa - o candidato deve explicar a relevância e o ineditismo do tema que quer pesquisar.
Método de pesquisa - o candidato deve explicitar se pesquisará apenas em bibliografia ou se pretende conduzir entrevistas ou fazer outro tipo de levantamento. Também deve indicar se haverá material iconográfico e de que tipo.
Cronograma - o candidato deve listar as etapas da pesquisa e especificar o período de conclusão de cada uma. Todo o período de execução da pesquisa, incluindo a redação final, deve ser realizado no prazo máximo de seis meses.
Apresentação - o candidato deve esboçar a estrutura de seu trabalho final, na forma de um livro de interesse geral (e não de uma dissertação ou tese acadêmica).

Seleção dos projetos
A Folha selecionará, dentre os inscritos, 30 projetos finalistas.
Os projetos finalistas serão avaliados por uma banca composta por um profissional da Folha, um profissional da Pfizer e um especialista externo convidado.
Caso a banca considere necessário, um número indeterminado de finalistas será chamado para entrevista.
A banca selecionará três projetos para outorga das bolsas.
A decisão da banca é irrevogável.
A divulgação dos contemplados será feita em 9/8/2009 e as pesquisas começam em seguida.

Outorga das bolsas
Para aderir ao programa, o autor do projeto assinará termo em que declara estar ciente do regulamento e de acordo com suas normas.
Cada bolsista terá um orientador designado pela Folha, a quem deverá fazer relatórios mensais sobre o andamento da pesquisa e a redação do trabalho. O orientador, se julgar necessário, pode alterar a periodicidade para entrega de relatórios.
O orientador, se julgar necessário, definirá, em acordo com o bolsista, alterações no projeto inicial.
Cada bolsista receberá, por mês, pelo período de seis meses (de 10/8/2009 a 5/2/2010), bolsa de R$ 2.300,00, na forma de reembolso por despesas comprovadas, respeitadas as condições deste regulamento.
Estarão ainda à disposição de cada um dos três bolsistas R$ 3.000,00 para viagens, desde que justificadas por escrito pelo bolsista e aprovadas pela Editoria de Treinamento da Folha. Também neste caso, o bolsista se compromete a prestar contas dos gastos, por meio da apresentação das notas fiscais e recibos.
O bolsista que não cumprir os prazos para entrega do trabalho estará sujeito a desclassificação e à devolução do dinheiro que já tenha recebido para a pesquisa.
O mesmo valerá para atrasos recorrentes na entrega dos relatórios ao orientador.
A decisão sobre a desclassificação ou não do bolsista caberá ao orientador e à Editoria de Treinamento da Folha e será irrevogável.

Produto final
O trabalho final deve ser redigido na forma de um livro –e não como trabalho acadêmico- e deve ter entre 80 e 100 laudas (de 168 mil a 210 mil toques).
O texto integral do livro deve ser apresentado em 5 de fevereiro de 2010.
Outorga dos prêmios
Os textos finais serão avaliados por uma banca formada por um profissional da Pfizer, um da Folha e um especialista externo.
Até 21/3/2010 será divulgado o vencedor do programa, que receberá um laptop com processador Core 2 Duo de 2 GHz, memória de 3 Gbytes, disco rígido de 160 Gbytes, placa de vídeo de 128 Mbytes e placa para conexão sem fio.
Esse prêmio, pessoal e intransferível, não poderá ser trocado por dinheiro.
A Publifolha publicará em livro o trabalho vencedor. Os outros dois trabalhos podem também ser publicados, dependendo de avaliação editorial.
A banca se reserva o direito de não premiar nenhum dos três trabalhos, caso julgue que nenhum deles tenha atingido um patamar mínimo de qualidade para a láurea.
A decisão da banca é irrevogável.

Fonte: http://folhamemoria.folha.com.br

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10/05/2009 // Rosamaria

scrap para orkut

RecadosOnline - Confira mais figuras para Dia das Mães


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10/05/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Comoveu-me muito tua mensagem,mas não posso deixar de dizer que, se teu amor é grande,o meu é muito maior. Sou feliz pelo que és! Beijos da mamãe.

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09/05/2009 // 5 vagas na Universidade Federal do Maranhão

Prezados/as,

A Universidade Federal do Maranhão - UFMA está com inscrições abertas para o Concurso para Professor Efetivo, Adjunto, Dedicação Exclusiva para a área de Comunicação - Campus de Imperatriz.
Vencimento inicial: R$ 6.722,24

São 05 (cinco) vagas distribuidas nas seguintes áreas:

Doutorado em qualquer área, com graduação em comunicação:
01 - Produção de telejornais
01 - Planejamento gráfico editorial
01 - Teorias e metodologias jornalísticas
01 - Fotografia e Reportagem

Doutorado em qualquer área, com graduação em desenho industrial ou design:
01 - Design gráfico (graduação em desenho industrial ou design)

A UFMA também lançará nos próximos dias o edital de mais um concurso, mas desta vez para o Departamento de Comunicação, em São Luis, dentro das metas do REUNI.
São 02 (duas) vagas para Professor Adjunto - DE, na área de Jornalismo em Redes, sendo que o candidato deve ter habilitação em jornalismo.

Informações e edital completo pelo endereço: www.ufma.br

Com cordiais saudações,

Rogério Costa
DCS/UFMA

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08/05/2009 // Piratas somalis enfrentam a pirataria europeia

ESTÃO-NOS MENTINDO SOBRE OS PIRATAS

The Independent - Johann Hari

Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê esse artigo, a Marinha Real Inglesa – e navios de mais 12 nações, dos EUA à China – navega rumo aos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro. Mais algumas horas e estarão bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta. Por trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado. Os miseráveis que os governos ‘ocidentais’ estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar – e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.

Os piratas jamais foram exatamente o que pensamos que fossem. Na "era de ouro dos piratas" – de 1650 a 1730 – o governo britânico criou, como recurso de propaganda, a imagem do pirata selvagem, sem propósito, o Barba Azul que ainda sobrevive. Muita gente sempre soube disso e muitos sempre suspeitaram da farsa: afinal, os piratas foram muitas vezes salvos das galés, nos braços de multidões que os defendiam e apoiavam. Por quê? O que os pobres sabiam, que nunca soubemos? O que viam, que nós não vemos? Em seu livro Villains Of All Nations, o historiador Marcus Rediker começa a revelar segredos muito interessantes.

Se você fosse mercador ou marinheiro empregado nos navios mercantes naqueles dias – se vivesse nas docas do East End de Londres, se fosse jovem e vivesse faminto –, você fatalmente acabaria embarcado num inferno flutuante, de grandes velas. Teria de trabalhar sem descanso, sempre faminto e sem dormir. E, se se rebelasse, lá estavam o todo-poderoso comandante e seu chicote [ing. the Cat O’ Nine Tails, lit. "o Gato de nove rabos"]. Se você insistisse, era a prancha e os tubarões. E ao final de meses ou anos dessa vida, seu salário quase sempre lhe era roubado.

Os piratas foram os primeiros que se rebelaram contra esse mundo. Amotinavam-se nos navios e acabaram por criar um modo diferente de trabalhar nos mares do mundo. Com os motins, conseguiam apropriar-se dos navios; depois, os piratas elegiam seus capitães e comandantes, e todas as decisões eram tomadas coletivamente; e aboliram a tortura. Os butins eram partilhados entre todos, solução que, nas palavras de Rediker, foi "um dos planos mais igualitários para distribuição de recursos que havia em todo o mundo, no século 18 ".

Acolhiam a bordo, como iguais, muitos escravos africanos foragidos. Os piratas mostraram "muito claramente – e muito subversivamente – que os navios não precisavam ser comandados com opressão e brutalidade, como fazia a Marinha Real Inglesa." Por isso eram vistos como heróis românticos, embora sempre fossem ladrões improdutivos.

As palavras de um pirata cuja voz perde-se no tempo, um jovem inglês chamado William Scott, volta a ecoar hoje, nessa pirataria new age que está em todas as televisões e jornais do planeta. Pouco antes de ser enforcado em Charleston, Carolina do Sul, Scott disse: "O que fiz, fiz para não morrer. Não encontrei outra saída, além da pirataria, para sobreviver".

O governo da Somália entrou em colapso em 1991. Nove milhões de somalianos passam fome desde então. E todos e tudo o que há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá o que houvesse. Ao mesmo tempo, viram nos mares da Somália o local ideal onde jogar todo o lixo nuclear do planeta.

Exatamente isso: lixo atômico. Nem bem o governo desfez-se (e os ricos partiram), começaram a aparecer misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que jogavam ao mar contêineres e barris enormes. A população litorânea começou a adoecer. No começo, erupções de pele, náuseas e bebês malformados. Então, com o tsunami de 2005, centenas de barris enferrujados e com vazamentos apareceram em diferentes pontos do litoral. Muita gente apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300 mortes.

Quem conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália: "Alguém está jogando lixo atômica no litoral da Somália. E chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio, encontram-se praticamente todos." Parte do que se pode rastrear leva diretamente a hospitais e indústrias européias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos tóxicos à Máfia, que se encarrega de "descarregá-los" e cobra barato. Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os governos europeus estariam fazendo para combater esse ‘negócio’, ele suspirou: "Nada. Não há nem descontaminação, nem compensação, nem prevenção."

Ao mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares da Somália, atacando uma de suas principais riquezas: pescado. A Europa já destruiu seus estoques naturais de pescado pela superexploração – e, agora, está superexplorando os mares da Somália. A cada ano, saem de lá mais de 300 milhões de atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente, por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais passam fome.

Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100 quilômetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters: "Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o litoral da Somália."

Esse é o contexto do qual nasceram os "piratas" somalianos. São pescadores somalianos, que capturam barcos, como tentativa de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo menos, como meio de extrair deles alguma espécie de compensação.

Os somalianos chamam-se "Guarda Costeira Voluntária da Somália". A maioria dos somalianos os conhecem sob essa designação. [Matéria importante sobre isso, em http://wardheernews.com/Articles_09/April/13_armada_not_solution_muuse.html : "The Armada is not a solution".] Pesquisa divulgada pelo site somaliano independente WardheerNews informa que 70% dos somalianos "aprovam firmemente a pirataria como forma de defesa nacional".

Claro que nada justifica a prática de fazer reféns. Claro, também, que há gângsteres misturados nessa luta – por exemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do World Food Programme. Mas em entrevista por telefone, um dos líderes dos piratas, Sugule Ali disse: "Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam nosso peixe." William Scott entenderia perfeitamente.

Por que os europeus supõem que os somalianos deveriam deixar-se matar de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente os pesqueiros europeus (dentre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma? A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo… imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra.

A história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu no século 4º AC. Foi preso e levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou "o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares." O pirata riu e respondeu: "O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador." Hoje, outra vez, a grande frota europeia lança-se ao mar, rumo à Somália – mas… quem é o ladrão?

Tradução de Caia Fittipaldi

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08/05/2009 // A musa do Arquivo da Universidade de Coimbra

Sob o olhar do D. João III

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10/05/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Oba, belo retorno do blog! A musa é linda, faz jus ao título! Estamos com saudades de vocês. Beijos, milhões de beijos!

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08/05/2009 // 7 vagas para a Universidade Federal do Ceará

Caros colegas,

Gostaria de contar com a colaboração de todos para a divulgação de Concurso para Professor Efetivo - Classe Adjunto - na Universidade
Federal do Ceará (Campus de Fortaleza). Estão abertas 07(sete) vagas associadas à implantação do curso de Cinema e Audiovisual da nossa
Instituição. As inscrições se entendem do dia 11 de maio a 09 de junho de 2009 e os setores de estudo são:
Direção de Fotografia para Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Teorias da Arte, do Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Som para Cinema e Audiovisual 40 h / DE - 01 vaga
Edição-Montagem em Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Realização / Direção em Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Produção de Cinema e Audiovisual - 40 h / DE - 01 vaga
Pesquisa e Metodologia Científica - 40 h / DE - 01 vaga

Vale ressaltar que o Programa de Pós- Graduação em Comunicação da UFC tem uma linha de pesquisa em Fotografia e Audiovisual o que constitui uma possibilidade de inserção dos profissionais, que atendam as exigências de
ingresso no Programa, na nossa Pós-Graduação.

O Instituto de Cultura e Arte (ICA), ao qual os professores concursados serão vinculados, abriga, entre outros, os cursos de Filosofia e Comunicação social. Além do Curso de Cinema e Audiovisual, como já referido, o ICA está abrindo vagas também para o novo curso de Artes Cênicas. Há, desta forma, um ambiente de trabalho convidativo para a construção de novos projetos e práticas.

Maiores informações sobre este Concurso podem ser encontradas no site da
UFC: www.srh.ufc.br/editais.htm

Atenciosamente,
Profa. Inês Vitorino
Coordenadora do PPGCOM da UFC

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20/04/2009 // Em outubro, aqui

Género, Media e Espaço Público

Coimbra, 22 e 23 de Outubro de 2009

Call for Papers

O Instituto de Estudos Jornalísticos (IEJ) da Universidade de Coimbra e o Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) da Universidade Nova de Lisboa convidam investigadores e estudantes de pós-graduação a submeterem comunicações originais ao Congresso “género, media e espaço público” a realizar na Universidade de Coimbra.

O Congresso debruçar-se-á sobre os contextos sociais, políticos, económicos e culturais das questões de género nos media e na comunicação, acolhendo propostas nos seguintes temas:

- Espaço Público, interculturalidade e género;
- Media e sexualidades;
- Novos Media, cibercultura e género;
- Género e práticas de consumo/recepção;
- Género e Culturas Visuais;
- Género, Saúde e Educação.

Normas e datas de submissão

As propostas (em português, espanhol ou inglês) deverão ter o seguinte formato:

- Título;
- Resumo de 200-300 palavras;
- Lista de 4 referências bibliográficas;
- 3 palavras-chave.

Datas:
- Submissão de resumos até: 15 de Junho
- Notificação da aceitação: 15 de Julho
- Textos finais (não superiores a 7000 palavras, incluindo notas e referências ): 15 de Setembro

Para submeter o resumo, por favor, preencha o formulário.

Os artigos completos deverão ser enviados para coloquiogenero@gmail.com

Site do congresso: http://mediagenero.wordpress.com/

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19/04/2009 // A ressurreição do Pequeno Príncipe da esquerda latino-americana

Barack Obama recebe exemplar de 'As veias abertas da América Latina' das mãos de Hugo Chávez neste sábado (18) em Trinidad e Tobago. (Foto: AP)

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19/04/2009 // Fragmento deste belo brado do Eduardo Galeano para o mundo - primeira edição

CENTO E VINTE MILHÕES DE CRIANÇAS NO CENTRO DA TORMENTA

Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. Passaram os séculos, e a América Latina aperfeiçoou suas funções. Este já não é o reino das maravilhas, onde a realidade derrotava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus das conquistas, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando como um serviçal. Continua existindo a serviço de necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que ganham, consumindo-os, muito mais do que a América Latina ganha produzindo-os. São muito mais altos os impostos que cobram os compradores do que os preços que recebem os vendedores; e no final das contas, como declarou em julho de 1968 Covey T. Oliver, coordenador da Aliança para o Progresso, “falar de preços justos, atualmente, é um conceito medieval. Estamos em plena época da livre comercialização...” Quanto mais liberdade se outorga aos negócios, mais cárceres se torna necessário construir para aqueles que sofrem com os negócios. Nossos sistemas de inquisidores e carrascos não só funcionam para o mercado externo dominante; proporcionam também caudalosos mananciais de lucros que fluem dos empréstimos e inversões estrangeiras nos mercados internos dominados.
“Ouve-se falar de concessões feitas pela América Latina ao capital estrangeiro, mas não de concessões feitas pelos Estados Unidos ao capital de outros países... É que nós não fazemos concessões”, advertia, lá por 1913, o presidente norte-ameiricano Woodrow Wilson. Ele estava certo: “Um país - dizia - é possuído e dominado pelo capital que nele se tenha investido.” E tinha razão. Na caminhada, até perdemos o direito de chamarmo-nos americanos, ainda que os haitianos e os cubanos já aparecessem na História como povos novos, um século antes de os peregrinos do Mayflower se estabelecerem nas costas de
Plymouth. Agora, a América é, para o mundo, nada mais do que os Estados Unidos: nós habitamos, no máximo, numa sub-América, numa América de segunda classe, de nebulosa identificação.

É a América Latina, a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal tem-se acumulado e se acumula até hoje nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar têm sido sucessivamente determinados, de fora, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo. A cada um dá-se uma função, sempre em benefício do desenvolvimento da metrópole estrangeira do momento, e a cadeia das dependências sucessivas torna-se infinita, tendo muito mais de dois elos, e por certo também incluindo, dentro da América Latina, a opressão dos países pequenos por seus vizinhos maiores e, dentro das fronteiras de cada país, a exploração que as grandes cidades e os portos exercem sobre suas fontes internas de víveres e mão-de-obra. (Há quatro séculos, já existiam dezesseis das vinte cidades latino-americanas mais populosas da atualidade.)
Para os que concebem a História como uma disputa, o atraso e a miséria da América Latina são o resultado de seu fracasso. Perdemos; outros ganharam. Mas acontece que aqueles que ganharam, ganharam graças ao que nós perdemos: a história do subdesenvolvimento
da América Latina integra, como já se disse, a história do desenvolvimento do capitalismo mundial. Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos.

Na alquimia colonial e neo-colonial, o ouro se transforma em sucata e os alimentos se convertem em veneno. Potosí, Zacatecas e Ouro Preto caíram de ponta do cimo dos esplendores dos metais preciosos no fundo buraco dos filões vazios, e a ruína foi o destino do pampa chileno do salitre e da selva amazônica da borracha; o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos ou alguns povoados petrolíferos de Maracaibo têm dolorosas razões para crer na mortalidade das fortunas que a natureza outorga e o imperialismo usurpa. A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes - dominantes para dentro, dominadas de fora - é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga.
A brecha se amplia. Em meados do século passado, o nível de vida dos países ricos do mundo excedia em 50% o nível dos países pobres. O desenvolvimento desenvolve a desigualdade: Richard Nixon anunciou, em abril de 1969, em seu discurso perante a OEA, que no fim do século XX a renda per capita nos Estados Unidos será quinze vezes mais alta do que esta mesma renda na América Latina. A força do conjunto do sistema imperialista descansa na necessária desigualdade das partes que o formam, e esta desigualdade assume magnitudes cada vez mais dramáticas. Os países opressores tornam-se cada vez mais ricos em termos absolutos, porém muito mais em termos relativos, pelo dinamismo da disparidade crescente. O capitalismo central pode dar-se ao luxo de criar e acreditar em seus próprios mitos de opulência, mas os mitos não são comíveis, e os países pobres que constituem o vasto capitalismo periférico o sabem muito bem. A renda média de um cidadão norte-americano é sete vezes maior que a de um latino-americano, e aumenta num ritmo dez vezes mais intenso. E as médias enganam, pelos insondáveis abismos que se abrem, ao sul do rio Bravo, entre os muitos pobres e os poucos ricos da região. No topo, com efeito, seis milhões de latino-americanos açambarcam, segundo as Nações Unidas, a mesma renda que 140 milhões de pessoas situadas na base de pirâmide social. Há 60 milhões de camponeses, cuja fortuna ascende a 25 centavos de dólares por dia; no outro extremo, os proxenetas da desgraça dão-se ao luxo de acumular cinco milhões de dólares em suas contas privadas na Suíça ou nos Estados Unidos, e malbaratam na ostentação e luxo estéril - ofensa e desafio - e em inversões improdutivas, que constituem nada menos do que a metade da inversão total, os capitais que América Latina poderia destinar à reposição, ampliação e criação de fontes de produção e de trabalho. Incorporadas desde sempre à constelação do poder imperialista, nossas classes dominantes não têm o menor interesse em averiguar se o patriotismo poderia ser mais rentável do que a traição ou se a mendicância é a única forma possível de política internacional. Hipoteca-se a soberania porque “não há outro caminho”; os álibis da oligarquia confundem interessadamente a impotência de uma classe social com o presumível vazio de destino de cada nação.

Josué de Castro declara: “Eu, que recebi um prêmio internacional da paz, penso que, infelizmente, não há outra solução que a violência para América Latina.” Cento e vinte milhões de crianças se agitam no centro desta tormenta. A população da América Latina cresce como nenhuma outra; em meio século triplicou com sobras. Em cada minuto morre uma criança de doença ou de fome, mas no ano 2000 haverá 650 milhões de latino-americanos, e a metade terá menos de 15 anos de idade: uma bomba de tempo. Entre os 280 milhões de latino-americanos há, atualmente, cinqüenta milhões de desempregados ou subempregados e cerca de cem milhões de analfabetos; a metade dos latino-americanos vive apinhada em moradias insalubres. Os três maiores mercados da América Latina - Argentina, Brasil e México - não chegam a igualar, somados, a capacidade de consumo da França ou da Alemanha Ocidental, mesmo que a população reunida de nossos três grandes exceda de muito a de qualquer país europeu. A América Latina produz, hoje em dia, em relação a sua população, menos alimentos do que antes da última guerra mundial, e suas exportações per capita diminuíram três vezes, a preços constantes, desde a véspera da crise de 1929. O sistema é muito racional do ponto de vista de seus donos estrangeiros e de nossa burguesia de intermediários, que vendeu a alma ao Diabo por um preço que teria envergonhado Fausto. Mas o sistema é tão irracional para com todos os demais que, quanto mais se desenvolve, mais se tornam agudos seus desequilíbrios e tensões, suas fortes contradições. Até a industrialização dependente e tardia, que comodamente coexiste com o latifúndio e as estruturas da desigualdade, contribui para semear o desemprego ao invés de tentar resolvê-lo; estende-se a pobreza e concentra-se a riqueza, que conta com imensas legiões de braços cruzados, que se multiplicam sem descanso.
Novas fábricas se instalam nos pólos privilegiados de desenvolvimento - São Paulo, Buenos Aires, a cidade do México -, porém reduz-se cada vez mais o número da mão-de-obra exigido. O sistema não previu esta pequena chateação: o que sobra é gente. E gente se reproduz. Faz-se o amor com entusiasmo e sem precauções. Cada vez mais, fica gente à beira do caminho, sem trabalho no campo, onde o latifúndio reina com suas gigantescas
terras ociosas, e sem trabalho na cidade, onde reinam as máquinas: o sistema vomita homens. As missões norte-americanas esterilizam maciçamente mulheres e semeiam pílulas, diafragmas, DIUs, preservativos e almanaques marcados, mas colhem crianças; obstinadamente, as crianças latino-americanas continuam nascendo, reivindicando seu direito natural de obter um lugar ao sol, nestas terras esplêndidas, que poderiam dar a todos o que a quase todos negam.
Em princípios de novembro de 1968, Richard Nixon comprovou em voz alta que a Aliança para o Progresso havia cumprido sete anos de vida e, entretanto, agravaram-se a desnutrição e a escassez de alimentos na América Latina. Poucos meses antes, em abril, George W. Ball escrevia em Life: “Pelo menos durante as próximas décadas, o descontentamento das nações pobres não significará uma ameaça de destruição do mundo.
Por mais vergonhoso que seja, o mundo tem vivido, durante gerações, dois terços pobres e um terço rico. Por mais injusto que seja, é limitado o poder dos países pobres”. Ball encabeçara a delegação dos Estados Unidos na Primeira Conferência de Comércio e Desenvolvimento em Genebra, e votara contra nove dos doze princípios gerais aprovados pela conferência, com o objetivo de aliviar as desvantagens dos países subdesenvolvidos no comércio internacional.
São secretas as matanças da miséria na América Latina; em cada ano explodem, silenciosamente, sem qualquer estrépito, três bombas de Hiroxima sobre estes povos, que têm o costume de sofrer com os dentes cerrados. Esta violência sistemática e real continua aumentando: seus crimes não se difundem na imprensa marrom, mas sim nas estatísticas da FAO. Ball diz que a impunidade é ainda possível, porque os pobres não podem
desencadear uma guerra mundial, porém o Império se preocupa: incapaz de multiplicar os pães, faz o possível para suprimir os comensais. “Combata a pobreza, mate um mendigo!”, rabiscou um mestre do humor-negro num muro da cidade de La Paz. O que propõem
os herdeiros de Malthus senão matar a todos os próximos mendigos, antes que nasçam?
Robert McNamara, o presidente do Banco Mundial, que tinha sido presidente da Ford e secretário da Defesa, afirma que a explosão demográfica constitui o maior obstáculo para o progresso da América Latina e anuncia que o Banco Mundial dá prioridade, em seus empréstimos, aos países que realizam planos para o controle da natalidade. McNamara comprova, com pesar, que os cérebros dos pobres pensam cerca de 25% a menos, e os
tecnocratas do Banco Mundial (que já nasceram) fazem zumbir os computadores e geram
complicadíssimas teses sobre as vantagens de não nascer. “Se um país em desenvolvimento, que tem uma renda média per capita de 150 a 200 dólares anuais, consegue reduzir sua fertilidade em 50% num período de 25 anos, ao cabo de 30 anos sua renda per capita será superior pelo menos em 40% ao nível que teria alcançado mantendo sua fertilidade, e duas vezes mais elevada ao fim de 60 anos”, assegura um dos documentos do organismo.

Tornou-se célebre a frase de Lyndon Johnson: “Cinco dólares investidos contra o
crescimento da população são mais eficazes do que cem dólares investidos no desenvolvimento econômico.” Dwight Eisenhower prognosticou que, se os habitantes da Terra continuassem multiplicando-se no mesmo ritmo, não só se intensificaria o perigo de uma revolução, mas também se produziria “uma degradação do nível de vida de todos os povos, o nosso inclusive”.
Os Estados Unidos não sofrem, dentro de suas fronteiras, o problema da explosão demográfica, mas se preocupam, como ninguém, em difundir e impor, nos quatros pontos cardiais, a planificação familiar. Não somente o governo; também Rockefeller e a Fundação Ford sofrem pesadelos com milhões de crianças que avançam, como lagostas, partindo dos horizontes do Terceiro Mundo. Platão e Aristóteles haviam-se ocupado do tema antes de Malthus e McNamara; contudo, em nossos tempos, toda esta ofensiva universal cumpre uma função bem definida: propõe-se justificar a desigual distribuição de renda entre os países e entre as classes sociais, convencer aos pobres que a pobreza é o resultado dos filhos que não se evitam e pôr um dique ao avanço da fúria das massas em movimento e em rebelião. Os dispositivos intra-uterinos competem com as bombas e as metralhadoras, no Sudeste asiático, no esforço para deter o crescimento da população do Vietnã. Na América Latina é mais higiênico e eficaz matar os guerrilheiros nos úteros do que nas
serras ou nas ruas. Diversas missões norte-americanas esterilizaram milhares de mulheres
na Amazônia, apesar de ser esta a zona habitável mais deserta do planeta. Na maior parte dos países latino-americanos não sobra gente: ao contrário, falta. O Brasil tem 38 vezes menos habitantes por quilometro quadrado do que a Bélgica; Paraguai, 49 vezes menos do que a Inglaterra; Peru, 32 vezes menos do que o Japão. Haiti e El Salvador, formigueiros humanos da América Latina, têm uma densidade populacional menor do que a Itália. Os
pretextos invocados ofendem a inteligência; as intenções reais inflamam a indignação. Afinal, não menos da metade dos territórios da Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai e Venezuela está habitada por ninguém. Nenhuma população latino-americana cresce menos do que a do Uruguai, país de velhos; entretanto nenhuma outra nação tem sido tão castigada, por uma crise que parece arrastá-la aos últimos círculos dos infernos. O Uruguai está vazio e seus campos férteis poderiam dar de comer a uma população infinitamente maior do que a que hoje sofre, sobre seu solo, tantas penúrias.

Há mais de um século, um chanceler da Guatemala tinha sentenciado profeticamente: “Seria curioso que do seio dos Estados Unidos, de onde nos vem o mal, nascesse também o remédio.” Morta e enterrada a Aliança para o Progresso, o Império propõe agora, com mais pânico do que generosidade, resolver os problemas da América Latina, eliminando de antemão os latino-americanos. Em Washington, já há motivos para suspeitar que os povos pobres não preferem ser pobres. Mas não se pode querer o fim sem querer os meios: aqueles que negam a libertação da América Latina, negam também nosso único renascimento possível, e de passagem absolvem as estruturas vigentes. Os jovens multiplicam-se, levantam-se, escutam: o que lhes oferece a voz do sistema? O sistema fala uma linguagem surrealista: propõe evitar os nascimentos nestas terras vazias; diz que faltam capitais em países onde estes sobram, mas são desperdiçados; chama de ajuda a ortopedia deformante dos empréstimos e à drenagem de riquezas que os investimentos estrangeiros provocam; convoca os latifundiários a realizarem a reforma agrária, e a oligarquia para pôr em prática a justiça social. A luta de classes não existe - decreta-se -, mais que por culpa dos agentes forâneos que a fomentam; em troca existem as classes sociais, e se chama a opressão de umas por outras de estilo ocidental de vida. As expedições criminosas dos marines têm por objetivo restabelecer a ordem e a paz social, e as ditaduras fiéis a Washington fundam nos cárceres o estado de direito, proíbem as greves e aniquilam os sindicatos para proteger a liberdade de trabalho.

Tudo nos é proibido, a não ser cruzarmos os braços? A pobreza não está escrita nos astros; o subdesenvolvimento não é fruto de um obscuro desígnio de Deus. As classes dominantes põem as barbas de molho, e ao mesmo tempo anunciam o inferno para todos. De certo modo, a direita tem razão quando se identifica com a tranqüilidade e a ordem; é a ordem, de fato, da cotidiana humilhação das maiorias, mas ordem em última análise; a tranqüilidade de que a injustiça continue sendo injusta e a fome faminta. Se o futuro se transforma numa caixa de surpresas, o conservador grita, com toda razão: “Traíram-me.”
E os ideólogos da impotência, os escravos, que olham a si mesmos com os olhos do dono,
não demoram a escutar seus clamores. A águia de bronze do Maine, derrubada no dia da vitória da revolução cubana, jaz agora abandonada, com as asas quebradas sob o portal do bairro velho de La Habana. A partir de Cuba, outros países iniciaram, por vias distintas e com meios distintos, a experiência da mudança: a perpetuação da ordem atual das coisas é a perpetuação do crime. Recuperar os bens que sempre foram usurpados, eqüivale a recuperar o destino.

Os fantasmas de todas as revoluções estranguladas ou traídas, ao longo da torturada
história latino-americana, emergem nas novas experiências, assim como os tempos presentes, pressentidos e engendrados pelas contradições do passado. A história é um profeta com o olhar voltado para trás: pelo que foi e contra o que foi, anuncia o que será. Por isso, neste livro, que quer oferecer uma história da pilhagem e ao mesmo tempo contar como funcionam os mecanismos atuais de espoliação, aparecem os conquistadores nas caraveIas e, próximo, os tecnocratas nos jatos; Hernán Cortês e os fuzileiros navais; os corregedores do reino e as missões do Fundo Monetário Internacional; os dividendos dos traficantes de escravos e os lucros da General Motors. Também os heróis derrotados e as revoluções de nossos dias, as infâmias e as esperanças mortas e ressuscitadas: os sacrifícios fecundos. Quando Alexander von Humboldt investigou os costumes dos antigos habitantes indígenas do planalto de Bogotá, soube que os índios chamavam de quihica as vítimas das cerimônias rituais. Quihica significava porta., a morte de cada eleito abria um novo ciclo de cento e oitenta e cinco luas.

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09/04/2009 // Do topo do Elevador do Mercado Público, à esquerda

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09/04/2009 // À direita

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09/04/2009 // e centro

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09/04/2009 // e aqui do chão

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01/04/2009 // A Toca do Divino: a ala do gabinete

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01/04/2009 // e a ala do dormitório

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01/04/2009 // A lareira para assar pombos

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01/04/2009 // e o olhar da sala à direita

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01/04/2009 // O olhar da sala à esquerda

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01/04/2009 // na cozinha: à esquerda, a universidade

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07/04/2009 // cely cordeiro

Curitiba - PR

Amei a vista e também suas amigas pombas

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01/04/2009 // À direita, minhas amigas pombas

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01/04/2009 // Por último, a sala-quarto do primeiro piso reservada para o verão

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22/03/2009 // Coimbra vista do shopping Fórum

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23/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Coimbra é muito linda. Estamos adorando as reportagens fotográficas do "No Mundo da Lua News",também. Muitas saudades sentimos de vocês!

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19/03/2009 // A diária vista lateral noturna

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17/03/2009 // O primeiro exemplar

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17/03/2009 // Dona Maria

A instrutora-mor dos meus voos

Hoje resolvi praticar montanhismo urbano. Escalar edifícios. Comodista como sempre, escolhi o mais perto: o da minha memória. É um prédio e tanto. Garboso e arejado. Nem sei quantos andares tem, porque muitos se misturam ou saem a vadiar, mas sempre sobram aqueles para contar histórias. Aportava ainda o primeiro pavimento quando Maria Ferreira de Araújo surgiu. Maria Ferreira de Araújo, minha avó.

- Toma, Álvaro. É um trocadinho, mas não gasta em besteira.

Referia-se a bebida, cigarro e farra, estas coisas essenciais à vida. Como de costume entregou-me algumas notas enroladas no plástico. Havia cruzados novos, da época do Sarney, e cruzeiros do tempo do Larápio das Alagoas. E como de costume o dinheiro estava defasado. Não por culpa dela e sim das sucessivas alterações monetárias no Brasil. Válidas ou não, aquelas cédulas simbolizavam o esmero da solidariedade. Minha avó poupava sem ter. Aliás, é assim. Quem tem gasta e quem não tem guarda.

Ela sempre juntou. A cada dia 5 recebia a miserável pensão do INSS. Vociferava durante 15 minutos, profanava todos os cargos do executivo, incinerava os ocupantes e, já refeita, sorria e me comunicava: “Domingo tem festa”. Tinha mesmo. Donde estivéssemos – no residencial frio e insalubre da Dona Vicentina, no compacto apartamento do Grande Hotel ou no misterioso castelo da APAE –, neste dia colocava o vestido estampado ou o tailleur creme, arrumava-me com a melhor roupa e tomávamos o rumo da rua.

Primeiro a galinha com polenta, em qualquer lugar onde a mesma se encontrasse, e depois o cinema. Sempre às 13h45 passávamos a roleta para degustar dois filmes – em Livramento tinha sessão dupla no Cinema Internacional, o nosso reduto. Uma coisa é certa, o hábito induz o monge. Durante anos, bastava eu passar por algum guichê semelhante a uma bilheteria para, inconscientemente, perguntar qual seria o filme naquele dia. Daí ganhei das repartições públicas e dos bancos a tacha do engraçadinho, debochado, sarcástico. Pura injustiça.

O fascínio pelo cinema advinha do apreço pelo estudo. No caso da minha avó, claro. Estudara o correspondente à metade do ensino fundamental. Entretanto, emanava sapiência e gosto pelas letras. Verdade seja dita, a caligrafia da Dona Maria equivalia a uma pintura. Das belas, lógico. Eu tentava imitá-la, porém me faltava o talento.

Do mesmo modo esforçava-me para compreender as minhas idas ao colégio naqueles dias de renguear cusco e engripar pinguim. À beira da janela, 7h45 da manhã, vidro embaçado, ar ártico e o vento minuano a devastar os ouvidos, amontoava as palavras e inquiria, tal qual um pré-socrático injuriado ante as intempéries do raciocínio lógico:

- Pra que estudar, vó?

- Para voar.

Nunca mais esqueci.
Hoje, vó, começo o estágio pós-doutoral no Instituto de Estudos Jornalísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, aqui em Portugal. Obrigado, Maria Ferreira de Araújo Nunes, por me ensinar a voar.

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18/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Obrigada,Álvaro, por existires! A mãe te adorava. Não acredito em muitas coisas,mas, acredito na semeadura de sementes boas,férteis... É o teu caso.

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17/03/2009 // Vigilância

Aeroporto Internacional de Rivera/Livramento - A atenta Dona Maria controla o assédio ao neto e a Roberto Carlos.

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16/03/2009 // Chegada a Coimbra via Lisboa

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16/03/2009 // Pequena leitura da semana

Os 5 volumes do 7º centenário da Universidade de Coimbra e mais um livro especial da Revista de História das Ideias sobre a mesma

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14/03/2009 // No Mundo da Lua News nas ruas da Baixa

O editor-chefe acompanhado do Gato Vermelho Repórter e da Gatita News

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14/03/2009 // A Gata Maior e o nosso amigo Gato Vermelho Repórter

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14/03/2009 // Na Portagem

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09/03/2009 // Manhã propícia para bem enxergar o Convento de Santa Clara

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09/03/2009 // Na frente do Rio Mondego

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10/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Neusa,estás muito linda! A sogra "coruja" envia muitos beijos!

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09/03/2009 // O viajante pela sala

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09/03/2009 // A cantina do seu Manuel

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10/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

A filosofia da cantina do Seu Manuel é muito legal! Vale a pena ler!!! Abraços de todos os parentes e amigos daqui.Beijos.

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08/03/2009 // Preparando muitas postagens

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06/03/2009 // Na trilha certa

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08/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Sempre estiveste na trilha certa, só que agora estás numa trilha um "pouquinho" mais longe... Era o esperado,não? Estamos todos torcendo por ti, o teu trabalho vai ser maravilhoso! É para a frente que se anda!!!

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05/03/2009 // Viagem

Pronta para percorrer o centro histórico de Coimbra

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05/03/2009 // Academia

No Museu Académico da Universidade de Coimbra, com os azulejos do séc. XVIII

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05/03/2009 // Janaina

Coimbra - MG

Sejam bem-vindos! Vamos marcar um jantar!

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04/03/2009 // Edição extraordinária do Diário de Coimbra

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04/03/2009 // Rosamaria Araujo Nunes

PORTO ALEGRE - RS

Muito bem, que tenham uma boa estada! Saudades!!!

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07/02/2009 // O Homem-Bolsa

Prezado Professor Álvaro,

Já lhe enviamos a carta de concessão do apoio para o estágio pós doutoral. No entanto, para que possamos implementar o auxílio concedido, é necessário anexar ao processo o(s) seguinte(s) documento(s):

- Dados bancários de conta corrente, preenchendo o formulário específico de dados bancários, que se encontra nessa página: http://www.capes.gov.br/bolsas/bolsas-no-exterior/estagio-pos-doutoral, no link:
"Formulários on-line "

- Dados para Emissão da passagem, que também se encontra em formulário específico na página da Capes, no link "Formulários on-line" (ver orientações na carta de concessão)

- Termo de Compromisso assinado com a Capes. Escanear o termo de compromisso assinado e nos enviar pela internet, pela página da Capes, e também uma via por correio tradicional.

- Cópia da publicação de autorização de afastamento do país em Diário Oficial, quando servidor público, conforme consta na Carta de Concessão, devendo constar na redação o termo "com ônus Capes" ou "apoio Capes" como concedente do auxílio deslocamento, o nome e o período do evento.

- Carta de aceitação definitiva , caso não tenha sido apresentada na inscrição.

Todos esses documentos devem ser enviados pela internet, na página:
http://www.capes.gov.br/bolsas/bolsas-no-exterior/estagio-pos-doutoral, pelo link "Envio de Documentos Avulsos"

Em caso de dúvida, contate-me.

Atenciosamente,

Técnico: ANDREA CARVALHO VIEIRA GERMANO - andrea.germano@capes.gov.br
CCE/Capes/MEC
61-2104-9016

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06/02/2009 // Yeda Crusius fala para o Boletim do Divino







A governadora do Rio Grande do Sul esclarece por que quer tanto comprar um avião e fala sobre outros assuntos pertinentes à administração do estado gaúcho

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26/01/2009 // Bingo

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20/01/2009 // A entrevista

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02/01/2009 // Projeto Coimbra 2009

Proposta para solicitação da bolsa individual de Pós-Doutorado no Exterior (PDE)

1 - Título do projeto:

A Universidade de Coimbra como matriz do jornalismo brasileiro

2 - Proponente:

Professor doutor Álvaro Nunes Larangeira

3 – Supervisor:

Professora doutora Isabel Maria Guerreiro Nobre Vargues

4 - Instituição nacional do proponente e instituição estrangeira do supervisor:

Universidade Tuiuti do Paraná
Universidade de Coimbra - Portugal


5 - Resumo do projeto:
O plano de estudos, a ser realizado de fevereiro a agosto de 2009 no Instituto de Estudos Jornalísticos, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em Portugal, sob a supervisão da professora doutora Isabel Maria Guerreiro Nobre Vargues, pesquisadora referência nas áreas da história da comunicação e história da imprensa lusitanas, tem por objetivo pesquisar na biblioteca, no museu e nos arquivos da secular instituição de ensino a fundamentação de Coimbra como matriz intelectual do jornalismo brasileiro, por ser a base e o paradigma da formação e referencial teórico dos pioneiros do jornalismo brasileiro. Hipólito José da Costa; Frei Tibúrcio José da Rocha; Zeferino Vito de Meireles; Antonio Isidoro da Fonseca; Manoel Antonio da Silva Serva; Diogo Soares da Silva Bivar, Cipriano Barata, D. Rodrigo de Sousa Coutinho e D. Antonio de Araújo de Azevedo formaram-se ou tiveram passagem pela Universidade de Coimbra. O resultado do projeto de pesquisa será divulgado nas publicações Revista de História das Ideias e na Colecção Estudos, da Faculdade de Letras, e condensado em livro para ser lançado em Portugal, pela editora Imprensa da Universidade de Coimbra, e no Brasil, pela Editora Sulina. Pretende-se com o estudo do estágio pós-doutoral contribuir e acrescer um novo olhar a essa temática, para enriquecer as reflexões dos grupos de pesquisa, centros de estudos, faculdades e entidades da área de jornalismo no Brasil e, por extensão e proximidade, em Portugal.


6 - Introdução e justificativa do plano de estudos:

O projeto de pesquisa propõe-se a investigar a vida e a formação em terras lusitanas dos personagens precursores da imprensa brasileira – como Hipólito José da Costa, editor do Correio Braziliense, o primeiro jornal editado por um brasileiro; Frei Tibúrcio José da Rocha, redator da Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso no Brasil; Zeferino Vito de Meireles, editor do Diário do Rio de Janeiro, tido como pioneiro do jornalismo informativo brasileiro; Antonio Isidoro da Fonseca, precedente da impressão no Rio de Janeiro; Manoel Antonio da Silva Serva e Diogo Soares da Silva Bivar, respectivamente tipógrafo e redator do periódico baiano Idade D’Ouro do Brazil, segunda publicação em território nacional; Cipriano Barata, jornalista expoente da imprensa política e publicista brasileira; Rodrigo de Souza Coutinho, conde de Linhares, e Antonio de Araújo de Azevedo, o conde de Barca, idealizadores da Impressão Régia no Brasil –, e a formular o pensamento jornalístico em solo português no período de 1641, ano do surgimento do primeiro periódico lusitano (Gazeta em Que se Relatam as Novas Todas, Que Ouve Nesta Corte, e Que Vieram de Várias Partes no Mês de Novembro de 1641) a 1807, quando do deslocamento da corte do rei D. João para o Brasil, o qual influenciaria a formação intelectual dos precursores da imprensa no Brasil.
O estudo em Portugal incluirá pesquisas nos museus e arquivos da cidade de Coimbra e principalmente na Biblioteca Joanina, da própria universidade, localizada em um prédio concluído em 1725 e cujo acervo contém 60 mil obras dos séculos XVI, XVII e XVIII. A investigação será complementada com o trabalho no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, onde estão guardadas as monografias locais, as quais biografam os habitantes das comarcas, tanto da parte administrativa – o alcaide, o juiz, o militar – quanto da civil, com o comerciante, o educador, o nobre, o empregado. A metodologia de trabalho seguirá as linhas da pesquisa bibliografia, da análise documental, do método biográfico e da análise do discurso, propondo-se a sumariar a literatura e as biografias dos autores pesquisados e resgatar a contribuição teórica de uma das mais antigas universidades do mundo na formação do jornalismo brasileiro.
Acresce-se ao projeto a sintonia da proposta da pesquisa com as investigações desenvolvidas pela professora doutora Isabel Maria Guerreiro Nobre Vargues. Presidente do Conselho Científico do Instituto de Estudos Jornalísticos e coordenadora do grupo de jornalismo “Estudos de Comunicação e Educação” do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, Isabel Vargues organizou em outubro deste ano o colóquio 1808-2008 – dois séculos de Imprensa, com o objetivo de aprofundar a temática da história da imprensa e da comunicação nos séculos XIX e XX, justamente para apontar e discutir novos direcionamentos, fontes, perspectivas e conhecimentos, em reconhecimento à importância da imprensa nas expressivas transformações sociais, políticas e culturais na história da humanidade. Correlato ao tema da pesquisa proposta neste projeto, a investigadora tem obras e comunicações importantes como Imprensa da Faculdade de Coimbra - Uma História Dentro da História, História da história do jornalismo português, A afirmação da profissão de jornalista em Portugal. Um poder entre poderes?, Cultura e Política. Relações Luso-Brasileiras nas mudanças de regime (1889-1974), Jornalismo e Ciências Humanas e Sociais: que interacção?, entre outras, e mais a coordenação da investigação da obra Jornais Diários Portugueses. Um dicionário.


7 - Síntese da revisão bibliográfica:

Em razão da riqueza do tema e da projeção do plano de estudo, as referências bibliográficas básicas estão organizadas em cinco categorias temáticas: 1) Os pioneiros do jornalismo brasileiro; 2) O jornalismo português e seus precursores; 3) O pensamento português e a Universidade de Coimbra; 4) Os referenciais metodológicos; e 5) Teorias do jornalismo. A primeira foi a base da pesquisa para a escolha dos pioneiros do jornalismo brasileiro. Respaldado pela literatura de pesquisadores e estudiosos da imprensa no Brasil – como BAHIA, CHAGAS, DOURADO, ERBOLATO, FRIEIRO, LUSTOSA, MELO, NIZZA DA SILVA, RIZZINI, SODRÉ e VIANNA, entre outros - chegou-se às indicações de Hipólito José da Costa, Frei Tibúrcio José da Rocha, Zeferino Vito de Meireles, Antonio Isidoro da Fonseca, Manoel Antonio da Silva Serva, Cipriano Barata, Diogo Soares da Silva Bivar, Antonio de Araújo e Azevedo e Rodrigo de Sousa Coutinho como os responsáveis pelos primeiros impressos nacionais. Em seguida, tratou-se de buscar as fontes reveladoras das características do jornalismo português principalmente a partir do século XVII, correspondente à primeira publicação lusitana com caráter jornalístico – Gazetas da Restauração, em 1641 –, tendo como referências os trabalhos de ABREU, ARRUDA, BESSA, CHAPARRO, CUNHA, DANTAS, DELGADO, RAFAEL e SANTOS e TENGARRINHA. A terceira providência foi encontrar autores de envergadura nos estudos da cultura e pensamento portugueses no período estipulado e da influência da Universidade de Coimbra na construção cultural lusitana e principalmente como formadora da matriz intelectual do jornalismo brasileiro. Para tanto, o trabalho subsidia-se em sua fase inicial com ALMEIDA, BRAGA, CALAFATE, FONSECA, MARQUES, MOTA, REBELO DA SILVA, RIBEIRO, RODRIGUES e PEREIRA, SILVA BASTOS, VASCONCELOS, VILLAS-BOAS e VARGUES. A quarta parte, a da formulação metodológica da pesquisa, respaldou-se nas publicações de BARROS e DUARTE, CHARAUDEAU e MAINGUENEAU, ECO, VASSALO LOPES, MORIN, SANTAELLA e SOUSA. A quinta divisão compreende as teorizações a respeito do jornalismo, adotando como referência as elaborações intelectuais de CHARAUDEAU, MAINGUENEAU, PONTE, SOUSA e TRAQUINA.
A seguir, a listagem das referências bibliográficas nas respectivas categorias:

1 – Pioneiros do jornalismo brasileiro: Origem e desenvolvimento da imprensa no Rio de Janeiro (1865), de Moreira de AZEVEDO; Jornal, História e Técnica (1967) / Três fases da imprensa brasileira (1960), de Juarez BAHIA; Imprensa nacional – 1808-1908 – apontamentos históricos (1908), de Luís Alves de Oliveira BELO; Anais da imprensa da Bahia – 1811 a 1911 (1911), de Alfredo de CARVALHO; O Brasil sem retoques – 1808-1964 – a história contada por jornais e jornalistas (2001), de Carlos CHAGAS; Hipólito da Costa e o Correio Brasiliense (1957), de Mecenas DOURADO; Técnicas de codificação do jornalismo (1985), de Mário ERBOLATO; Gênese e progresso da imprensa periódica do Brasil (1908), de Eduardo FRIEIRO; Correio Braziliense ou Armazém Literário (2001), de José HIPÓLITO DA COSTA; Insultos impressos – a guerra dos jornalistas na Independência (2000), de Isabel LUSTOSA; Os jornalistas da Independência (1917), de Basílio de MAGALHÃES; História social da imprensa (2003), de José Marques de MELO; Imprensa Brasileira – personagens que fizeram história – v. 1, organizado por José Marques de MELO; A primeira gazeta da Bahia – Idade D’Ouro do Brasil (2005), de Maria Beatriz NIZZA DA SILVA; A imprensa no período colonial (1952), de Alexandre PASSOS; O livro, o jornal e a tipografia no Brasil – 1500 a 1822 (1945) / Hipólito da Costa e o Correio Braziliense (1957) / O jornalismo antes da tipografia (1977), de Carlos RIZZINI; História da imprensa no Brasil - contribuição à imprensa brasileira (1945), de Hélio VIANNA.

2 – Jornalismo português e seus precursores: Boémia jornalística (1927), de Jorge de ABREU; Luís Montês Matoso, historiador e jornalista – uma vida por conhecer e uma obra por publicar (1980), de Virgílio ARRUDA; As gazetas e os livros: a Gazeta de Lisboa e a vulgarização do impresso -1715/1760 (2001), de André BELO; O jornalismo – esboço histórico da sua origem e desenvolvimento até aos nossos dias (1904), de Alberto BESSA; O jornalismo (1899), de Alberto BRAMÃO; Sotaques d’Aquém e d’Além mar – percursos e géneros do jornalismo português e brasileiro (1998), de Manuel Carlos CHAPARRO; Elementos para a história da imprensa periódica portuguesa setecentista (2001), de Norberto Ferreira da CUNHA; Os jornais manuscritos do século XVIII (1941), de Júlio DANTAS; Estudo crítico da obra de Luís Montês Matoso: Anno Noticioso e histórico 1742 (1996), de Maria Rosalina DELGADO; Gazetas da Restauração – 1641-1648 – uma revisão das estratégias diplomático-militares portuguesas (2006), de Eurico Gomes DIAS; Beira Baixa – periódicos religiosos, artísticos, informativos, noticiosos, literários, científicos e políticos – 1500-2000 (2001), de António Tavares PROENÇA; Jornais e revistas portuguesas do século XIX (2001), de Gina Guedes RAFAEL e Manuela SANTOS; História da imprensa periódica portuguesa (1989), de José Tengarrinha;

3 – O pensamento português e a Universidade de Coimbra: Algumas notícias de Luiz Montes Mattozo referentes à universidade e ao corpo acadêmico em 1740 (1965) / Artes e ofícios em documentos da Universidade. v. 1 – século XVI (1970); vols. 2 e 3 – século XVIII (1971/1974) / Subsídios para a história da Universidade de Coimbra e do seu corpo acadêmico – 1801-1821 (1966), de Manuel Lopes de ALMEIDA; História da Universidade de Coimbra – 4 vols.(1892), de Teófilo BRAGA; História do pensamento filosófico português. v. 1 – Idade Média (1999); v. 2 – Renascimento e Contra-reforma (2001); v. 3 – As Luzes (2002), de Pedro CALAFATE; História do pensamento filosófico português. v. 4 – O século XIX (2004), de Pedro CALAFATE e Manuel Cândido PIMENTEL; A Universidade de Coimbra 1770-1771. Estudo social e econômico (1995), de Fernando Taveira da FONSECA; O Marquês de Pombal e as Reformas do Ensino (1989), de Joaquim Ferreira GOMES; A Academia Real da História: os intelectuais, o poder central e o poder monárquico no século XVIII (2003), de Isabel Ferreira da MOTA; História de Portugal nos séculos XVII e XVIII (1867), de Luiz Augusto REBELO DA SILVA; História dos estabelecimentos científicos, literários e artísticos de Portugal (1871), de José Silvestre RIBEIRO; O Pensamento político em Portugal no século XVIII (1983), de José Manuel Esteves PEREIRA; Portugal: dicionário histórico, chorográfico, biographico, bibliographico, heráldico, numismático e artístico. 7 vols. (1904-1915), de Guilherme RODRIGUES e José Manuel Esteves PEREIRA; História de Portugal, vol. VI – O Despotismo Iluminado. 1750-1807 (1982), de Veríssimo SERRÃO; História da censura intelectual em Portugal (1926), de José Timóteo da SILVA BASTOS; Estatutos Pombalinos – anais da Universidade de Coimbra (1772); Etnografia portuguesa: tentame de sistematização. 6 vols. (1933-1975), de José Leite de VASCONCELOS; Compêndio histórico do estado da Universidade de Coimbra (1771), de Manuel do Cenáculo VILLAS-BOAS; e Imprensa da Faculdade de Coimbra - Uma História Dentro da História (2004), de Isabel Nobre VARGUES.

4 – Referenciais metodológicos: Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação (2006), organizado por Antonio BARROS e Jorge DUARTE; Dicionário de Análise do Discurso (2004), de Patrick CHARAUDEAU e Dominique MAINGUENEAU; Como se faz uma tese (1996), Umberto ECO; Pesquisa em comunicação – formulação de um modelo metodológico (1996), de Maria Immacolata Vassalo LOPES; Epistemologia da comunicação (2003), organizado por Maria Immacolata Vassalo LOPES; Ciência com consciência (1996) / O Método 4 – as idéias (1998), de Edgar MORIN; Comunicação e pesquisa (2001), de Lucia SANTAELLA; Elementos de teoria e pesquisa da comunicação e da mídia (2004), de Jorge Pedro SOUSA;

5 – Teorias do jornalismo: Discurso das mídias (2006), de Patrick CHARAUDEAU; Análise de textos de comunicação (2002) / Gênese dos discursos (2005), de Dominique MAINGUENEAU; Para entender as notícias (2005), de Cristina PONTE; Construindo uma teoria multifactorial da notícia como uma teoria do jornalismo (2004) / Elementos de jornalismo impresso (2005) / Construindo uma teoria do jornalismo (2002) / As notícias (1994) / As notícias e seus efeitos (2000), de Jorge Pedro SOUSA; Teorias do jornalismo – porque as notícias são como são. v. 1 (2004) / Teorias do jornalismo – a tribo jornalística: uma comunidade interpretativa transnacional. v. 2 (2005), de Nelson TRAQUINA; Jornalismo: questões, teorias e ‘estórias’ (1993), organizado por Nelson TRAQUINA;

10 - Plano de trabalho e cronograma da execução do estágio:

O acervo da biblioteca geral da secular Universidade de Coimbra compõe-se de livros, manuscritos e periódicos dos séculos XV a XVIII. Como passaram pelos bancos da Universidade de Coimbra, nos cursos de Direito e Filosofia, os referenciais do jornalismo brasileiro como Hipólito José da Costa, Frei Tibúrcio José da Rocha; Zeferino Vito de Meireles, Antonio Isidoro da Fonseca, Manoel Antonio da Silva Serva, Diogo Soares da Silva Bivar, Antonio de Araújo e Azevedo, o Conde de Barca, e Rodrigo Coutinho, o conde de Linhares, e também editores das primeiras publicações jornalísticas portuguesas como Antonio de Souza de Macedo (Mercúrio Portuguez – 1663), José Freire de Monterroyo Mascarenhas (Gazeta de Lisboa – 1715) e Padre Luiz Montez Mattozo – Anno Noticioso e Histórico; Folheto de Lisboa – 1740), a investigação na Universidade de Coimbra estudará com especial ênfase a influência do Marquês de Pombal. O todo-poderoso primeiro-ministro do período 1755-77 reformulou o ensino português, retirando da Igreja a primazia pela educação, e reestruturou o ensinamento da Universidade de Coimbra com a instituição dos Estatutos Pombalinos (1772), nos quais se distanciou da abordagem eclesiástica dominante em Coimbra, alterou o ensino em Direito com a exigência de disciplinas históricas e filosóficas com olhares laicos liberais e iluministas e instituiu a criação da faculdade de Filosofia, em especial a Filosofia Natural. A passagem por Coimbra de muitos dos personagens promotores do jornalismo brasileiro se deu justamente a partir dessa fase.
O segundo percurso da pesquisa será Lisboa. Na capital portuguesa encontra-se o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, no qual a pesquisa encorpar-se-á com a documentação da Inquisição em Lisboa, Coimbra e Évora e do Tribunal do Santo Ofício, de 1536 a 1821, da Real Mesa Censória e da Mesa da Comissão Geral Sobre o Exame e Censura dos Livros, criadas na segunda metade do século XVIII, do Desembargo do Paço (1750/1833), da Real Academia de História, da Chancelaria-Mor da Corte e do Reino (1642/1833), da Secretaria de Estado dos Negócios do Reino (1554/1928), das Companhias Gerais do Grão-Pará, Maranhão, Pernambuco e Paraíba, da Junta do Comércio portuguesa de 1739 a 1834, da Intendência Geral de Polícia, entre 1460 e 1834, das Leis e Ordenações de 1222 a 1926, e dos arquivos distritais com registros dos cartórios, tribunais, hospitais, paróquias e vasto material genealógico das histórias das famílias, em especial as monografias locais e suas descrições e perfis das eminentes figuras das comarcas.
De volta a Coimbra, serão reservados os últimos dois meses da pesquisa para, em parceria com a supervisora, organizar, selecionar, sistematizar e analisar o material coletado, produzir o relatório da finalização da pesquisa, fazer artigos para publicações especializadas portuguesas e revistas Qualis A nacional e internacional e redigir o livro tendo em vista a possibilidade de publicá-lo com o aval da própria universidade, conforme consta no Programa de Pós-doutoramento da instituição – “até o final do programa elaborar relatório sobre a atividade desenvolvida, o qual resultará num texto a ser publicado pela Imprensa da Universidade –, e de uma editora brasileira, no caso a Sulina.

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04/01/2009 // Janaina Barcelos

Coimbra - MG

Caro professor, sou brasileira e mestranda em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra. Acompanho seu blogue e queria parabenizá-lo pelo projeto!

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21/12/2008 // Bingo

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21/12/2008 // Fernanda Castilho Santana

Coimbra - SP

Olá,

Seja bem vindo à Coimbra. Deixo meu convite para conhecer o IEJ (Instituto de Estudos Jornalísticos) e os pesquisadores brasileiros do mestrado em comunicação e jornalismo.
Deixo meu e-mail caso queira entrar em contato:fernandacasty@yahoo.com.br.

abraços,

F.C.

ps: traga suas blusas de lã e casacos, pois este ano o inverno aqui está mais rigoroso.

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21/12/2008 // Minha sala, a partir de fevereiro

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04/01/2009 // Janaina Barcelos

Coimbra - MG

Hum, que beleza! Vai pesquisar o acervo da Biblioteca Joanina!!!! Será muito bem-vindo, como já disse minha colega Fernanda.

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01/11/2008 // Flagrante do Imac

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31/10/2008 // A máquina

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31/10/2008 // e aqui o homem e a máquina

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25/10/2008 // A primeira página do livro

A origem de tudo

Nem bem ele foi dado à luz e algumas questões existenciais passaram a atormentá-lo. Primeiro, a tríade elementar hegeliana: o ser, o não-ser e o vir-a-ser. Logo em seguida, os primados ôntico e ontológico do ser na perspectiva heideggeriana. Digressões, convenhamos, tanto quanto pesadas para quem nascera havia minutos. Mas eram apenas o prelúdio da avalancha a encobrir tão impúberes neurônios. Compunham a segunda leva os conceitos da bacia semântica do Durand, da fusão do horizonte de Gadamer e o dos rizomas freáticos da existência, patenteado pelo filósofo Divino Habsburgo.

Pensou em pensar. Porém, estar de cabeça para baixo complicava. Pego pelos pés, sentia-se um ioiô arremessado à vida. Estranhou o tapa nas costas, o chacoalhar e o movimento daqueles seres aventalados.

- É um menino, anunciou a enfermeira. Qual é o nome?

E antes da resposta da Rosamaria, a bela mulher ainda entorpecida pelo parto, ele antecipou-se.

- Eu de Mim Mesmo.

Foi um pandemônio.

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07/10/2008 // Histórias reais da era das convergências tecnológicas II

A versão tecnoumana do nascimento do computador pessoal

Por Álvaro Larangeira

Todo dia ele fazia tudo sempre igual. Acordava a contragosto às 6h, tomava o café descafeinado, deglutia uma fatia de pão pós-transgênico e findava o desjejum com a laranjada sem laranja. Retirava-se da mesa e partia para as leituras. Ulisses nos primeiros 60 minutos e Heidegger e Heráclito na hora seguinte. O restante do horário de estudos, uma hora e meia, reservava ao grego e alemão. Para ler nos originais, justificava.

Todo dia Divininho fazia tudo sempre igual a uma criança comum, se levada em consideração a idade: seis anos. Isso até aquela data, 12 de outubro. Neste dia, despertou perto da uma, sem haver como o tirar da cama antes, menosprezou o brequefeste e fez pouco caso das obras completas dos autores sobreditos e do livro do James Joyce, no qual empacara na duomilésima nona página havia 12 meses.

Para surpresa da família, nem falou sobre a validade da hermenêutica gadameriana aplicada às vicissitudes da existência do capitalismo socialista quando em apuros ou da cientificidade do pensamento científico no cientificismo do não-ser sabe-se lá quem, como costumava proferir nos costumeiros diálogos dialéticos e dialógicos com Paul Rabbit, seu gato e único ser inteligente em condições de confabular com o menino graças às seis vidas passadas - das quais nada sabemos - e também por causa da deficiência do ensino fundamental ainda carente duma epistemologia pedagógica mais adequada aos anseios intelectivos da infância.

Bombado, ele falou. “Hoje tô bombado.” A mãe, sempre a mãe, estranhou a frase advinda daquele indivíduo com meia dúzia de anos. Terei trocado o café pelo chá de cogumelo?, questionou-se a matriz do nosso personagem, acossada pelo remorso das experiências metafísicas pretéritas. Dúvida logo dissipada, pois Divino Júnior desprezara a alimentação matinal, afora ninguém mais sorver este tipo de líquido.

Porém, ele parecia, sim, fora da casinha. Divininho emperiquitou-se com o fardão tamanho míni a ele presenteado pela Academia Brasileira de Letras Mirim, quando da assunção [ô loco!] à cadeira n° 1001 da ilibada instituição literomaníaca, e chamou sua mãe – a dele, não a sua. Hoje é o Dia das Crianças? Ãrrã, ouviu. Posso pedir qualquer presente? Em tese, sim, foi a resposta. Então quero ser um IMACSUNGHPDELLCJTX2075. Ok.

Nascia assim o primeiro computador pessoal da humanidade. Aliás, pessoalíssimo.

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07/10/2008 // Rosamaria Araujo Nunes

Porto Alegre - RS

Parabéns! Corajoso,hem? Segue adiante,estão maravilhosos,incríveis!!!

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22/09/2008 // Histórias reais da era das convergências tecnológicas

Conseqüência presumível

Por Álvaro Larangeira

Só podia dar nisso: Patrícia estava grávida. Apenas 13 anos e embuchada – pode parecer grosseira, quiçá cruel, porém é a palavra adequada para a situação. Quem observava a menina (menina?) previra o desfecho. Aquele grude transpusera a normalidade. Tornara-se uma tara. Isso mesmo, tara. A avó, sempre mais atenta e respaldada pela inata percepção pan-óptica feminina, percebera a atração doentia da neta e até a aconselhara a largar aquela – perdoai-nos, senhor, pelo termo – coisa. “Coisa, não, vó!”, retrucava Paty. Para a mocinha, ele era solidário, cúmplice e incapaz do gosto pelas infidelidades inerentes à vida. Em resumo, o companheiro ideal.

A avó alertou a filha, e esta resolveu recorrer às conhecidas propriedades psicoterapêuticas da leitura em casos propensos à lascívia precoce. Presenteou a protoadolescente com a literatura condizente à idade. Primeiro, Alice no País das Maravilhas, Meu Pé de Laranja Lima e, já projetando a carreira artística, O Pequeno Príncipe. Nada. Em seguida, esperançosa da eficácia da filosofia no abrandamento dos espíritos inquietos, mimoseou a caçula com Crítica da Razão Pura, do Kant, e Meus Demônios, do Morin. Inútil. Sem sucesso, apelou: A Função do Orgasmo, do Reich, e Kama Sutra para Adolescentes, dalgum tarado. Nem cócegas.

Simples. Patrícia queria apenas o seu objeto do desejo e mais nada. Começara com conversinhas ao ouvidinho e intermináveis risadinhas. Depois, joguinhos. Nos últimos tempos, fotinhos e videozinhos pra lá e pra cá. Pronto, o distinto ser passou a fazer parte daquele tenro corpinho auroreal. Era manhã, tarde e noite. Inclusive madrugadas. Na escola, nas escadas e nas baladas. O tempo inteiro. Daí a desconfiança daquelas almas ligadas à salutar espiada da vida alheia. Viam-na carregá-lo tal qual um tesouro, um pote de ouro, uma – remitais novamente, ó senhor, pela comparação – bíblia.

E assim foi, até o fatídico dia.

- Mãe, estou grávida.
- De quem? – perguntou a genitora daquele cristalino bibelô, apenas por praxe.
- Não sei.

E era verdade. Patricinha, assim chamada pelas amigas patricinhas, tinha três celulares. Portanto, desconhecia quem fosse o verdadeiro pai da criança. Uma coisa, porém, era certa, e amainava a angústia da família, agregados e entornos: conforme as funções do bebê, será fácil reconhecer a paternidade. MP5, com câmera digital 7 megapixels? Papai Ericsson. Bluetooth e acesso à internet? Papai Motorola. Tudo isso e mais um pouco – alguns diamantes, por exemplo? Só pode ser filho do Goldvish. Pronto.

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25/09/2008 // ROSAMARIA NUNES

Porto alegre - RS

Achei impressionante o que estás escrevendo! Vou dar a minha opinião de leitora mais tarde,senão, irão dizer que sou uma " leitora coruja" de tudo o que tu e o Juremir escrevem. Estou curiosa em relação ao texto.Será semanal,um livro em andamento,serão textos em doses homeopáticas pra dar água na boca? Aguardaremos.

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20/09/2008 // Terá o rapaz pirado de vez e por isso colocado numa beca-de-força?

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06/09/2008 // e o aniversariante e a vida

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06/09/2008 // Divino.45

Quarenta e cinco primaveras, e os respectivos outonos, invernos e verões.

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07/09/2008 // ROSAMARIA NUNES

porto algre - RS

Quarenta e cinco anos é a idade das realizações,dos planos que se concretizam,do amor que amadurece e estabiliza. Parabéns!

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10/06/2008 // O paraninfo aguarda o final da música Also Sprach Zarathustra para iniciar o discurso

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18/05/2008 // O paraninfo e as flores

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13/04/2008 // O convite

Convite

A turma de formandos do curso de Comunicação Social – Jornalismo – da Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc, turma de 2008, convida para as solenidades de formatura.

Solenidade

Colação de grau
Data: 17/05/2008
Local: Restaurante Ádamo
Horário: 18h

Baile dos formandos
Data: 17/05/2008
Local: Restaurante Ádamo
Horário: 23h30

ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL LUTERANA BOM JESUS/IELUSC
Diretor Geral: Tito Lívio Lermen
Coordenador do Curso de Comunicação Social: Samuel Pantoja Lima
Paraninfo: ÁLVARO LARANGEIRA
Patrono: Ângelo Augusto Ribeiro

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19/04/2008 // ROSAMARIA NUNES

P - RS

A turma de formandos está de parabéns!O paraninfo foi muito bem escolhido!

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13/04/2008 // e a turma

Ampliar a foto, para melhor apreciar a natureza.

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16/01/2008 // O pianista aloprado e a camiseta Gato Vermelho é Pop, obra do megadesigner Vitor Hugo Turuga

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11/02/2009 // Perslouralo

- Pe

exciting and informative, but would be suffering with something more on this topic?


17/01/2008 // ROSAMARIA NUNES

PORTO ALEGRE - RS

Depois de vários dias acompanhando o Nilo no hospital, estamos novamente em casa,e eu, feliz, por poder acessar o teu blog com tantas notícias interessantes e bem boladas! E o Gato Vermelho,hein? Ainda não torrou ao sol do "Rio 40 graus"?

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11/01/2008 // A alvorada na Baía de Guanabara



Apreciem um dos maiores espetáculos da Terra, a alvorada na Baía de Guanabara, captada das 6h22 às 6h24m30, nesta sexta-feira, dia 11.

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03/01/2008 // A Bela e seus 30 lisiantos

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04/01/2008 // ROSAMARIA NUNES

PORTO ALEGRE - RS

Parabéns pelo destaque! Merecidamente ela é a Bela entre as belas! Ainda mais no dia do aniversário. Que este belo sorriso possa sempre ser captado. Neusa, sorria e o mundo será teu!

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02/01/2008 // Em 2008 tenhamos estilo, sempre, como tinha o comendador Américo Izidoro Ricardi

Américo Izidoro Ricardi foi meu padrasto-pai por uma década e meia. Conheci-o em 1974, quando eu e minha avó largamos Sant’Anna do Livramento e o fantástico casarão da APAE para retornarmos a Porto Alegre. Fui morar com a minha mãe e, por extensão, com Américo. Ele mantinha a roupa impecável. Ternos sob medida, camisas sedosas e sapatos reluzentes. Lançava moda. Foi, imagino, o primeiro a adotar na capital gaúcha o traje safári, aquele mesmo. Tinha quatro. Também arrojava nos carros. Dizia ter sido piloto. Se de autorama ou corrida, eu nunca soube, mas dirigia muito bem. Américo era carismático. Conquistava fácil as pessoas. Contava ser amicíssimo do Leonel Brizola, embora o caudilho gaúcho desconhecesse. E assim muitas outras personalidades.

Américo Izidoro Ricardi era misterioso. A cada ano sumia durante dois meses. Tomava as bandas do Mato Grosso, onde jurava ter terras pela região do Rio Araguaia. Retornava de lá com maços de dinheiro e abarrotado com flechas e cocares. Várias vezes procurei escalpos, mas não achei. Passei a considerá-lo o Tex Willer brasileiro, amigo das tribos amazônicas. Um dia apareceu com um título nobiliárquico obtido por lá. Comendador Américo. Bom, a partir daí assegurava possuir sangue azul, a mesma cor dos olhos e do time do coração. Passou a apresentava-se sempre assim: “Prazer, comendador Américo Ricardi”. Talvez se sentisse, e fosse, um maçom poderoso.

Américo Izidoro Ricardi era exagerado. Nas paixões, no amor, na bebida, no fumo, na comida e nos gastos. Nas épocas dos bolsos cheios, geladeira sob o regime da raiz quadrada. Adorava esbanjar. Bebia uma garrafa de Old Eight – o melhor naquele tempo, pelo menos para ele - por dia e deixava um J&B na reserva para as visitas ou para o próprio. Duas carteiras de Pall Mall diárias e pacotes na despensa. Nos tempos das vacas magras, fazia leves adaptações à situação financeira, como trocar – momentaneamente – o uísque pelo Velho Barreiro, mas mantinha a quantidade e a altivez. “Sempre sombrio e sólido”, como adorava repetir, após a quarta dose ou terceiro copo. Quando apaixonado por alguém, nossa! Pela minha mãe, sem comentários, era doente. Pelos outros, quase. Chorou copiosamente no percurso do translado do corpo do Tancredo Neves e no enterro do político mineiro, em 24 de abril de 1985. Soluçava. Quase uivava agarrado nas almofadas do sofá ou em pé enquanto servia o panelão com comida suficiente para alimentar o povo brasileiro da época. Havia se encantado pelo então presidente da República eleito pelo colégio eleitoral. “O nosso presidente, o nosso presidente”, proclamava e fungava, sem parar.

Américo Izidoro Ricardi era solidário. Mantinha conta no armazém próximo da nossa casa – providência para os tempos do recesso financeiro. Fingia nem dar bola para a quantidade das anotações. Apenas fingia. Naquela época eu morava no mesmo edifício, porém noutro apartamento, com a minha irmã e o marido dela. Sem dinheiro, apelava à caderneta para fazer lambanças com o recém-amigo Luis Gomes, colega da faculdade de história da PUCRS, e seus dois companheiros do apartamento da Sarmento Leite, na Cidade Baixa: o Paulo Magro e o Totô. Todos estudantes e duros. Eu comprava miojo e uma garrafa de cachaça, sem esquecer dos limões. Toda sexta, o desfalque. Um dia, o Américo me chamou. Pronto, pensei, acabou a fonte. Ele tinha à mão páginas da caderneta. Olhou bem para mim e perguntou: “É tudo teu?”. “Sim”, respondi. “Pra quê?” “Para ajudar meus amigos.” “Então faz o seguinte: troca o miojo por massa mesmo, porque rende e alimenta mais, e leva também bolacha e uma carne de vez em quando”, aconselhou o sábio erechinense. “Na vida, o importante é ter estilo”, completou.

Estilo. Sim, estilo. Tenhamos estilo, sempre, como tinha o grande comendador Américo Izidoro Ricardi.

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03/04/2008 // V H Turuga

P Alegre - RS

Meu caríssimo e dileto amigo Gato Pop Laranjeira... tocante, punjente e navalhesca tua crônica, corrobora a tese de que o real só o é, por forçar naturalmente as barreiras da realidade.
Ave ad infinitum Américo Izidoro Ricardi!


27/03/2008 // Juliana

Curitiba - PR

também amei o texto...
mto bom!!!

teh


03/01/2008 // Adri Amaral

cwb - PR

mas que legal essa crônica hein Alvaro, gostei muito


03/01/2008 // Luis Gomes

Porto Alegre - UF

Caro doutor Álvaro, que lembrança..do "sombrio e sólido". Aquela do Tancredo, bem, essa eu estava lá. Tínhamos chegado da Puc para filar o almoço com o Comendador Américo..grande figura. Abraço


02/01/2008 // LAURA NUNES LARANGEIRA

PORTO ALEGRE - RS

LI E CHOREI DE RIR A CADA PARAGRAFO EH MUITO LOUCO TER FEITO PARTE DE TUDO ISSO AS VEZES CONTAMOS PRAS PESSOAS MAS NOSSA VIDA TEM ESSES PERSONAGENS NO MINIMO PITORESCOS.ADOREI O TEXTO TA SENSACIONAL.BEIJINHOS E SAUDADES E PARABENS!

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02/09/2007 // Eu, minha avó, nosso castelo e as cavernas da alma

Nos domingos as almas inquietas flanam. A minha, por exemplo, pulou o muro e enveredou pelo túnel do tempo. Parou no castelo onde morei por quatro anos. Sim, já residi num castelo. Eu e minha avó, Maria Araújo Nunes. Entre 1970 e 1973 cuidamos do casarão da APAE em Sant’Ana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. Maria Aparecida Nunes Ronchi, por sinal minha tia, presidia a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais e nos acomodou naquela casa antiga e misteriosa.

Na parede maior da imensa sala central vivia um contrabandista e pirata. Ou seria pirata contrabandista? Tanto faz. Ali ele fora emparedado com suas riquezas. Receosos em incomodá-lo ou de não saber como lidar com tamanha fortuna, o deixávamos em paz, embora nas noites mais frias do gélido inverno pampiano ouvia-se o murmúrio em sotaque esquisito, metade espanhol, metade siciliano. “Acendam a lareira”, suplicava a voz. No sótão, outro inquilino de vez em quando também importunava, mas somente nas noites de lua cheia. Aí sim, os gatos arrepiavam-se, as ninhadas sumiam e dormir tornava-se suplício. Latidos da cachorrada dum lado e os uivos do lobisomem do outro. No mais, durante as outras fases lunares reinava a calmaria.

O casarão - ou melhor, o meu castelo – me ensinou para a vida. A vida, aliás, escalava os nossos times do futebol no pátio. Crianças sem quaisquer movimentos ou condições de jogar formavam a torcida. Os cadeirantes revezavam-se na posição do goleiro, com a justa proibição dos chutes bem rasteiros ou muito altos. À zaga destinavam-se os fortes, em geral os portadores de Síndrome de Down robustos. No ataque, os desmilingüidos e magricelas serelepes. Tornei-me centroavante. E um apóstolo das diferenças. Para sempre.

Com elas aprendi a filosofia da matemática e a da existência. Foi por acaso. Estava naquela pequena sala quando a jovem professora perguntou a um garoto ceifado de muita coisa por causa da paralisia infantil quanto era 1 + 1. Onze, gesticulou o menino. Claro. Dois é igual a 11. Uma dupla é um time. Eis o princípio da solidariedade, da cumplicidade. Lá, no próprio castelo, vivi isto. Com o escasso dinheiro oriundo da pensão da minha avó comprávamos uma portentosa galinha assada e ninguém passava fome. Quem precisasse de dinheiro ela ainda emprestava. Sem juros. Maria Araújo Nunes, por sinal, era uma filósofa. Certa feita um pesadelo me deixou sobressaltado. Havia me perdido em uma caverna escura. Ela acalentou-me e profetizou: “Meu filho, não tenha medo de nada, porque cavernas mais profundas ainda fazem parte da nossa alma”. Dormi. Benção, vó, para esta alma inquieta. Saudade.

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02/09/2007 // Rosamaria Araujo Nunes

Porto Alegre - RS

Como te falei agora há pouco por telefone, tive que primeiro secar as lágrimas para começar a escrever. Me pegaste de surpresa, como andas muito por esse mundo, para lá e para cá, pensei que não tivesses tempo de pensar sobre a tua infância e sobre a mãe, tua avó que te amava tanto! Se viva ela fosse, teria muito orgulho da tua carreira e do teu sucesso. Viveria esperando com ansiedade a tua visita, como já fazia antes. Ela te adorava, desde o dia do teu nascimento! A lembrança dela é e será a tua melhor companhia. Chega agora!!! Hoje é domingo e está muito frio e cinza aqui em Porto Alegre. A saudade toma conta da gente e rapidamente nos deixa triste. Vamos nos alegrar, pensar que o teu aniversário está chegando, é uma idade muito bonita e vamos comemorar! Até breve, a Neusa também deve estar com muitas saudades! Espero vocês. Beijos da mamãe.


02/09/2007 // Luis Gomes

Porto Alegre - RS

Caro amigo, fascinante esse texto. Dono da escritura te fez durante os anos que viveu num Castelo, nas ruas, nas paixões e que tudo isso te levou aos sonhos de hoje. Fiquei emocionado ao teu texto. Passe por Lobo...nosso triunvirato se alimenta de sonhos. Salve Dionísio em nossas vidas!!!

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01/09/2007 // Pelo mundo afora


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16/02/2009 // Juremir Machado da Silva

Porto Alegre - RS

Está muito bom este site, Divino. Abraços. Juremir


01/01/2008 // Valdinei Queiroz

Sorocaba - SP

como todo um bom jornalista é sempre bom ter vários pressupostos de informação - desde música até culinária.

abraços!!


(Valdinei Queiroz, 20, estudante de Jornalismo em Sorocaba)

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